Uma coisa que Sienna não sabia, era que ela tinha quatro alternativas de futuro, mas dependeria de qual casa ela seria selecionada. Quando o chapéu seletor lhe disse que ela poderia ser de qualquer casa, ele realmente tinha razão, mas ele não contou que se ela escolhesse uma daquelas casas, seu destino poderia ser diferente. Mas como ele poderia lhe dizer? Ele ainda não prevê o futuro.
Sonserina, como o chapéu escolheu, seria o caminho mais tranquilo para Sienna, já que escolhendo a Sonserina, ela apenas ficaria louca. Claramente se tornar louca e irracional não é um caminho bom para ninguém trilhar, mas era o melhor que Sienna poderia seguir.
Já que escolhendo Grifinória seu destino já seria um pouco complicado, ela seria queimada viva e seus amigos seriam os culpados. Ela teria o mesmo destino de sua "eu" de dezoito anos que morreu em 1998. Mas com pequenas modificações.
E escolhendo Corvinal seu destino seria c***l. Os Corvinos são engenhosos, inteligentes e vingativos, claro, se vocês considerarem aquela menina que bateu em Sienna.
Como todos perceberam, devido ao sobrenome e de algumas atitudes de Sienna, algumas pessoas a odeiam e os Corvinos são uma pequena parcela dessas pessoas.
E se Sienna fosse para a Corvinal, os Corvinos iriam odiá-la de tal maneira que em seu quinto ano ela seria enterrada viva, e apenas descobririam onde ela foi enterrada alguns anos mais tarde.
Escolhendo Lufa-Lufa...
Lufa-Lufa eram para os bondosos, mas não irei falar de estereótipos e sim, o que aconteceria se Sienna fosse para essa casa de alegria e simplicidade. Suicídio.
Sienna indo para a Lufa-Lufa estaria com as vozes em sua cabeça descontroladas; sua depressão se tornaria aguda e sua ansiedade iria fazê-la ter dores no corpo muito intensas.
Sienna não aguentaria mais viver naquele modo e acabaria cometendo suicídio.
Mas pela escolha do chapéu seletor, ele acabou salvando Sienna de algo muito pior.
───※ ·❆· ※───
25 de março de 1992:
Tinha meses que estava trancada nesta cela que parecia uma prisão de trouxa, sabia quantos meses estava nesta cela, mas lembrar do número fazia meu estômago embrulhar em desespero. Meus dias eram regados de tortura e não sabia o real motivo disso ou talvez eu saiba. Tinha algumas marcas sobre as minhas torturas em meu corpo e toda vez que acabava a tortura do dia, contava elas e depois recontava, até cair no sono.
Minha cela era preenchida por uma cama de cimento, um vaso sanitário que tinha um nojo enorme por usá-lo e uma janelinha que eu podia observar o tempo.
Escutava passarinhos cantando de manhã cedo e escutava outros animais, então supus que estava numa floresta. Já perdi as esperanças de alguém me salvar, então apenas bolava um plano para sair desta cabana.
Como eu sabia que era uma cabana? Isso era bem simples, os meus raptores disseram em algum dia desses.
Meus dias não eram apenas tortura, tinha almoço e não deveria ter reclamado da comida do hospital, tinha a janta que era o mesmo do almoço, mingau de arroz ou outro tipo de mingau.
Ainda não sabia como tinha forças para me levantar ou até mesmo de bolar um plano de sair dessa floresta. Ou talvez eu saiba.
Toco meu colar e minha pulseira localizadora, era as únicas coisas que ainda tinha, meu vestido se foi há muito tempo e meus sapatos foram com o vestido, apenas vestia um moletom que era branco e que agora estava cinza.
Tentava de tudo para não pensar em como eles retiraram minhas roupas, mas tinha vezes que minha mente acabava me pregando peças, como estava acontecendo agora neste exato momento.
Coloco meus cabelos que estavam secos atrás de minhas orelhas, mas eles continuavam caindo no meu rosto e estava sem paciência para os meus cabelos agora, então faço um coque.
Após fazer o coque, observei os meus dedos dos pés que estavam sujos demais devido à poeira e sujeira da cela.
Meus dedos das mãos e unhas também estavam sujos, o que estou tentando dizer é que estou completamente suja e que a única coisa que me fazia ter forças para não cair na tentação de desistir, eram os meus amigos que aposto que estavam tentando de tudo para me encontrar. Tinha que acreditar nisso.
_ Será mesmo que isso está funcionando? - Digo rodando a pulseira no meu pulso. _ Será que tem barreiras por aqui? É claro que tem barreiras.
Será que teria que sair da barreira para a pulseira funcionar? Mas aquele senhor disse que mesmo que eu estivesse em uma barreira, ela iria funcionar, será que ele mentiu? Não, não pode ser, ele me disse que talvez pudesse levar meses para me achar, já que ela não diz a minha localização e sim, que aponta a minha direção.
Mas rituais de localização podem funcionar, não é? Bom, se a barreira for de sangue não vai funcionar, mas se a barreira for comum... Se fosse comum, eles já estariam aqui! Mas eu tinha que tentar, tinha que pelo menos ver se essa porcaria de pulseira precisava mesmo sair da barreira para enviar algum tipo de sinal.
Estava começando a ficar louca, falava comigo mesma e até mesmo me respondia. Será que a madrinha ficou assim em Azkaban?
Escuto passos e fico olhando atentamente a porta que iria se abrir para que fosse entregue a comida.
O homem que sempre me entregava a comida se chamava Neib, ele era um homem corpulento que sempre estava vestindo roupas de lenhador e quando falava alguma coisa comigo, o cheiro do seu hálito era horrendo. Mesmo não tendo pasta ou escova de dentes, esperava que meu hálito estivesse melhor do que o dele.
_ Hoje temos mingau de aveia. - Disse entrando na minha cela e deixando a porta da cela aberta.
_ Que delícia. - Digo fazendo uma careta apenas por sentir o cheiro e ver a textura do mingau.
Ele não disse nada, mas estava prestando mais atenção na porta e na varinha que estava no bolso de sua calça jeans larga. Qual seria a chance de conseguir pegar a varinha dele e sair dessa cela? Poucas, mas não era impossível.
_ Está me escutando, garota? - Perguntou Neib.
Concordo com a cabeça e me levanto para ver se conseguia pelo menos ficar de pé e conseguia. Suspirei aliviada.
Repenso novamente se era uma boa ideia e percebo que se eu não tentasse, poderia morrer ali e ninguém saberia. Qual é, era apenas alguns metros e depois teria que ter fôlego para correr dali.
_ O que você está pensando? - Perguntou preocupado e temeroso.
Não respondi, apenas corri até ele e peguei a varinha que estava no seu bolso e saí correndo da minha cela.
Vejo que tinha uma escada que me levaria para o térreo e percebo que estava no subsolo, por Merlim, agora sei o porquê da droga da minha cela era fria e feita de pedra, e não de madeira.
_ Volta aqui, menina!
Subo a escadaria, correndo e quando terminei de subir, olhei em volta e vejo que tinha apenas uma mesa e em cima dela, tinha minha varinha. Rapidamente a pego e vou em direção da única porta que tinha naquele cômodo.
_ O que você faz aqui? - Perguntou um dos meus sequestradores.
_ Fugindo? - Respondo abrindo a porta que me levaria para fora daquela cabana e finalmente quando coloquei meus pés na terra molhada, me senti livre, mas para ter essa liberdade teria que correr e tinha que correr muito.
Percebi que a floresta tinha realmente uma barreira e não via o fim dela, então isso queria dizer que a barreira terminava quando a floresta terminasse ou eu pensava muito positivo.
Já tinha começado a correr e já tinha corrido alguns metros, meus cabelos que estavam presos no coque já estavam soltos, e aquilo me irritava, mas não tinha tempo para parar e refazer o coque que tinha certeza de que iria desmanchar novamente. Estava presa nos meus pensamentos, mas quando escutei um feitiço zumbindo perto do meu ouvido esquerdo, fico alarmada e começo a correr ainda mais.
Olhei para trás e vejo três sequestradores correndo atrás de mim, suas varinhas estavam apontadas em minha direção e tentava bloquear de alguma maneira com os feitiços que conhecia.
Infelizmente algum dos meus sequestradores atingiu a minha varinha e ela acabou quebrando em minha mão.
_ Eu gostava dela, você sabia? - Gritei jogando o resto da minha varinha em algum lugar desta floresta, agora eu só tinha a varinha do Neib em mãos. Tinha que ter foco, então comecei a pensar.
Correr, pular e respirar. Tenho que ter isso em mente e não posso falhar, se eu perder essa chance, acabarei morrendo por essas pessoas.
Olhe para os lados, estupore eles para atrasar sua corrida, olhe para o chão para não cair e então, corra, respire e pule.
Esse era o mantra que fazia em minha cabeça quando corria pela floresta para escapar dos meus raptores.
Meu cabelo cacheado sempre prendia em algo e isso dificultava um pouco a minha corrida, minhas pernas já tremiam, mas eu tinha que sair dessa floresta.
Tinha que sair da floresta para que meu rastreador pudesse avisar aqueles que me procuravam, a barreira que me impedia de tudo abrangia a floresta toda e se eu não saísse agora, morreria.
O vento zumbia por meus ouvidos e aquilo me deixava atordoada, mas eu tinha que seguir correndo.
_ Você não pode correr para sempre!
Gritou um dos raptores que ainda corria e tentava acertar algum feitiço em mim, e eu tentava a mesma coisa contra eles, mas essa varinha não me obedecia corretamente.
Eu ainda não sabia o porquê de eles me capturarem, mas tudo indicava que a causa era o cofre de minha mãe e o que ele escondia.
Ter ficado três meses na cabana esfarrapada e ter sentido na pele como era ser torturada dia e noite, me fazia correr ainda mais.
Mesmo que todo o meu corpo estivesse em estado lamentável, eu tinha que salvar a minha vida e não podia mais depender de outras pessoas para me salvar, e quando finalmente tomei essa decisão, fugi.
O céu já estava escuro e não me importava em parar para descansar ou pegar fôlego, se eu parasse e não prestasse a atenção ao meu redor, poderia ser capturada novamente e dessa vez a tortura não seria apenas física, seria psicológica.
E a frase do chapéu seletor veio em minha mente, se eu tivesse ido para outra casa, o que iria acontecer comigo?
Olho em volta e paro em uma árvore me sentando para tentar acalmar minha respiração, faltava pouco para sair dessa barreira que me impedia de enviar qualquer feitiço que alarmasse as pessoas que talvez estivessem procurando por mim e como não sabia aparatar, só me restava essa opção.
Olho para o céu estrelado pedindo a todos os Deuses que pudessem me ajudar e com essa crença, me levanto, me preparando para continuar correndo.
_ Te peguei. - Proferiu um dos meus raptores, que agarrou um dos meus braços, tentei lançar algum feitiço, mas a varinha novamente não me obedeceu. _ Essa varinha é meio temperamental como o dono dela. - Sorriu e gritou: _ Achei a garota. - Não tinha ninguém ali, bom, era isso que eu pensava.
_ Você corre bastante, pirralha. - Falou outro sequestrador.
_ Me largue! - Falei tentando retirar a mão daquele homem do meu braço, mas ele era mais forte do que eu. _ Por favor, me deixem ir, eu não sei de nada.
_ Mas aquela p**a da sua mãe falou que você tem a chave e você vai dá-la para nós, se não quiser um Cruciatus novamente.
_ Mas... - O tapa que aquele homem me deu, me deixou tonta e com um gosto metálico na boca.
Mesmo que eu tentasse tirar aquelas garras do meu braço seria em vão, mesmo se gritasse e me contorcesse, não poderia escapar e mais uma vez me vejo dentro de outra cela, e com uma tortura diferente.
E naquele momento eu sabia que morreria aqui.
Queria ter morrido naquela floresta se isso me poupasse essa nova tortura. Eles trocaram de cela, essa era ao lado da minha antiga, mas essa era inteiramente de pedra, principalmente a porta, não tinha grades como a minha antiga cela. Apenas tinha uma claraboia no alto da parede que me permitia ter um pouco de luz ou escuridão, mas eles me apagaram depois que tive um pouco de conhecimento sobre essa nova cela...
Quando acordei, estava deitado no chão e estava frio. Não estava na mesma cela que eles me colocaram, essa era diferente.
Tinha velas por toda a parte e não poderia saber se era dia ou noite. Devido às velas, pude vislumbrar uma mesa com equipamentos de tortura trouxa e aquilo fez meu sangue gelar.
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AVISO!!! SE CONTINUAR É POR CONTA E RISCO!
Tentei me levantar do chão para ver se conseguia sair dali, mas comecei a ser arrastada pelos meus cabelos.
_ Por favor, me deixa ir, não tentarei mais fugir. - Tento tirar a mão daquele homem dos meus cabelos, mas era impossível.
_ Que pensasse nisso antes de tentar fugir.
O homem tirou suas mãos do meu cabelo e me deixou esparramada no chão frio, tento me levantar novamente, mas meus pulsos e tornozelos foram pegos e acorrentados em uma posição desconfortável. Ficar esticada como uma estrela-do-mar não era a melhor coisa que poderia acontecer comigo ou talvez seja.
Tento soltar os meus pulsos e aquilo faz que a corrente chumbada na parede sacudisse e fizesse um barulho irritante.
_ Neib, por favor, eu peço desculpas. - Tento não mostrar vulnerabilidade, mas era impossível. _ Eu juro que não irei... - Ele me deu mais um tapa, me fazendo lembrar do gosto metálico na boca. _ Desculpa. - Digo soluçando.
Ele não disse nada, apenas se distanciou de mim e deixou que o outro homem se aproximasse, colocando algo no meu pescoço.
_ É melhor você não se mexer. - Sorriu e o seu cheiro era repugnante. _ Claro, se não quiser morrer. - Lambeu o meu rosto e aquilo fez meu coração soltar pela boca. _ Deliciosa.
_ Para de ser nojento e anda logo com isso. - Disse Neib.
_ Qual é, ela é gostosinha e parece muito apetitosa. - Sorriu o homem e seus dentes eram amarelados e podres. Preferia mil vezes uma versão animalesca de Tom do que esse homem.
_ Mas eu tenho filha e não quero ver um estupro na minha frente. - Disse Neib, juro que nunca falei m*l do seu hálito podre.
A coisa que aquele homem asqueroso colocou no meu pescoço era um cordão de couro, mas não um cordão qualquer, ele tinha duas forquilhas, uma superior colocada na parte carnuda embaixo do meu queixo, enquanto a outra extremidade escavava o osso do esterno mantendo o meu pescoço esticado e a cabeça erguida o tempo todo.
Aquele homem estava certo, eu não poderia mexer a minha cabeça se não quisesse morrer, já que tinha dois "garfos" pontiagudos no meu pescoço e eles poderiam perfurar minha pele.
_ Você estava se comportando bem nesses três meses e a gente estava pegando leve. - Disse outro homem e esse eu tinha quase a certeza de que seu nome era Deib, era irmão gêmeo de Neib. _ Mas depois da sua pequena fuga, tivemos que contar para o patrão e ele ficou furioso e pediu que usássemos essas belezinhas. - Disse apontando para a mesa.
_ E espero que você fique bem depois das torturas, porque ele visitará você a qualquer dia desses.
_ Quem? - Pergunto tentando não abaixar o meu queixo.
_ O nosso patrão, é claro. - Aquele homem asqueroso sorriu. _ E quando ele vier, vou pedir permissão para... - Parou de falar e começou a alisar minha coxa de forma nojenta.
_ Tira a mão da menina, seu débil mental. - Neib foi até o homem e tirou ele de perto de mim. _ Quando o patrão vier, você pergunta a ele se você pode consumir o produto.
_ Eu não sou um produto! - Gritei, mas acabo sentindo sangue escorrer pelo meu pescoço e aquilo me lembrou que não poderia movimentar a minha cabeça, ou fazer movimentos bruscos.
_ Mas para o patrão você é. - O homem nojento riu. _ E vou gostar muito se ele der permissão. - Tirou o braço de Neib do seu e correu até mim.
_ Sai! - Gritei, me contorcendo e sentindo ainda mais sangue sair do meu pescoço.
_ Gritar só será pior. - Disse ele rindo, mas se foi e dou um suspiro de alívio.
_ Se gritar ou tentar fugir, só será pior para você. - Disse Deib. _ Ele é retardado, mas o patrão o contratou, então não podemos falar nada ou fazer alguma coisa, apenas fique quieta e ele não fará nada.
_ Mas se o patrão deixar, a gente não pode impedir. - Falou Neib com nojo. _ Agora o que faremos com você? - Disse dedilhando os chicotes. _ Você prefere chicote de uma tira ou de nove?
_ Prefiro nenhum. - Digo petulante.
_ Acho que de uma é melhor.
Sabia sobre os chicotes e qual deles era o pior, aprendi isso com os livros da biblioteca da minha mansão, mas nunca pensei que esse conhecimento fosse uma coisa maravilhosamente péssima. Um chicote com uma tira era mais difícil de manejar e era perigoso, mas o chicote de mais tiras não causava muito dano e nem era perigoso, era mais fácil de manejar.
Mas também tinha outros tipos de chicote como, por exemplo: azorrague. Azorrague era um chicote, mas em suas tiras ou pontas eram usados ferros, mas já tinha bastante tempo que ninguém mais usava isso, nem mesmo os trouxas.
_ Não iremos chicotear suas costas. - Elas estavam coladas na parede, penso no óbvio. _ Mas sim, o seu torso. - Isso era muito pior.
Neib ficou na minha frente e sacudia o chicote, o zunido que ele fazia me dava arrepios.
_ Vamos começar. - Disse e gritei, sentindo o couro se encontrar com a minha pele e mesmo estando com o moletom, a roupa não minimizou nada. _ Começamos bem, não é? É melhor não se esquecer do seu pescoço.
Sentia o líquido quente e viscoso descer minha barriga e tentava segurar um pouco do choro, mas era impossível, ardia e doía de tal maneira que fiquei tonta. O cheiro era insuportável, mesmo sendo o meu sangue que vinha o cheiro.
E Neib me chicoteou novamente e gritei novamente, tentava me lembrar que não podia deixar a minha cabeça tombar para baixo e, ao mesmo tempo, tentava contar na minha cabeça para não perder a consciência.
_ Só foram duas até agora, tente não perder a consciência. - Falou como se fosse fácil fazer isso.
Na sexta chicotada meus gritos de dor saíram de minha garganta e já doía por tanto gritar.
Para que eu não morresse por perda de sangue, sal grosso foi jogado em minhas feridas abertas e o ardor me fez revirar meus olhos.
_ Você está doido? - Perguntou Deib gritando para seu irmão. _ Sal não estanca sangramento seu inútil! Faça um feitiço para tirar esse sal da menina antes que ela pegue uma infecção.
_ Mas eu li...
_ Leu em um livro de ficção? Faça o que estou falando. - E Neib fez um feitiço retirando todo o sal e estancando o meu sangue.
Realmente queria te morrido na floresta do que estar aqui.
Como se não fosse o bastante, o chicote ou o sal grosso, Neib pegou um alicate médio e veio em direção da minha mão.
_ O que você vai fazer agora? - Digo zonza.
_ Você vai ver.
Com o alicate em mãos, ele começou a puxar minhas unhas, se eu tivesse forças o suficiente para gritar e me contorcer, faria isso, mas nem mesmo um mísero grito pude dar.
Algumas unhas saiam, mas outras, como a unha do dedão e do dedo anelar da minha mão direita, ficaram presas no sabugo, as fazendo ficarem pretas por causa do sangue represado.
Mas os outros dedos que já estavam sem a unha que protegia a carne macia e frágil, Neib colocou mini agulhas na carne e apertou fortemente o pequeno pedaço de metal para que atravessasse meu dedo.
Nos dedos que ainda continha unhas, foram usados prendedores de s***s por serem mais resistentes.
_ Será que vai resistir mais uma dose de tortura? - Disse os gêmeos, mas esses gêmeos não eram aqueles que eu gostava de brincar.