capítulo dezoito

4398 Palavras
29 de setembro de 1991: A noite não estava estrelada e não tinha nem mesmo uma lua para iluminar a noite escura, estava frio e tenebroso, mas nenhum aluno de Hogwarts estava prestando a atenção nesse tipo de clima, principalmente, Sienna e seus amigos. Três dias atrás a pequena menina achou o que milhares de outras pessoas tentaram achar, mas nenhum deles conseguiram, bom, além de Tom Riddle é claro. Nesses três dias que se passaram nada de anormal aconteceu na escola, o que é um fato interessante de se pensar já que estamos falando de Hogwarts. Mas algo iria acontecer já que mesmo que esteja normal, não ficaria assim para sempre. _ Alguém já pensou o que realmente é a vida? - Perguntei quando terminava de fazer meu dever de feitiços em meu quarto. _ Você está falando sério? - Perguntou Draco que jogava xadrez bruxo. _ Sim, o que você acha Tommy? - Olhei para ele. _ Se você perguntasse aos trouxas, eles teriam uma resposta para te dar. - Respondeu fazendo xeque-mate. _ Que resposta eles iriam dá-la? - Perguntou guardando as peças. _ No mundo trouxa eles acreditam em alguns Deuses e cada um tem uma versão do que poderia ser a vida. Mas ninguém realmente tem uma resposta concreta, então não tenho uma resposta para dá-la. _ Entendo. - Retirei meus óculos e os coloquei na mesa de cabeceira, me joguei em minha cama e fiz um feitiço para ver as horas. _ Já é tarde. - Draco olhou para mim e viu as horas, era 1:37. _ Irei para o meu quarto, até hoje de manhã. - Fez um muxoxo com a boca _ Até hoje, Draco. - Falamos uníssono. Draco se levantou e veio até mim, beijando a minha testa e dando um aceno de cabeça para Tommy e ele fez a mesma coisa. Thomas se levantou e veio até mim e retirou meus pergaminhos, penas e tinteiro de minha cama, os colocando no chão. _ Já lhe disse para transfigurar uma mesa. - Me abraçou. _ E eu já lhe disse que não irei fazer isso para não ter mais coisa para limpar. _ Você não é preguiçosa de mais não? - Sorriu me abraçando mais apertado, estávamos em vertical e era um dos motivos que quando Thomas colocava seus pés nos meus, sentia frio. _ Tira esse pé de defunto de perto de mim, e já pensou em colocar uma meia? - Me levantei saindo de seu abraço e me encostando na cabeceira. _ Dá muito trabalho e você está com cobertor, e é só eu entrar debaixo dele que meu pé ficará quente, simples, não? - Sorriu vindo em minha direção e se cobriu com a minha coberta. _ Atrevido! _ Atrevido que você gosta, não é? - Agarrou minha cintura e se deitou em cima da minha barriga. _ Não posso discordar e se fosse em outro tempo, talvez iria te expulsar do meu quarto com várias azarações. - Rimos. _ Sabe, cachinhos, naquele dia você me perguntou o que eu queria para o meu futuro e lhe respondi, mas e você? _ Mas já lhe respondi, quero ficar ao seu lado, mas com uma função. Por exemplo, o ministro, ele tem o vice-ministro. _ Então você quer ser minha igual? Gostei dessa ideia. _ Devo ficar feliz por isso? - Sorri fechando meus olhos. _ Até hoje de manhã. - Bocejei, me entregando para meus sonhos. Claridade já fazia presente lá fora, mas como sempre, os Sonserinos eram desprovidos de iluminação e aquilo poderia prejudicar ou ajudar algumas pessoas. Mesmo sendo de manhã, um garoto menor que Sienna já estava olhando para as janelas que exibiam o Lago n***o, ele adorava ver os Sereianos e até mesmo a Lula Gigante. Mas nesses dias para cá, ele não conseguia mais ver aqueles animais fantásticos que já considerava seus amigos. Ele não contou a ninguém, deixou quieto e sempre acordava mais cedo para tentar desvendar o mistério que o assombrava, desde que Sienna foi agredida eles haviam sumido. Mas esse mistério não seria desvendado hoje ou até mesmo amanhã, teríamos que ter paciência e um pouco de gritos e correria não faria m*l a nenhum aluno de Hogwarts, talvez aquela marca no céu sim. Sienna já estava pronta e apenas esperava Draco terminar de arrumar o seu cabelo, o que demorava alguns minutos e ela não se importava em esperar, mas Thomas, sim. Ele batia seu pé no chão pela falta de paciência e olhava para o lado pedindo que Sienna o ajudasse a fazer o Draco andar mais rápido, mas a menina não fazia nada. _ Não me olhe assim, Tommy, deixa ele arrumar o cabelo, não estamos atrasados. _ Mas odeio ter que esperar. - Bufou em desgosto. _ Você odeia muita coisa, já tentou controlar esse ódio? _ Você quer que eu controle? - Perguntou a olhando de esguelha. _ Se isso não me afeta, não preciso pedir para mudar seu comportamento. - Dei de ombros. _ Mas afeta os outros. _ Não ligo, eles não são eu. _ Tão egoísta, tão Sonserina. - Zombou. _ Não é porque sou egoísta que necessariamente estou usando umas das "qualidades" da Sonserina. - Digo vendo Draco sair e nos olhar pedindo desculpas mudas, ele não iria pedir desculpas apenas por demorar por arrumar seu cabelo. _ Tem aula de que, minha pequena irmãzinha? - Sorriu me abraçando de lado e saímos do salão comunal. _ Não sei, depois eu vejo na grade horária. - Sorri, indo em direção ao Grande Salão. _ E vocês? _ Feitiços. - Falou Draco. _ Poções. - Sorriu Tommy. _ Boa sorte. - Digo entrando no salão e me sentando ao meio de todos e colocando meus livros ao meu lado. Os Sonserinos não me deixavam mais me sentar em um canto isolado, então era difícil colocar os livros no chão ou em um canto na mesa que não teria comida. _ Bom dia a todos. - Falo colocando algumas coisas no meu prato. _ Bom dia, Sienna. - Todos da mesa me responderam e eu sorri com isso. _ Dormiu bem? - Perguntou Cristal e Chistalya. _ Sim e vocês? - Tomo um pouco de suco. _ Também, ficou sabendo do que aconteceu com alguns alunos da Corvinal? - Perguntou Chistalya. _ Não, o que aconteceu? Alguns Sonserinos se viraram para olhar Chistalya e fizeram sinal para ela não dizer nenhuma palavra, mas a garota não viu e continuou a falando: _ Alguns Corvinos ficaram gravemente feridos ontem à noite, talvez alguma casa que não gostava daquele pequeno... _ Pequeno? - Vaisey entrou no meio. _ Foram mais de quinze alunos e se isso é um pequeno grupo não sei o que é grande. Fico feliz que esteja bem, Sienna, não gostamos que nossa cachinhos sinta dores. _ Isso já é passado, Vaisey, já tem mais de três dias se não se recorda, para mim já era passado, mas para alguma "casa" ainda é recente. _ Sim, alguma casa sem nada para fazer. - Zombou um dos Grifinórios. _ Ninguém lhe perguntou, i****a. _ Está nervosinho, cobrinha... _ Chega! - Bato minhas mãos na mesa, assustando alguns alunos de outras casas. _ Não dê ouvidos a pessoas insignificantes e irei me retirar mais cedo, vejo vocês mais tarde. - Pego meus livros e saio do Salão. _ Sienna! - Alguém gritou. Ando pelos corredores não deixando ninguém me seguir ou falar comigo, não estava fazendo gracinha ou até mesmo me fazendo de coitadinha, era apenas que brigas entre as casas eram tão irritantes e sem sentido. Ok, fui agredida por uma Corvinal, mas revidei, então estamos quites, mas os Sonserinos não entendem e não querem compreender. Eles preferem brigar sem ser vistos e sem ser punidos, eram tão ardilosos e eficazes que estava dividida, queria parabenizá-los, mas também repreendê-los, sou tão confusa. Paro de pensar sobre isso e presto atenção onde estava. Sentia a mesma sensação daquele dia, mas pior. Escuto passos no corredor e ele era iluminado pelas janelas do castelo, olho para os lados, mas ninguém vinha, então presumi que poderia ser coisa da minha cabeça. Que pena que não era. _Minha Mãe, Sua Mãe, Bruxas Vão Levar. - Alguém cantou no corredor e eu conhecia aquela musiquinha. Olhei novamente o corredor, mas ninguém estava ali, mas a voz que continuava a cantar, sim. Não conseguia identificar a voz e nem saberia se era feminina ou masculina. _ Quem está aí? - Pergunto pegando minha varinha e fazendo um feitiço para levitar meus livros. _ Minha Mãe, Sua Mãe, Bruxas Vão Matar. - Merda, odiava essa musiquinha, meus pensamentos estavam turbulentos e nem mesmo percebi que minha varinha não estava mais em minha mão. Quando fui perceber, os meus livros já estavam no chão e eu olhava eles de cima. _ Sério mesmo? Levitação? O que irá me fazer? Me jogar contra a parede? - Digo olhando em volta, a pessoa que estava fazendo isso deveria estar em algum lugar para proferir o feitiço ou ele realizou o feitiço sem falar para dificultar a minha busca por ele. _ Bruxa Número 1, No Rio Afogada. - Meus tornozelos ficaram presos por uma corda de "ar", eles estavam bem apertados e isso já doía terrivelmente. _ Isso não tem graça, se quiser duelar eu duelo, mas assim é injusto. _ Bruxa Número 2, Vai Ser Enforcada. - Mais uma corda se envolveu no meu corpo e desta vez prenderam meu b***o e meus braços. _ Alguém? Socorro! - Grito em plenos pulmões. _ Bruxa Número 3, Vamos Ver Queimar. - E por último uma corda se envolveu no meu pescoço me sufocando. _ Alguém? - Tento falar algo coerente, mas minhas vias respiratórias estavam sendo obstruídas e aquilo me impedia de falar ou até mesmo respirar. _ Bruxa Número 4, Uma Surra Vai Levar. - Sou jogada na parede do castelo, uma, duas, três, cinco, dez vezes, até que a pessoa conseguiu o que pretendia... ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ O garoto que gostava de ver os Sereianos e a Lula Gigante corria afobado para encontrar algum professor, mas nenhum deles estava nos corredores pelo simples motivo que eles estavam dando aula. Vocês devem estar se perguntando e o garoto? Ele não tinha aula? Claro que ele tinha, mas a sua primeira aula ficou livre por causa que o professor passou m*l e esse era o motivo que ele viu o corpo de Sienna naquele corredor. Quando chegou mais perto, ele percebeu que a cabeça da menina estava sangrando e seu corpo onde era visível estava roxo. _ Por que está correndo? - Perguntou Marcus e Peregrine, que estavam o olhando de cima a baixo. _ Sienna! Ela... - Os dois não o deixaram terminar de falar. _ Qual corredor? - Perguntaram em uníssono. _ Da Dama Cinzenta. - Voltou a correr em direção a alguma sala de aula. O garoto encontrou uma sala e bateu na porta do professor de feitiços e nem mesmo se importou de interromper os primeiros anos, o professor Flitwick abriu a porta com um simples feitiço e deixou o garoto todo suado e ofegante entrar. _ O que houve, Hadrian? - Perguntou o professor para o Sonserino. _ Sienna... - Tentou recuperar o ar de seus pulmões, mas Draco Malfoy pegou sua capa e o encarou. _ O que houve com a minha irmã? - Tentou não elevar sua voz, mas foi em vão. _ Me diga, Hadrian, o que houve com ela? _ Eu... - Gaguejou. _ Tentei chamar a madame Pomfrey, mas ela não estava na enfermaria e encontrei Peregrine e Marcus e pedi para eles irem até Sienna e ela parece que está... - Congelou pelos olhares dos alunos de sua casa. _ E por que você não usou um feitiço de levitação para levar Sienna para enfermaria mais rápido? - Blásio perguntou entre dentes. _ Eu nem mesmo pensei nessa alternativa! - Falou caindo na real. _ O que houve com a senhorita Olwey? - Quase gritou o professor interrompendo os alunos que conversam, ele gostava muito da garota. _ Ela parece que está morta. - Os Sonserinos não desperdiçaram mais tempo fazendo perguntas complexas e eles correram saindo da sala de aula e, até mesmo o professor depois de saber da notícia. _ Ela estava perto de onde fica o fantasma da Dama Cinzenta, talvez Marcus já tenha a levado para enfermaria. - Gritou. _ O que ela fazia lá? - Perguntou Harry confuso pela localização da menina. _ A Dama Cinzenta apenas falou coisas sem sentindo, dizia que Hogwarts que fez aquilo. Como se uma escola pudesse machucar alguém. - Proferiu antes de correr atrás dos outros. Alguns alunos se dividiram para chamar os outros Sonserinos que também estavam estudando e quando Thomas ficou sabendo, ele não quis mais saber de poções e suas reações, ele apenas correu para chegar na enfermaria o mais rápido possível e quando chegou, ficou pasmo. A enfermaria estava contendo todos os alunos da Sonserina e tinha outros alunos de outras casas como, por exemplo, os gêmeos. Thomas olhou mais uma vez em volta e viu Draco com olhos vermelhos de choro e ele percebeu que algo tinha acontecido de muito r**m para um Sonserino demonstrar sentimentos em público, mesmo que estivesse com seus iguais, era estranho. _ Draco? - Chamou, chegando perto do loiro. _ Thomas, ela foi muito machucada desta vez e talvez ela... - Não conseguiu terminar a frase e apenas deixou algumas lágrimas deslizar pelo seu rosto, o tornando novamente molhado. _ Aqui está muito cheio para meu gosto. - Pomfrey tentou dar uma bronca nos alunos, mas não conseguiu, ela tinha se apegado na garota sorridente, mas com uma mente perturbada pelo passado. _ Madame Pomfrey, nos diga o que ela tem e onde ela está! - Gritou Liz e Cristal chorava baixinho ao lado, Chistalya e Vaisey estavam a consolando, mas Derrick queria matar alguém, porém, não sabia quem. _ Muito bem, a senhorita Olwey foi para St.Mungus e só saberemos o que ela tem quando o diretor Dumbledore receber uma carta do hospital. Ela foi encontrada... - Respirou fundo e olhou para o chão, ela não queria lembrar do estado da garota. _ Ela foi encontrada inconsciente e ela... - Fungou o nariz. _ Não conseguia respirar direito. _ Por Merlim. - Liz não aguentou e caiu no chão, sendo segurada por Leesa e Fred que estava ao seu lado. _ Ela foi encontrada por Hadrian e trazida por Derrick e Marcus. Quando Sienna chegou, ela tinha várias marcas roxas em seu corpo, sua cabeça sangrava e tentei fechar o ferimento, mas nada resolvia. _ Mas ela vai ficar bem, não é? - Perguntou Leesa que tentava acordar Liz, Fred se levantou e se uniu ao seu irmão que estava com o mapa em mãos. _ Estou pedindo a Merlim que sim. Alguns minutos atrás os enfermeiros de St.Mungus vieram para levar Sienna para o hospital e é apenas isso que sei. _ E quem chamou eles? - Os gêmeos prestavam atenção no mapa e quando viu que Dumbledore estava se aproximando, eles usaram uma passagem secreta que ficava dentro da enfermaria. _ Eu, senhorita Ali. - Proferiu Dumbledore entrando na enfermaria e sorrindo como se nada tivesse acontecido. _Vejo que a enfermaria está cheia e vários alunos estão fora de suas salas de aula. - Observou pelos seus óculos meia-lua. _ Senhorita Olwey tem vários amigos que se preocupam com ela, isso é bom. _ Já tem notícias dela? - Perguntou novamente Badeea. _ Infelizmente não, talvez eu tenha no jantar ou amanhã à noite, eles são ocupados, senhorita Ali e é melhor vocês voltarem para suas aulas. - Falou sorrindo e olhando todos os Sonserinos. _ Mas se fosse um Grifinório você moveria céus e terra, mas como é para a casa que só faz pessoas das trevas você não liga, você é um hipócrita e um velho decrépito. - Gritou Cristal que teve que ser segurada por Marleu Sovick e Beatrice Haywood. _ Cristal, por favor. - Tentou, Sean Peakes. _ Vocês não entendem! - Gritou Chistalya que estava na frente do grupo de alunos. _ Ela está certa, se fosse Harry Potter essa c***a Velha já tinha chamado os aurores. _ Senhorita Lesath, se comporte. - Falou madame Pomfrey indo até a garota. _ Senhorita Lesath tem opiniões diferentes dos outros alunos, mas iguais aos alunos da Sonserina, é interessante dizer que vocês devem estar equivocados com essa ideia que só penso na Grifinória. - Falou Dumbledore alisando sua barba branca e olhando todos pelos óculos meia-lua. _ É interessante dizer? Me poupe, Dumbledore, somos a casa mais desfavorecida e você vem nos falar isso? Só porque temos uma ideia diferente das outras três casas você sempre nos esquece, acha que não percebemos que todos os finais de ano você dá pontos extras para Grifinória para tentar nos vencer? - Leesa tentou ficar calma, mas não conseguiu. _ E mais... - Continuou Vaisey. _ Se fosse Harry Potter ou qualquer outro Grifano sendo quase beijado por um Dementador, essa escola estaria infestada de aurores. _ Ou se uma Grifana fosse agredida por outra casa, você descobriria e não daria apenas uma detenção. - Liz se levantou zonza e disse. _ E agora uma de nossas cobras foi agredida novamente e você nos diz para ter paciência e para voltarmos as nossas aulas como se nada tivesse acontecido? Nos poupe e se poupe desse mico. - Gemma disse tentando terminar o assunto. _ Estaremos no nosso salão comunal esperando notícias, e passar bem, "diretor". - Todos os alunos da Sonserina passaram ao lado de Dumbledore sem demonstrar nenhuma emoção, os alunos restantes que eram de outras casas ficaram pasmos, aquela era realmente a Sonserina? _ Você viu o que vi? - Sussurrou Fred na passagem secreta. _ Que Dumbledore ficou calado perante a Sonserina? Sim, eu vi, deveríamos ter fotografado a cara dele, cachinhos teria gostado. - Sorriu, mas quando se lembrou de Sienna o seu sorriso se foi. _ Será que ela ficará bem? - Perguntou seu irmão que o olhava de esguelha. _ Espero que sim, só escutamos a madame Pomfrey contar como ela estava, mas não a vimos. - Os dois desceram a escadaria da passagem e foram para sala de aula novamente, eles eram uma carta na manga dos Sonserinos e eles não deveriam ser vistos andando com as cobras. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ Thomas não dizia ou demonstrava qualquer sentimento perante seus iguais, apenas chegou no salão comunal e olhou para Draco sem dizer uma única palavra e se foi. Ele entrou no seu quarto e se trancou nele, Thomas bufou pelo ódio e preocupação que sentia em seu peito e aquilo ardia e o deixava sem ar, ele nem mesmo percebeu que a poção Polissuco já tinha perdido o efeito e ele já tinha voltado a ser Tom Marvolo Riddle. _ Que vontade de matar a pessoa que fez isso. - Riu psicótico e doentio, ele andava para o lado e para o outro puxando seus cabelos para trás em sinal de ansiedade. Tom olhou para baixo percebendo que suas roupas estavam apertadas e com um estalo de dedos suas roupas se transformaram em um terno n***o com detalhes em prata em suas mangas e com uma gravata vinho. Seus cabelos estavam desarrumados, mas não deixava o homem menos sexy e irresistível; seus olhos vermelhos que Sienna tanto amava estavam vividos e eloquentes. Ele olhou para suas mangas e arrumou suas abotoaduras com um formato em S para representar seu sangue Slytherin. Depois de alguns segundos ele olhou para o seu quarto e diz: _ Me mostre a saída. - Pediu para seu quarto, ele descobriu algo interessante nessas semanas que esteve em Hogwarts, ele poderia pedir qualquer coisa em qualquer lugar em Hogwarts que ele teria. O quarto abriu uma passagem secreta na parede que ficava o guarda-roupa e Tom entrou na passagem sem pensar duas vezes, sua varinha já tinha se transfigurado novamente para sua original e com isso, ele conseguiu proferir um Patronum e logo em seguida um Lumos para conseguir sair da passagem. A passagem o levava para Hogsmeade e Nagini já estava lá em sua forma humana, depois de anos de pesquisa e um pouco de ajuda de uma mulher de máscara de prata, o Lorde conseguiu realizar o ritual para desfazer a maldição de sangue de Nagini. _ Meu mestre. - Fez uma reverência. A mulher usava um vestido preto com um decote em suas costas e seu cabelo estava com o mesmo penteado de anos atrás. _ É bom lhe ver. _ Nagini. - Sorriu para sua Horcrux. _ Tenho uma missão para você. - Olhou em volta e saiu do beco em que estava. _ Vá para Azkaban e tire Sirius de lá, ele será necessário para algo que estou planejando. _ Como quiser, o senhor irá para mansão? - Perguntou o seguindo. As ruas estavam movimentadas e eles logo aparataram para Londres Bruxa. _ Irei em um lugar, talvez eu volte amanhã para mansão, ainda não me decidi. - Aparatou perto de St.Mungus. Ele entrou na recepção e viu que a recepcionista estava o olhando de cima a baixo, mas ele não ligou para isso e ele foi até a funcionária e perguntou: _ Poderia visitar uma paciente? - Sorriu vendo as emoções da mulher mudar. _ E quem seria a paciente? - Perguntou vermelha. _ Sienna Olwey. - A mulher pegou um caderno preto grosso e começou a procurar, mas em poucos segundos a mulher começou a balançar a cabeça em negação. _ Não existe nenhuma Sienna Olwey no hospital. _ Tente Sienna Dolohov. - A recepcionista olhou mais uma vez e desta vez achou o nome. _ Está no quarto 2512D e ela está com visitas. - O homem estranhou aquilo, quem estaria visitando a garota? Não se passou nem mesmo uma hora que Sienna estava internada. _ E quem seria? - Perguntou sorrindo e mostrando seus caninos brancos. _ Deixa-me ver... - Leu os nomes e disse: _ Nick e Lupus. Quando a mulher disse aqueles nomes, dois homens saíram de uma porta que levava para o hospital. Um tinha cabelos brancos platinados e que deveria ter pelo menos 70 ou 80 anos na perspectiva trouxa e o outro era n***o com cabelos encaracolados que deveria ter 17 ou 25 anos na perspectiva trouxa, os dois andaram até o balcão e sorriram para mulher. _ Obrigado por liberar a gente e seremos eternamente gratos, até mais. - Disse o homem n***o. _ De nada. - Sorriu vendo os dois homens saindo do hospital. _Eles eram os visitantes da senhorita Dolohov e o senhor pode entrar. _ Obrigado. Tom andou com passos firmes para o corredor de leitos, cada passo o ambiente esfriava e aquela sensação poderia se comparar daquela mulher de máscara, mas era mais sombria, era mais aterrorizante, doía e te possuía de tal maneira que você não poderia dizer o que você estava vendo era real. Se aquele hospital fosse de trouxas, todos iriam dizer que aquele homem era reencarnação de Lúcifer, mas como não era, as pessoas só poderiam o comparar ao Lorde das Trevas, que estranhamente era ele. Ele abriu a porta do quarto e viu a sua pequena e delicada menina, sim, ele não se importava em chamá-la de sua em seus pensamentos ou em seus sonhos mais sórdidos. Ela era dele, era isso que ele acreditava. Sienna estava com sua cabeça enfaixada por ataduras, mas seus cabelos cacheados estavam esparramados no travesseiro branco, sua pele que era branca e seus lábios que estavam ressecados e sem vida, fazia aquela garota parecer que estava morta, o que denunciava que ela continuava viva era o movimento de seu tórax. Tom andou até a cama e se sentou, ele alisou os cabelos de sua pequena e os levou até seu nariz para cheirá-los e o perfume de rosas atravessou suas narinas, o fazendo se acalmar. _ Minha cachinhos. - Alisou o rosto de Sienna. _ Devo punir aquele que fez isso com você, então você deve acordar e me dizer quem foi o desgraçado que fez isso com você. Então, acorde logo para que eu não use Legilimência em você. - Sorriu beijando a bochecha da garota. _ Ficarei muito feliz o torturando e fazendo ele pedir a morte e não a dando, você iria gostar de ver ele convulsionar e vazar sangue de seus sete orifícios da cabeça, seria uma visão tão linda. Ele se aproximou ainda mais da face de Sienna e ficou pouco centímetros de sua pequena e ressecada boca. _ Prometi que nunca iria lhe tocar sem sua permissão e cumprirei, mesmo que isso não seja realmente o que desejo, mas como você será minha, eu posso esperar. - Sorriu imaginando sua pequena o abraçando nos corredores de Hogwarts quando ele entregasse seu doce preferido. Ele deu um suspiro e beijou novamente a bochecha de Sienna. ┝┈┈───╼⊳⊰ ? ⊱⊲╾───┈┈┥ Dumbledore e Snape estavam no gabinete do diretor e conversavam sobre algo suspeito, as câmeras de vigia estavam "desligadas" igual das três vezes que pararam de "filmar" para que acontecesse algo com Sienna. _ Severus, meu garoto. - Sorriu comendo uma gota de limão. _ Você conseguiu a confiança da garota em poucos dias e você sabe o que devemos fazer, não é? _ Sim. - Respondeu sem se arrepender de sua resposta. _ Muito bem, não podíamos raptá-la quando a menina ainda estava em Hogwarts e eu estava esperando raptá-la quando ela fosse à comemoração do Yule na mansão Malfoy. - Sorriu pegando outra gota de limão. _ Você irá sequestrá-la no hospital, não é? - Perguntou apenas para confirmar suas suspeitas. _ Claro, precisamos calar também os Sonserinos atrevidos, antes dela chegar, eles eram mansos e apenas mostravam suas presas quando não tinham ninguém olhando. _ Eles são apenas crianças. - Tentou apaziguar. _ O Lorde das Trevas também era uma criança e olha no que ele se tornou. E ainda por cima ele está vivo. - Dumbledore descobriu essa informação pelo Snape, mas não sabia a localização ou como ele estava. _ Tudo bem. - Desistiu. _ Que dia que pegaremos a garota? - Dumbledore sorriu enigmático.
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