Capitulo 15

3327 Palavras
Bella: ANDE! DIGA ALGUMA COISA! - Desafiou, e Madison deitou a cabeça pro lado, sorrindo com deboche. Madison: Porque eu me daria ao trabalho? - Perguntou, a voz leve. Ela se aproximou um passo, encarando a outra com os olhos divertidos - Você não é nada. - Sussurrou, sorrindo abertamente em seguida. Aaliyah: Mad... - Chamou, apreensiva. Madison sorriu e deu as costas, as duas sumindo dentro da empresa depois. ** Edward: Eu falei pra você. Eu falei MIL VEZES. - Disse, irritado, cuidando dos ferimentos de Bella. Camila assistia na porta, amparada, os braços cruzados. Bella: Eu sei, Edward, eu sei! - Disse, irritada. - Vai ficar ai parada? - Perguntou, irritada. Camila piscou, sutil, e sorriu. Camila: Estou fazendo o que disse que faria: Estou no meu lugar, entre eles, assistindo sua desgraça. - Disse, simples. Bella: Seu lugar agora é entre eles? - Perguntou, incrédula. Camila: É um dos benefícios de ter sido i****a o suficiente pra me casar e me apaixonar por um deles: Ninguém toca fogo na minha casa. - Alfinetou. Bella: Você está sendo ridícula. - Ressaltou, se encolhendo enquanto Edward limpava um corte no braço. Camila: Não mexer com o marido dos outros também conta ao meu favor. - Pensou alto, tamborilando os dedos. Edward: Chega, vocês duas. E o que a policia disse? - Perguntou, preparando a agulha pra suturar o braço da outra. Bella: Vazamento de gás. - Respondeu, debochada - Você sabe que não foi. Camila: Você foi avisada. - Lembrou, quieta. Bella: Cala a boca? - Perguntou, quieta enquanto Edward fazia o trabalho dele. Edward: Vai sair agora? - Bella quase gritou de frustração. Camila: Pode ficar na minha casa alguns dias, mas sabe que ela não vai parar. - Continuou, quieta. Bella: Preciso de dinheiro emprestado. - Disse, olhando Edward. Ele assentiu. Edward: Vai querer as chaves também? - Perguntou, quase esperançoso. Bella: Não, só pra roupas, comida e um hotel. - Disse, se virando pra Camila - Eu prefiro ficar na rua do que me hospedar na casa de um Mendes. - Despejou, venenosa, e Camila sorriu. Camila: Como preferir. - Disse, tranquila - Tenho uma reunião as 14h. Ed? - Ele a olhou - Me avise se tiver alguma novidade que valha a pena. - Edward assentiu e ela deu as costas, saindo. Bella era infantil ao extremo! A casa dela tocou fogo, o carro idem, ela estava sem emprego, perdera todo o dinheiro, e continuava com a birra. Isso irritava Camila profundamente, assim como o fato de Bella esfregar na cara dela seus problemas com Shawn. Falando em problemas... Niall: Pelo bem da minha sanidade, me diga que você não está por trás daquilo. - Disse, entrando na sala dela. Madison ergueu os olhos do computador. Madison: Pelo bem da minha sanidade, me diga que você não veio aqui defender ela. - Respondeu, seca. Era o primeiro dialogo que tinham há dias. Niall: Madison, você explodiu a casa dela! - Disse, exasperado. Madison: Depois de ter tomado o emprego e todo e qualquer bem de valor que ela pudesse ter. - Completou, em espera. Niall: Não acha que isso foi longe demais?! - Perguntou, e ela dobrou os braços sobre a mesa, se inclinando na direção dela. Madison: Niall? - Ele esperou, observando-a - Você está do lado dela ou do meu? - Perguntou, a voz quase letal. Niall: Do seu. - Disse, sem hesitar - Mas eu acredito que nós devemos resolver isso entre nós dois. Mad, pelo amor de Deus! - Disse, quase sem argumentos. Madison: Do meu? - Confirmou. Niall: Sempre. - Disse, derrotado. Madison: Então não se envolva nisso. Você já tem problema enormes sem tentar entrar no meu caminho. - Aconselhou, voltando a atenção pro computador. ** Niall estava sozinho, em um bar, a noite. Não bebia muito, não gostava de se embriagar, mas precisava de um tempo sozinho antes de voltar pra casa e se bater com a mulher que amava odiando-o. Ia sempre ao mesmo bar: Um lugar calmo, tranquilo, com um estilo retro. Se sentava no balcão, bebia pouco, ficava ali algum tempo. Foi ali que Bella o encontrou. Niall: Você está bem? - Perguntou, olhando-a. Usava jeans e uma blusa de algodão verde escura, curativos nos braços e um Band-Aid no topo da testa. Parecia cansada. Bella: Não foi meu melhor dia. Se contabilizarmos, bem, incluindo o carro... - Ela fingiu contar - Bem, perdi tudo. Niall: Deus, se Madison descobre você aqui, ela literalmente mata você. - Disse, cansado, tomando um gole de vinho. Bella: Você não precisa viver assim, você sabe, não é? - Perguntou, observando-o. Niall: Assim como? - Perguntou, virando o rosto pra olhá-la. Bella: Pressionado por alguém que explode casas alheias? - Exemplificou, e ele suspirou. Niall: As coisas estão difíceis agora, mas não foram sempre assim. - Negou, em um suspiro. Bella: Passei o dia pensando... Eu vou embora. - Ele a olhou - Vou voltar pra Londres. Camila não precisa mais de mim, não tem mais nada que me prenda aqui. Niall: Se precisar de ajuda com algo... - Ele deu de ombros, parecendo exausto. Bella: Não, estou bem. Tenho amigos aqui e lá, vou me virar. - Ele assentiu - Niall... Eu não posso ir sem antes esclarecer algo. - Ele esperou - Esclarecer que você tem opção. Niall: Opção? - Repetiu, confuso. Bella: Sim. Eu vou embora. - Repetiu, encarando-o - E quero que você venha comigo. - Ele a observou, quieto - Deixe essa loucura toda pra trás. Você não faz parte disso. Niall, eu quero que você venha comigo. - Repetiu, olhando-o. É como dizem: Tem gente que nunca aprende. Niall: Como é? - Perguntou, olhando-a. Bella: Não espero que você arrume suas malas agora e venha comigo, sei que é impossível, mas venha. - Chamou, olhando-o - Eu posso esperar por você. O tempo que for. Niall: Bella, esses anos todos... - Começou. Bella: Amigos, eu sei. - Completou, e ele se virou, olhando-a. Niall: Eu tenho filhos. Dois. Duas crianças que não sabem viver sem mim. - Lembrou, e ela assentiu. Bella: Shawn e Camila dividem os filhos. Encontraram um modo, você pode encontrar também. - Respondeu, de pronto. Niall: Eles em um país e eu em outro? - Perguntou, achando graça. Bella: Eu... - Ela pensou por um instante - Eu fico. Por você, eu fico. Eu enfrento ela, e fico, assim vocês podem dividir por igual. Niall: Eu nunca faria isso. - Dispensou, exasperado com a idéia. Bella: Isso que vocês tem... Não é amor, é obsessão. - Tentou, olhando-o. Niall: E, segundo sua definição, o que é amor? - Perguntou, olhando-a. Bella: O que eu aprendi a sentir por você todos esses anos. - Respondeu, sincera, e ele assentiu. Niall: O que eu tenho por Madison é obsessão. E é amor. É paixão. É t***o, cumplicidade, companheirismo, e também é doentio. É assim que nós somos. - Respondeu, tranquilo. Bella: Mas não foi sempre assim. Pense no que seria se eu não tivesse estragado tudo, Ni. Pense no que seriamos. Niall: Bem, minha vida teria sido mais complicada. - Admitiu, sincero. Bella: Mais complicada que essa loucura? Seus irmãos comprando pessoas, sua mulher explodindo casas? - Perguntou, exasperado. Niall: Bella, você está me diferenciando deles, mas essa diferença só existe na sua cabeça. Isso é o que eu sou. - Disse, claro, olhando-a - Se um dia algum homem tentasse tirar Madison de mim, eu o mataria. Não ia ser só uma explosão de casa ou uma conta bancária, eu literalmente o mataria na primeira tentativa, e eu jamais pagaria ou me arrependeria, porque isso é o que eu sou. É isso o que o poder faz com você: Fez comigo o mesmo que fez com meus irmãos e com meu cunhados, e que está fazendo com Camila debaixo dos seus olhos. - Concluiu. Bella: Mas não precisa ser desse jeito. Você não era assim. - Disse, tocando o braço dele. Ele riu de leve, tomando outro gole de vinho - Imagine o que teria sido se tivéssemos continuado juntos. Niall: Mais uma vez, seria complicado. - Repetiu, simples. Bella: Porque complicado? - Perguntou, paciente. Niall: Porque eu seria fiel. Sempre. Mas no momento em que eu a visse, eu teria que deixar você. - Disse, simples. Bella tirou a mão do braço dele. Bella: Não teria. Diz isso porque se acostumou com a idéia de viver pra ela. - Contestou, encarando-o. Niall: Depois de você... E do que Camila fez também, convenhamos... Quando a poeira da morte de meu pai baixou, e eu fui pra faculdade... Eu não confiava nas mulheres. - Disse, se lembrando - Tinha um caso de fim de semana aqui, outro ali, porque eu simplesmente não conseguia confiar. Cheguei a pensar que minha vida seria sempre aquilo. Então eu adoeci, peguei uma gripe, e perdi algumas aulas, de forma que tive que repor com outras turmas. Ela estava lá, em uma dessas turmas. Nem viu quando eu entrei, mas eu a vi, e era como se todo aquele lixo nunca tivesse acontecido. Eu a vi e senti... Esperança. - Entregou. Bella: Se Shawn foi capaz de passar por cima do que Camila fez, você também é. - Disse, confiante. Niall: Se ela não existisse, talvez. Mas ela existe. - Lembrou, claro. - Meu universo inteiro gira em torno disso. Bella: Mais uma vez: Não precisa ser assim. - Lembrou. Niall: Mas eu quero que seja assim. - Esclareceu, a voz clara e limpa. - Eu amo minha mulher com cada célula do meu corpo, mesmo que ela esteja com raiva de mim, mesmo que ela não esteja falando comigo, eu a amo. Amá-la me faz ser quem eu sou. Bella: E mesmo nessas circunstancias, o que pretende fazer? - Perguntou, olhando-o. Niall: Lutar. Implorar por perdão, porque agora eu vejo o que eu fiz. Perder toda a minha dignidade, tudo o que eu tiver que perder, até que ela me perdoe. Ela está me punindo, mas um dia vai acabar. - Respondeu, bebendo o resto do vinho. Bella: Pense melhor. - Sugeriu, e ele sorriu de novo. Niall: Sabe qual a diferença, Bella? Você me escondeu, decidiu me deixar partir, porque eu não era popular. - Lembrou, e ela esperou - Quando Madison me conheceu, eu não era mais que aquilo. Ela me amou quando eu não era ninguém. Bella: Eu teria te amado também. - Se defendeu. Niall: Teria? - Perguntou, o cenho franzido - Porque você diz que me ama agora, e agora eu sou bom o suficiente pra você, é claro, eu mando e desmando nesse continente. Mas Madison estava lá quando eu não mandava em nada. Ela esteve lá, me ajudando a construir isso tudo, tijolo por tijolo. Soou comigo, sonhou comigo, me apoiou em tudo durante a minha escalada. Não importa o quanto piorasse, eu sabia que ela estaria lá. Você deve entender o quanto isso significa. Bella: Amor se constrói. - Insistiu, e ele respirou fundo - Aos poucos, com a convivência. Niall: Quando se começa do zero. Só que no caso, e perdoe se vou ser grosseiro, eu não amo você. Por outro lado, ela está em cada centímetro do meu corpo, em cada gota do meu sangue. Não é algo com que se possa lidar. - Cortou. Bella: É sua ultima palavra? - Perguntou, vendo-o se levantar. Niall: É ela, Bella. Sempre foi ela. - Disse, tirando uma nota da carteira e pondo debaixo da taça vazia - Sempre vai ser ela. Bella: Tudo bem. Mas saiba que sempre pode mudar de idéia. - Ele guardou a carteira no bolso do terno, olhando-a. Niall: Quando a raiva dela passar, vou dar um jeito de reembolsar o dinheiro da sua conta. - Bella grunhiu, desgostosa - Faça uma boa viagem, Bella. Adeus. Ela o observou sair, a Mercedes dele logo sumindo na rua. Aquilo não tomara nem de longe o curso que ela esperara, mas pelo menos ela dissera o que sentia. Chegando em casa, ele foi checar os filhos, como sempre. Ambos já dormiam. Primeiro ele cobriu Chuck, depois foi dar um beijo de boa noite em Clair. Quando se virou, Madison o observava, da porta. Ela havia assistido e ouvido tudo pela câmera do bar, diretamente em seu laptop. Niall: Por favor, não vamos brigar agora. - Pediu, cansado, após ajeitar a filha na cama. Madison: Você pode voltar a dormir no nosso quarto. - Disse, de braços cruzados na porta, usando uma camisola preta de seda, longa. Ele sorriu de canto, se aproximando dela, e ela ergueu a mão, barrando-o - Dormir, Niall. Encoste um dedo em mim e você volta pro quarto de hospedes. - Avisou, dando as costas e saindo. Ele sorriu, vendo-a entrar no quarto dos dois, e a seguiu. Fora um dia exaustivo, e, é claro, não dá pra vencer todas as batalhas. Mas, pra quem não tinha perspectiva de sair do quarto de hospedes, aquele era um avanço e tanto. ** Bella partiu na semana seguinte, e as coisas voltaram aos seus trilhos - isso é, até onde dava. Camila agradeceu a Deus pelo verão estar chegando: Lançaria coleção nova em um desfile na festa do branco, em Hamptons. Se afundou em trabalho, só emergindo quando era hora de ficar com os filhos. Durante os meses que vieram, ela e Shawn m*l se falaram. Só se viam estritamente na hora de pegar/devolver as crianças, se falavam muito pouco e fim. Sobre Camila, bastava dizer que ela trabalhava. Depois do trabalho, casa. Quanto a Shawn, voltara a falar pouco, dando ordens com as sobrancelhas e com gestos, a expressão sempre cansada como se nunca dormisse o suficiente, as olheiras fundas no rosto, como se fossem permanentes. A situação pra Niall também não estava nada boa. Madison dava a ele o mais fino tratamento de gelo - isso quando não estavam com as crianças, é claro. Quando Chuck e Clair estavam por perto, Madison voltava a ser como era antes, doce, amável, como nunca devia ter deixado de ser. Quando as crianças saiam de perto, era silencio e desprezo. Ele não sabia mais que argumento usar. Logo a primavera começou preguiçosamente a se preparar pra dar lugar ao verão. Nova York estava florida, o clima estava agradável... Pra quem se dava ao luxo, é claro. Louis, Edward, Sophia e Madison: FELIZ ANIVERSÁRIO! - Gritaram, em uníssono, e Camila gritou de susto, recuando na escada. Estava de toalha, o cabelo amarrado no topo da cabeça. Camila: Mas que... COMO VOCÊS ENTRARAM AQUI? - Perguntou, e Louis e Edward viraram de costas. Louis: O porteiro me conhece. - Disse, obvio. Edward: E eu sei que você deixa a chave reserva debaixo do tapete. - Completou, olhando a parede. Madison: Ok, isso meio que saiu do planejado. - Disse, olhando o pequeno bolo que Sophia segurava. Sophia: Certo, vá se vestir! - Disse, saltitando no lugar. O interfone tocou e Louis passou pro lado, tapando os olhos, pra ir atender. Edward continuava olhando a parede. Camila: Quantos anos vocês tem, 10? - Perguntou, erguendo a sobrancelha. Edward: Prefere que eu vire? - Perguntou, virando metade da cabeça. Camila agarrou a toalha, fechando a cara, e ele voltou a olhar a parede, rindo, satisfeito. Camila: Olhe, eu agradeço, mas eu realmente estou cansada, eu nem lembrava que meu aniversario. - Disse, segurando o corrimão da escada. Só descera pra pegar um copo d‟água antes de ir pra banheira. Madison: Não perguntei se você está animada, mandei você ir se trocar. - Disse, tranquila. Louis: Tem um entregador subindo. - Avisou, voltando pra sala de olhos tapados. Sophia: Eu estou usando um cone de papelão na cabeça. - Disse, com uma expressão assassina no rosto. Os quatro usavam chapéus de aniversario rosa choque. - Vá se trocar. Camila revirou os olhos e subiu. Camila não viu o que chegara da encomenda na saída; não deixaram. Meia hora depois, foi rebocada até um bar pelos quatro, colocaram um chapéu nela e a fizeram cantar parabéns. Logo os quatro conversavam, rindo. Camila pediu uma soda, e Louis fez uma careta. Louis: Que é isso, você não é mais nenhuma menina de 35 anos. - Ela acabara de fazer 36 - Vamos, peça algo pra beber. Camila: Eu não bebo. - Respondeu, mecanicamente. Sophia: Hoje vai beber; Vai experimentar até descobrir do que gosta. - Disse, chamando o garçom - Uma cerveja, pra começar. Na hora que veio Camila provou os mais variados tipos de bebida. Não gostou de nenhum, o que desencadeou meio que uma competição ali: Cada um oferecia o que gostava mais. Camila: Gosto de madeira queimada. - Dispensou, devolvendo o uísque de Louis. Edward: Eu não sei se é uma boa idéia ela continuar misturando isso tudo. - Camila já estava totalmente bêbada. Madison: SHHH! - Ela, visivelmente, escolhera afogar as magoas de Niall na bebida. Já estava alta também. Sophia ria, só não se sabia de que. Sophia: Aqui. - Disse, passando sua taça de vinho branco. Camila provou, e devolveu. Camila: Suco de uva que arde. - Classificou, e os outros riram. Louis: Cuba libre já foi? - Madison assentiu, mordiscando a azeitona do seu drink. Sophia: COSMOPOLITAN! - Pediu, sobressaltando os outros, e rindo em seguida. Camila gostou no começo, depois achou enjoativo. Estava bem tonta. Queria pedir algo... Só não lembrava o que era. Camila: EU QUERO! - Gritou, chamando a atenção. Quase caiu da cadeira. Edward a empurrou de volta pro lugar - San... San... - Qual era a palavra? Louis: São quem? - Perguntou, enquanto Madison e Sophia viravam shots de tequila juntas. Camila odiou. Camila: O vinho. San... - Tentou de novo. Edward: Sancerre? - Tentou, e ela assentiu. Camila: ISSO! Isso, eu quero isso! Tinto e suave. - O barman assentiu, passando pra dentro da adega. Logo voltou com a garrafa. Madison: Camila, não comece. - Disse, chupando um pedaço de limão. Sophia: Começar o que? - Perguntou, ainda rindo. Louis: Qual é a graça? - Perguntou, exasperado. Madison: Esse é o vinho que ele bebe, por isso você pediu. - Disse, apontando Camila, que observava o garçom servir sua taça. Camila: Me deixa em paz. - Disse, apanhando a taça pra provar o vinho. Era... Delicioso. Frutado, leve, parecia acariciar o paladar. Vira Shawn beber isso anos e anos, mas nunca fora uma opção pra ela provar. Ele bebia de outros, claro, mas a preferência era obvia por esse. Camila: Eu quero ir embora. - Decidiu, pousando a taça de vinho e se levantando. Tropicou na mesma hora. Madison a agarrou pelo braço, se desequilibrando e indo junto. Edward e Louis ampararam as duas. Sophia ria abertamente. A conta foi paga e as bêbadas foram colocadas nos carros. Louis levou Madison e Sophia, entregando cada uma em casa, e Edward levou Camila pra casa. Ela dormiu no carro. Ele a carregou, pondo-a na cama, e foi embora. Ela acordou meia hora depois, enjoada, tonta e com sede. Desceu as escadas aos tropeços, caindo os dois últimos degraus e rindo consigo mesma. Ao entrar na cozinha havia o buque de rosas mais lindo que ela já havia visto. Eram mais de cem rosas vermelho vivo, em um lindo arranjo. Ela cambaleou até o balcão, e o perfume afastou a náusea dela. Apanhou o cartão, ainda pendurado no mesmo lugar, e abriu. As letras estavam embaçadas, mas ela reconheceria aquela caligrafia em qualquer lugar. "Espero que elas realmente cheguem a meia noite. Se não, a intenção foi boa. Feliz aniversário, baby. Que a vida lhe seja doce em tudo o que ela for capaz. Sinto sua falta. All the love, S." Ela parou um instante, olhando as flores. Tocou as pétalas; eram tão macias! Olhou o cartão de novo, totalmente grogue... E a próxima coisa que fez foi apanhar a chave da porta, saindo de casa descalça mesmo. Com sorte conseguiria um taxi.
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