O silêncio na sala de hospital era interrompido apenas pelo suave som do monitor cardíaco e o leve suspiro de Anne, que permanecia ao lado da cama de Paolo. Ela observava o filho com o olhar fixo, como se estivesse esperando um sinal, uma reação, qualquer coisa que pudesse confirmar que ele ainda estava ali, vivo, depois de tudo o que haviam passado. Os últimos dias haviam sido uma mistura de tensão e agonia. A cirurgia de transplante de medula tinha sido um risco enorme, e embora o procedimento tivesse sido um sucesso, o medo de complicações ainda pairava sobre todos. Anne havia se preparado para o pior, mas ela sabia que, enquanto estivesse viva, faria tudo ao seu alcance para garantir que Paolo tivesse uma chance. Paolo estava em silêncio, imerso no sono profundo provocado pela medica

