25 de setembro de 1991.
No dia que perguntei sobre a magia das trevas e saí da sala de aula sem permissão, fiquei trancada no meu quarto com Thomas e foi bom. Ele às vezes poderia ser babaca e em outras vezes ele poderia ser carinhoso com suas palavras e ações.
Quando acordei naquele dia, ele estava dormindo, mas continuava me abraçando apertado e aquilo fez meu coração esquentar e bater mais rápido, cada segundo, minuto, horas e dias eu estava ficando cada vez mais apegada a esse sentimento de carinho e ternura.
Mas eu tinha medo, medo desse sentimento desaparecer do nada, tinha medo dele ir embora e esquecer de mim.
Quando ele viu que eu havia acordado, ele me levou até o Grande Salão para comer, já que estava de noite e havíamos perdido todas as aulas do dia.
Quando terminei o meu jantar, professor Snape me esperava ao lado de fora do Grande Salão para me levar para detenção.
Eu sabia que seria punida pelas minhas ações e palavras e não me importei de arrumar as prateleiras de poções do professor.
Mas o que mais me surpreendeu foi quando cheguei no salão comunal da Sonserina depois da detenção, todos estavam ali me esperando com caixas de doces e dando suas opiniões e sugestões sobre o tema da minha detenção.
E foi naquele momento que me senti em casa, me senti amada por meus companheiros de casa e ainda mais amada pelas ações de Draco e Thomas.
Os dois ficaram comigo no meu quarto conversando, rindo e até mesmo contando histórias de nossa infância e eu acho que naquele momento ficamos mais próximos.
Quando acabei dormindo no meio dos dois, eles não foram embora ou me deixaram sozinha, eles dormiram comigo me fazendo sentir protegida. Quando acordei hoje de manhã, os dois riam e conversam sobre como meu cabelo mudava quando eu dormia e apenas ri e bati devagar nos dois.
E hoje já tínhamos ido em todas as aulas e só esperávamos que o Grande Salão abrisse para que pudéssemos comer. Hoje as aulas não foram normais pelo simples motivo dos professores e os alunos de outras casas me olharem como se eu tivesse mais três cabeças no meu pescoço.
Claro que não foram todos os alunos que me olharam assim, talvez 30% dos alunos de Hogwarts me olharam desse jeito, já os outros 70% me davam sorrisos e até mesmo me paravam para conversar e tirar algumas dúvidas sobre a minha fala de ontem ou dar suas opiniões sobre o assunto.
E agora eu estava aqui, andando com Draco pelos corredores e indo em direção da Biblioteca para esperar Thomas, que conversava com o professor Snape sobre algum assunto.
Apenas esperávamos que o Grande Salão abrisse mais cedo para que pudéssemos comer mais cedo e ir para o salão comunal mais cedo, falei tanto mais cedo em minha mente que me perdi.
Fui tirada dos meus pensamentos confusos por Draco.
_ Está no mundo da lua? - Sorriu Draco, me olhando de esguelha.
_ Apenas pensando que nossa amizade cresceu em poucos dias. - Sorri.
_ Isso é verdade, acho que tudo começou quando você ficou desacordada por duas semanas, Thomas e eu sempre íamos à enfermaria para lhe ver, mas quando você acordou parei de ir. Até mesmo pedi para que ninguém contasse a você que tinha ido lhe visitar.
_ Só você mesmo. - Bufei, revirando os olhos. _Você poderia ter continuado a ir, seríamos amigos há mais tempo, mas eu lhe agradeço por ter ido me visitar. O bom que Thomas continuou a ir e descobriu que meu doce preferido é bolinhos de foguete e de dinamite, agora sempre ganho.
_ E ontem você ganhou vários, talvez dure até o Natal. - Sorriu se lembrando dos Sonserinos. _ Somos bons amigos, não somos? - Perguntou receoso.
_ Se você fosse sequestrado, eu iria até o inferno para lhe achar e você?
_ Faria a mesma coisa ou até pior, a gente pode ter se conhecido em poucos dias, mas eu te considero parte da minha família.
_ Ser considerada parte da família Malfoy não é para muitos.
_ Isso é verdade. - Foi interrompido por um Grifinório que esbarrou nele. _ Ele não me escapa, te vejo mais tarde, cachinhos.
_ Mas. - Não consigo terminar de falar, ele correu muito rápido e aquilo me fez perdê-lo de vista. _ Você com certeza ama a Grifinória, por Merlim. - Digo sorrindo e balançando a cabeça e andando para a biblioteca.
Quando dei mais alguns passos, percebo que eu era a única no corredor e aquilo me fez sentir medo.
Retiro minha mão esquerda dos livros que estava segurando em meus braços e coloco a mão dentro da minha capa, retirando a minha varinha.
Escuto passos vindo da esquerda e olho para aquele lado, mas foi tarde de mais. Sou estuporada e acabo batendo minha cabeça e costas na parede, os livros que estavam no meu braço caíram no chão fazendo um barulho ensurdecedor e isso ocultou o barulho do meu corpo caindo de bruços no chão.
Minha cabeça ficou zonza e meus cabelos são puxados para trás, me fazendo olhar para a minha agressora.
Pensei que eles nunca iriam descobrir o meu sobrenome, claro que alguns já sabiam desde que entrei no salão em primeiro de setembro, mas eles nunca fizeram nada e pensei que ficaria assim pelo resto do ano.
A pessoa que me estuporou usava uma gravata azul-escuro com listras em bronze, logo penso em Corvinal. Eles são mais espertos do que imaginei.
_ Como vai, pequena filhote de Comensal?
_ Maravilhosamente bem. - Cuspo em sua face à fazendo largar meus cabelos e se levantar dando alguns passos para trás, ela limpou o cuspe de seu rosto e me olhou com raiva.
Não fico parada esperando que ela me batesse novamente, estico meu braço para pegar a minha varinha e a alcanço, mas logo em seguida foi retirada novamente de minha mão.
_ Expelliarmus! - Proferiu fazendo minha varinha cair perto dela. _ Não quero que acabe nossa conversa muito cedo. Está gostando de ficar no chão? Presumo que sim, porque é onde você deveria ter ficado e não ter saído. - Proferiu colocando seu sapato em meu rosto e amassou meu rosto.
_ Estou amando, ele é melhor do que você. - Sorri zombeteira. Meu sorriso ficou por pouco tempo, no mesmo segundo que zombei, a menina me deu um chute no rosto me fazendo gemer e ver estrelas.
_ Farei você sentir a dor que minha irmã sentiu quando seu pai a matou. - Sorriu sádica. _ Dolohov imunda! Minha irmã era apenas uma adolescente de 17 anos indo para casa e seu pai a matou a sangue-frio. Cresci ouvindo isso de minha mãe, até que ela se matar na minha frente. - Chutou minha barriga, gemo novamente e fico em posição fetal.
Pela minha ação meus cabelos caíram no meu rosto tampado a visão da minha agressora sobre minha face e eu sorri com isso, não ficaria aqui sendo espancada por culpa do meu pai.
_ Expelliarmus! - Grito apontando minha mão para a Corvina e vejo sua varinha sair de sua mão e vir em minha direção. _ Acha mesmo... - Me levanto pegando a varinha da garota que estava no chão e olho para ela sorrindo como louca. _ Que retirar a minha varinha vai me deixar ser saco de pancadas? Eu não tenho culpa que sua irmã não foi inteligente o suficiente para aparatar ou revidar seu agressor. E eu não serei saco de pancadas para uma garota revoltada com meu pai. - Minha cabeça caiu para o lado e uma mecha de cabelo cai em minha face.
_ V-você é um monstro, me desculpa eu... - Proferiu chorosa e a ela estava andando para trás tremendo. Coloco sua varinha no bolso de minha capa e empurro a Corvina para a parede a enforcando. _ Eu.
_ Você? Não se preocupe, querida, não irei te matar, mas farei você sofrer, sou muito boazinha e inocente, mas sou uma Dolohov e mesmo renegando esse sobrenome maldito, aprendi a me defender e você me bateu. Posso aceitar tudo, mas que me bata nunca. - Faço biquinho.
_ P-por f-favor. - Tentou recuperar o ar perdido, mas foi em vão. Aproximei da face da garota e digo:
_ Não, meu amor, não fale. - Alisei seu pescoço com meus dedos. _ Não precisa falar nada, apenas me deixe te fazer esquecer, qu tal? Gostou, não é? Sei que sim. - Estava sorrindo tanto que minhas bochechas estavam ficando doloridas. Mas minha diversão teria que acabar ali, escuto passos se aproximando de mim e aquilo me irrita. _ Fique quietinha, não faça nenhum barulho. A minha diversão terá que esperar, me desculpe. - Ela balança a cabeça que já estava ficando roxa devido à falta de ar.
Pego a varinha da garota no bolso da minha capa e digo um Obliviate bem baixinho, direciono a varinha para sua cabeça e começo a refazer suas memórias de alguns minutos atrás.
Coloco a varinha da Corvina em sua mão e ando para trás sem fazer nenhum barulho e me deito novamente no chão frio esperando a pessoa vir e pegar a cena da garota me agredindo.
_ Sienna? - Thomas correu até mim e se ajoelhou ao meu lado, e começou a me verificar vendo que eu tinha algumas contusões na barriga, no rosto e meu nariz estava sangrando. _ Quem fe... - Ele não termina de falar e olha a garota que estava me batendo alguns minutos atrás.
_ O que você pensava que estava fazendo? - Thomas falou se levantando e erguendo sua varinha para a Corvina. _ Darei três segundo para desaparecer da minha frente, se não, terei o prazer de testar alguns feitiços em você e você com certeza não vai gostar.
Sorriu m*****o, seus olhos mais uma vez estavam ficando num tom avermelhado e minha mente deu um estalo me fazendo lembrar daquele dia no armário, os olhos vermelhos que tinha visto e que a madame Pomfrey havia comentado era dele! O meu Merlim, ele pratica magia das trevas.
Fico chocada com meu descobrimento, mas não deixo transparecer em meu rosto e apenas gemo de dor, realmente estava doendo.
A Corvina que estava me agredindo correu sem pensar muito e ela saiu daquele corredor deixando nós dois sozinhos.
_ Obrigada. - Falo ainda deitada no chão, Thomas pega a minha varinha, que estava jogada alguns metros de distância e logo vem até a mim. _ Ei! - Grito surpresa por estar sendo erguida do chão. Eu estava nos braços de Thomas estilo noiva. _ O que pensa estar fazendo?
_ Você vai saber quando chegarmos lá. - Proferiu andando comigo pelos corredores até que nós dois saímos do castelo, a lua estava bonita no céu e não tinha nuvens que pudesse impedir seu brilho.
_ Já está de noite, não podíamos ter saído. - Argumentei, mas ele apenas continuou a andar.
_ Não me importo. - Sorriu indo em direção da árvore que ficava na frente do Lago n***o.
Thomas me desceu de seus braços e me entregou a minha varinha que logo coloquei dentro da minha capa, ele ficou olhando para o céu e apenas retirei minha capa e a coloquei no chão para me sentar na grama, quando me sentei, me encosto no tronco da árvore.
Olho para o Lago n***o e vejo que um dos tentáculos da lula se levantou fazendo ondas nele.
Thomas se senta ao meu lado e continuava sem falar nada e aquilo já estava me irritando.
_ Está doendo? - Perguntou sem olhar para mim.
_ Está. - Falei olhando as estrelas e percebi que Thomas estava me curando, tinha vezes que ele era fofo e eu gostava disso.
_ Dói agora? - Tocou a minha bochecha e logo fazendo carinho nela. Deito minha cabeça em sua mão e olho para ele.
_ Isso é bom e não, não está doendo, obrigada. - Ele retira sua mão do meu rosto e bate em sua perna me convidando para me deitar ali e faço isso. Olho para ele e ele sorriu, mas logo começou a falar:
_ Eu não sou burro, Sienna, você fez algo com a garota, não fez? - Proferiu fazendo cafuné em minha cabeça.
_ Você é muito inteligente para o meu gosto. - Digo emburrada e inflando minhas bochechas. _ Você vai me dedurar?
_ Bom, se você obliviou a menina e limpou a varinha que você fez o feitiço, então não irei precisar de ser testemunha. Eu achei que você fosse bondosa e de bom coração, já que você sempre chora por qualquer coisinha. - Pegou um cacho meu e começou a girar em seu dedo.
_ Não é porque choro por qualquer coisinha que eu deveria permitir que ela me batesse e a varinha não foi limpa, mas ninguém vai perceber e ela não vai contar que me bateu ou que fiz qualquer coisa, refiz suas memórias. - Faço bico para ele. _ Mas se contar eu não ligo muito.
_ Cada dia que passa você me fascina e eu acho isso intrigante.
_ Isso é uma... - Meus lábios são calados por um bolinho sendo pressionado neles e pisco sem entender. _ Doce! Onde você escondeu isso? Eu não te vi com nenhuma caixa. - Digo me sentando e me aproximando de Thomas, coloco minha cabeça em seu ombro e lanço um Incedio no pavio para que eu começasse a comer o bolinho.
_ Bolso sem fundo. - Mostrou o bolso de sua capa. _ Quando eu era menor, eu sempre olhava as estrelas para que alguém pudesse me ajudar, mas os anos passaram e perdi as esperanças. - Ele dizia isso olhando o céu estrelado.
_ Ajudar em quê?
_ Eu não morei com meus pais, eu morei a minha vida toda num orfanato.
_ Até que os pais de Hermione te adotaram? - Perguntei não entendendo muito a história dele.
_ Não. Eu tinha um parente bruxo e ele estudava em Hogwarts também, com seus 16 anos ele matou seu pai e uma menina, com 18 anos começou a trabalhar e com 25 desapareceu do mundo, mas ele me deu uma casa e fiquei nela até vir para Hogwarts.
_ Retirando que ele te deu um lugar para morar, o que a história dele tem a ver com você? - Pergunto limpando os dedos no meu lenço.
_ Tudo, mas, ao mesmo tempo, nada. Alguns pensaram que ele era m*l e outros do bem, eu sinceramente acho que ele foi burro depois daquelas suas palavras.
_ Sabe, Thomas, se você sabe de toda a trajetória de seu parente e você o julga como burro, eu não tenho argumentos para lhe dizer ao contrário, já que nunca o conheci. Apenas posso dizer que você pode ser melhor do que ele, já que você é bom.
_ Eu não era um babaca total? - Riu me abraçando.
_ Às vezes é, mas às vezes não. - O abracei vendo mais um dos tentáculos da lula no Lago n***o. _ Se a guerra que todos imaginamos no salão comunal acontecer e ganharmos, o que você seria nesse futuro com uma guerra ganha?
_ Eu quero controlar o mundo, mesmo que o que estaremos lutando seja para um mundo de equidade, eu quero controlar ele. Me perdoe, mas é isso que eu sempre pensei e não quero desistir.
Paro de abraçá-lo e me ajoelho ao seu lado e coloco minhas mãos em seu rosto o puxando para mais perto.
_ Não irei lhe julgar, não opinarei e não irei argumentar, esse é seu objetivo e se você não for um ditador ou um fascista estarei com você lhe apoiando e puxando sua orelha quando errar. Posso estar ao seu lado quando isso acontecer?
Ele coloca suas mãos em minha cintura me puxando forte e acabo caindo no seu colo, tento sair, mas Thomas não deixa. Minhas mãos acabaram saindo de seu rosto e estavam agora em seus ombros.
_ Você não me bateu, não argumentou ou até mesmo me chamou de burro, tem certeza de que você é, minha cachinhos? - Zombou sorrindo, ele apertou ainda mais a minha cintura, mas não chegava a me machucar e eu apenas coloco minha cabeça em seu ombro e minhas mãos no meu colo.
_ Depois daquela aula de DCAT, aprendi que devo ouvir mais as outras pessoas e que eles têm opiniões diferentes das minhas e eles não irão mudar elas por causa de uma teoria minha.
_ Cachinhos, eu gosto de você, realmente gosto. É um sentimento estranho, mas confortável e eu acho que sua teoria incrível. - Me abraçou forte. Olho para seu pescoço branco que tinha algumas pintinhas e beijo, ele se arrepiou e aquilo me deixou alegre.
_ Você gostou, Tommy? - Sorri para ele, Thomas retirou uma de suas mãos de minha cintura e colocou no meu rosto.
_ Você está brincando com fogo, cachinhos e por que Tommy? - Acariciou meu rosto e minha cintura.
_ Adoro brincar com fogo e chamar você de Thomas é cansativo, eu tinha que te dar um apelido.
_ Pensei que usaria o apelido dos gêmeos, cara pálida. - Zombou.
_ Não, acho que Tommy combina mais, você não acha? E você não me respondeu.
_ Se você acha que Tommy combina, não irei argumentar e eu aceito ter você ao meu lado, mas não quero como uma amiga. - Sorriu se aproximando do meu rosto, seus lábios estavam quase tocando os meus e meu coração estava acelerado. _ Não irei fazer isso sem seu consentimento, minha Cachinhos, nesses dias eu aprendi algumas coisas, mas apenas irei usar com você. - Sorriu beijando minha bochecha que estava quente.
_ Eu. - Tossi. _ Eu não sei o que dizer, apenas obrigada.
_ De nada. - Sorriu e que sorriso lindo. _ Eu juro perante desse mar de estrelas e pela minha magia que Sienna Olwey... - Interrompo.
_ Dolohov.
_ Perdão? - Levantou uma de suas sobrancelhas.
_ Meu nome é Sienna Dolohov, Olwey é o nome de solteira de minha mãe.
_ Então é por isso que todos te olham com nojo. - Thomas já sabia a verdade, mas não queria assustar sua menina. _ Então eu juro perante esse mar de estrelas e pela minha magia que Sienna Dolohov ficará ao meu lado e governará o mundo bruxo comigo para sempre. - Uma linha dourada saiu de dentro de Tommy e entrou em mim.
_ Também irei fazer um juramento. - Sorri para ele. _ Juro perante esse mar de estrelas e pela minha magia que ficarei ao lado de Thomas Calluni e governarei o mundo bruxo para sempre ao seu lado. - Uma linha dourada saiu de mim e entrou no Tommy.
_ Acho que fizemos um voto perpétuo. - Riu como se o mundo fosse acabar hoje.
_ Não ligo. - Bocejo, estava ficando com sono. _ Tommy estou com sono e eu nem mesmo comi.
_ Mais tarde, quando você acordar, irei pedir um elfo para entregar comida no seu quarto - Me puxou para mais perto e encosto minha cabeça em seu ombro novamente fechando meus olhos para sentir o vento bater no meu rosto.
_ Tenho tantas perguntas para você.
_ Pergunte.
_ Por que quando você me viu desmaiada no armário não usou um feitiço de levitação, ao invés de me carregar em seus braços?
_ No momento em que eu lhe vi desacordada, não pensei nessa alternativa e até mesmo hoje eu não pensei nisso. Mais alguma pergunta?
_ Sim. Quando você chegou em Hogwarts você disse que a Granger havia esquecido de te falar o horário do trem, mas isso é estranho por que no bilhete do trem, que é enviado junto com a carta de aceitação tem o horário, então por que você chegou atrasado?
Levantei a cabeça e olhei para os olhos verdes vividos de Thomas, mas pensei que aquela cor era muito anormal para ele, preferia seus olhos vermelhos.
_ Eu sabia do horário e também não perdi o trem, eu apenas tive que fazer algo antes de vir para Hogwarts. - Proferiu enrolando uma mecha do meu cabelo em seu dedo. Havia virado um vício para ele.
_ E o que você fez? - Deitei-me novamente em seu ombro.
_ Isso é segredo. - Sorriu ladino. _ Mais alguma pergunta?
_ Não me lembro agora e acho que irei dormir. - Digo sonolenta. _ Me carregue para o quarto quando você sair daqui e eu confio... - Acabei dormindo sem terminar a frase.
_ Realmente aquele livro estava errado. - Zombou de sua inteligência. _ "Uma criança gerada por uma poção do amor não terá sentimentos." - Proferiu um trecho do livro. _ Que grande mentira. - Falou com raiva. _ Ou é verdade e você acabou fazendo o impossível. - Sorriu alisando o cabelo da menina que estava dormindo no seu colo. _ O que eu faço com você, cachinhos? Eu sou tão possessivo, mas você não gosta disso, eu quero você e vou conseguir isso por bem ou por m*l, me perdoe por isso.
Ele se levantou com a sua pequena em seus braços e faz levitar os pertences da menina que estavam na grama, ele andou em direção do castelo e ao entrar no castelo viu Draco e Cristal vindo em sua direção.
_ Escutei de uma Corvinal conversando com suas amigas que ela tinha batido em Sienna, então me diga, o que aconteceu com ela? - Perguntou Cristal, ela parecia preocupada.
_ Ela foi realmente agredida por uma Corvinal, mas eu já a curei, se me derem licença tenho que colocar a minha pequena no seu quarto.
Cristal e Draco se olham e os dois falam em uníssono:
_ Sua?
Thomas se virou e encarou os dois.
_ Sim, apenas minha e eu acho bom vocês não dizerem nada a ela ou usarei minha varinha e eu sei usá-la muito bem.
_ Apenas não a machuque, ela é muito frágil e é importante para nós. - Cristal sorriu de lado e já estava indo embora.
_ Vocês estão enganados com a fragilidade dessa garota. - Sorriu m*****o, eles não perdem por esperar.
Thomas andou em direção das masmorras e desceu a escadaria, ele para de frente da parede e fala a senha.
Quando entrou no salão comunal com Sienna em seus braços, foi recebido por olhares inquisidores.
Sienna era a pequena cobra da Sonserina, frágil e divertida e, era amada por sua casa apenas por fazer aquela pergunta. Ela mudou todo o conceito na mente daquelas cobras, ela os manipulou tão bem. Pensou Thomas sem demonstrar nada em seu rosto.
_ Antes que me perguntem, Sienna foi agredida por uma Corvinal, quando eu a vi deitada e ensanguentada no chão, a menina não estava mais lá, então eu não pude fazer nada a respeito. E antes que eu me esqueça. - Olhou para eles. _ Sienna não queria que vocês ficassem sabendo, mas como já sabem, espero que façam o que sabem fazer de melhor, vingança. - Falou subindo a escada e perdendo o caos que se instalou no salão comunal por causa de suas palavras.
Os Sonserinos só pensavam em como poderiam colocar suas presas na Corvina que havia machucado Sienna. Sienna era uma serpente tão amorosa e carinhosa que não machucaria nem mesmo uma formiga e por causa desse pensamento eles bolaram um plano para se vingar da Corvina.
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Thomas abriu a porta do quarto de Sienna e a depositou em sua cama, retirando seus sapatos e a cobrindo. Ele deixou a capa e a varinha da menina em cima da mesa de cabeceira, já que ela não tinha uma cadeira ou algo desse tipo em seu quarto. Tão simples pensou, Thomas, saindo do quarto de Sienna e indo para o seu.
Naquela noite em diante Thomas realmente percebeu que gostava da garota, ele queria protegê-la, fazê-la rir ou até mesmo presenteá-la com doces. Sienna poderia ter alguns problemas, mas ninguém era perfeito, porém, ele achava a sua menina fascinante.
Sienna lhe fazia se sentir vivo, mas não era aquele sentimento que escritores descreviam em seus romances clichês que o protagonista malvado se apaixonava pela boazinha, oh, não, Thomas sentia que poderia ser realmente verdadeiro com a garota sobre sua personalidade distorcida e que ela não ligaria para os seus defeitos, como ele não ligava para os dela.
Ele apenas deveria tratá-la verdadeiramente com carinho e amor e não com possessividade ou perversidade. Mas para isso acontecer demoraria anos ou semanas.