Kizuna / Laços

4859 Palavras
— Responda-me Sakura? Abri meus olhos com dificuldade, conduzi o olhar para o rosto da pessoa que estava na minha frente. — Sas... — tentei formar as palavras para soar seu nome, mas não consegui. — Não fale! —  Senti sua mão encostar na kunai, enfiada em minhas costas. Sasuke puxou-a. — AAARG! – gritei, a dor me fez finalmente proliferar algum som. — Eu já perdi tudo, várias vezes. E e-eu.não.posso mais...ver pessoas importantes morrendo na minha frente! — Não consegui reagir após escuta-lo, estava muito debilitada, mas minhas emoções estavam incontroláveis dentro de mim. Escutei ele resmungar, e tive a certeza de que essa devia ser a primeira vez, em que o Uchiha estava pensado em voz alta. O toque da mão do Sasuke sobre meu ferimento agitou as palpitações cansadas do meu coração, e ao mesmo emanava uma corrente de chakra. Aos poucos, comecei a sentir o fluxo de seu chakra fluindo sobre meus orgãos e por meus ferimentos. Minha visão até então nimbosa, passou a observar com clareza a imagem do rapaz na minha frente, Sasuke me segurava com força entre seu corpo, sentado no chão. Se esse fosse meu último momento, então valeu a pena morrer assim. — O que... sou para você Sasuke-kun? — restabeleci a menor força que tinha, para indaga-lo. Ele não me olhou, permaneceu em silêncio. — Você ... — fez uma breve pausa —  é a melhor coisa que já foi minha.. Sussurrou, ainda sem me encarar, pode ser que eu estava sob alucinações, ou talvez até já tenha morrido. Mas me parecia que ele estava abalado. Sorri com a resposta inesperada, lagrimas simplismente rolaram por meus olhos e meu coração acelerou freneticamente. Um frio no meu estômago me lembrou que eu estava viva, e que tudo estava realmente acontecendo, e não alucinação. Estava muito emocionada. Não, não é hora de morrer  Sakura, a partir de agora eu tenho pendências a tratar. Sasuke permaneceu enviando chakra para meu corpo, os sintomas dos ferimentos externos começaram a desaparecer, comecei a sentir novamente a temperatura nos meus orgãos frios. Quando senti a sensação de mover minha mão, levei-a lentamente sob o bolso do meu jaleco, arrancando o pequeno vidro com o antídoto guardado, arranquei a tampa e levei em minha boca, consumindo-o. Ele irá dissipar todo o veneno no meu organismo e recuperar os danos causados pelo mesmo — Chakra medicinal? — observei ele continuar enviando chakra. — Não é algo sobre minhas habilidades, mas foi necessário para minha sobrevivência, espero que nesse momento seja o suficiente. E foi, mesmo s*******o alguma sobre chakra medicinal, seja o que Sasuke aprendeu, foi o suficiente para me curar, o suficiente para redobrar a minha consciência. Eu morri e ele me trouxe de volta. — Você pode se mover? Nesse momento, eu vi os olhos do Uchiha me encarar, neles eu enxerguei emoção. — Uhn... — Embora meu corpo ainda não se movesse ainda da forma como eu queria,  dei um pequeno aceno confirmando. Se eu tivesse força o suficiente, o agarraria naquele instante, seria minha resposta para todas as pequenas demonstrações que ele exibiu. E se eu tivesse certa, aquilo demoraria a acontecer novamente, se acontecer. Meu estômago gelou ao pensar nessa possibilidade. POV (Point of View) SASUKE 40 min antes Distante dali, avistei um prédio sendo desmoronado e um grande barulho de pessoas gritando, pedindo ajuda. Sakura está lá... percorri rapidamente em direção aos destroços, observei o local com minuciosidade, por uma pista da ninja médica, havia  possibilidade dela estar curando os feridos. Nada, foquei nos destroços do prédio, na escuridão nebulosa dos escombros, mas não havia nenhum sinal dela. Senti um frio negativo na minha espinha, Sakura ainda deve estar dentro do prédio. — Sakura? — entrei na nuvem de poeira. Rapidamente, comecei a tirar pedras e escombros aleatórios que estavam na minha frente,  não era como se eu entendesse o que estava sentindo naquele momento, mas meus batimentos cardíacos estavam acelerados, estava preocupado, e por fim eu sentia medo, uma sensação desconhecida para mim. — Sakura?_ esperei por uma resposta._ Sakura?! Onde você está? — Por mais que a chamasse, não havia resposta. Não importava quantas vezes eu a procurava com meu Sharingan, não conseguia sentir ou ver o chakra de Sakura. Não ser capaz de encontrá-la e pensar no pior, estava me deixando insano. Encarei todos os lados angustiadamente, pensei em explodir os destroços. Sakura não era uma simples Ninja normal, estar debaixo destes resíduos não seria um problema para ela, mas estar em um estado onde ela não consiga usar seu chakra é outra história. Lembro-me do veneno do peçonhento, e do fato dele ser uma experiência da tal enfermeira, se Sakura estiver sido exposta ao mesmo veneno do Gaara e estar debaixo dessa explosão, não há possibilidade alguma dela escapar sozinha. Eu já sabia que Sakura era importante para mim desde muito jovem. No entanto, não era exatamente sobre um relacionamento romântico. Depois da guerra que eu a reconheci antes de qualquer outra pessoa, importante para mim, mas foi agora que tive uma das emoções mais incontroláveis; o medo de perdê-la.  Eu poderia viajar pelo mundo todo, mas o que me sustentava era saber que ela estava ali, onde a deixei, pensar que isso não aconteceria, me deixou desestabilizado. — d***a! — estava impaciente e nervoso, cerrei meus punhos em frustração. Há alguma coisa? Qualquer coisa que facilite para que eu a encontre? Eu tentava pensar, pensar... mas as minhas emoções estavam superando a minha razão, senti-me aflito e angustiado. Todo esse tempo, eu não posso acreditar que eu não pude ver. Me mantive no escuro, mas ela estava lá na minha frente, o tempo todo, parece que eu tenho dormido há 1000 anos. O que mais eu poderia fazer, exceto continuar empurrando e jogando os escombros para longe? — RESPONDA-ME SAKURA? —  Não sentir seu chakra, estava deixando-me trêmulo, meu Sharingan naquela situação era inútil. Não, eu não queria sentir novamente aquele sentimento de quando perdi meus pais e Itachi. Apressei meus movimentos retirando mais entulhos, quando finalmente meu sharingan a captou, com um fio de chakra. Rapidamente tirei os escombros que me impediam de chegar onde ela estava, por fim, retirei um grande que estava por cima de seu peito, ela estava bastante machucada, sua pele pálida vibrava a coloração vermelha do sangue, seu corpo coberto de poeira ... ela está inconsciente. — Sakura?! —  angustiei-me ao vê-la naquele estado, vi o verde oliva de seus olhos surgir com dificuldade em seus olhos entreabertos, arfei. Peguei seu corpo frágil em meu colo, sustentando-a com meu único braço, abracei-a fortemente, seu rosto ficou na altura do meu ombro —  Responda-me Sakura! Concentrei chakra no pé e sai daquele entulho, levando-a no meu colo. — Sas... — tentou formar as palavras para soar meu nome, mas não conseguiu. — Não fale! Ela tinha uma kunai enfiada em suas costas, logo descobri que era do tipo de arma envenenada, levei minha mão em torno da ferida com a kunai e tratei de retirá-la. — AAARG! — gritou, conseguindo dessa vez soltar a voz. Vê-la naquele estado me incomodou, coloquei a palma da minha mão e concentrei chakra sobre seu ferimento, o chakra enviado de minha mão para seu corpo fluía como um brilho quente. A observei, seus lábios estavam secos e pálidos, seu corpo estava demorando reagir. — Eu já perdi tudo, várias vezes. E e-eu.não.posso mais...ver pessoas importantes morrendo na minha frente! Pressionei meus olhos fechados, tinha dificuldade em expressar o que eu sentia, mas naquele momento eu simplismente não pensava,  só depois de encerrada a minha frase, que percebi que havia pensado em voz alta, Sakura me olhava incrédula com seus olhos marejados, — O que... sou para você Sasuke-kun? —  Uma resposta que, no dia anterior ou mais cedo eu não saberia dizer, mas nesse momento, após tantos acontecimentos, sim eu tinha a resposta e diria para ela. Eu não a olhei por um momento, permaneci em silêncio. Pensei no que eu diria, e no que eu sentia. — Você ... — gaguejei —  é a melhor coisa que já foi minha.. Seu rosto corou, observei as lagrimas fluírem de seus olhos. Ela permanecia em meu colo, eu segui enviando meu chakra através da palma da mão. Ela começou a reagir ao meu chakra, seu corpo passou a ganhar cor novamente. Ela tentou se mover, sua mão foi em direção ao bolso do jaleco, surgiu com um pequeno vidro, o antídoto. Arrancou a tampa e fez o consumo, deixou um pouco e o guardou novamente. Houve um silencio ensurdecer, não a encarei mas sabia que estava sendo observado. — Chakra medicinal? — Não é algo sobre minhas habilidades, mas foi necessário para minha sobrevivência, espero que nesse momento seja o suficiente. E foi... esse tenha sido talvez, o momento que eu mais tenha agradecido uma velha aldeã que me ajudou quando fiquei gravemente ferido, alguns anos atrás. Após me recuperar, ela achou que eu deveria aprender algo sobre chakra medicinal, e eu achei útil para minha sobrevivência, até porque, não era sempre que eu encontraria alguém para me curar. O básico que aprendi, foi hoje o bastante para salvar Sakura. — Você pode se mover? — A observei, atento. Foi nesse momento que a encarei finalmente, ela estava em um estágio de emoção, me olhava como se estivesse procurando uma forma de ler meus pensamentos. Me senti extremamente desconfortável. — Uhn... —  ela acenou confirmando. Ajudei-a levantar-se, peguei seu braço e coloquei sobre meu pescoço.  E lentamente fomos até a casa de Gaara. POV (Point of View) SAKURA Depois de todo o acontecimento, Gaara estava se recuperando bem. Houve a necessidade de permanecermos na aldeia da areia por mais dois dias, para que eu me recuperasse totalmente e analisasse de perto, a recuperação do Kazekage e do Shikamaru. Eu e Sasuke não tivemos tempo para conversar sobre o que aconteceu, e sobre as coisas que ele me disse, na verdade era nítida a distancia do Uchiha, era evidente a forma com que ele me evitava.  Me sentia angustiada ao pensar no que acontecerá quando chegarmos em Konoha, não sei se ele partirá novamente. Desde que saímos da aldeia da areia em regresso para Konoha, ele sequer demonstra me ter por perto. Finalmente, cumprimos com sucesso nossa missão, e apesar dessa distância, eu me sinto feliz, porque agora eu sei, através da boca dele, que eu sou importante, e agora que ele também sabe disso, penso que posso ser um motivo para ele ficar. O olhei de relance, enquanto corríamos entre as arvores. É tão lindo... *** — Hum...  vejamos...  Missão concluída! — Ele encarava o pergaminho atento. — AH FALA SÉRIO KAKASHI SENSEI! Você ainda tinha alguma dúvida? porque eu nunca tive, tô certo! — Naruto falou alto com um sorriso largo, Kakashi suspirou sentado na grande cadeira, o loiro pulou alegremente. Eu abafei as gargalhadas com a mão, que saudade eu sentia disso. — Seu cabeça oca! O que eu disse Naruto... — Kakashi suspirou profundamente —  sobre o momento que eles chegassem? Você deveria ter uma postura mais crescida. Kakashi fechou os olhos pesadamente.  — Bom, não me leve a m*l Kakashi sensei, mas eles são meus amigos e eu estou muito feliz que estejam de volta. — Sorriu amarelo, ignorando totalmente o Hokage. — É... tanto faz — Shikamaru espreguiçou. — Naruto, você é uma figura mesmo, h-hum, pode crê — sorriu de canto. — Eu quero saber tudinho o que aconteceu na missão, estava ansioso para isso. —  Ele andava de um lado para o outro sem parar. — Mmm... — Sasuke cerrou os olhos, indiferente. — Explicar para você tudo que aconteceu, vai ser complicado — O Nara murmurou, esticando o corpo. — Está me chamando de burro? — pulou. — Você ainda tá muito imperativo para alguém que quer se tornar o próximo Hokage. — Kakashi levantou-se da enorme cadeira e caminhou lentamente até nossa direção. — Naruto, que tal ir se divertir um pouco com Sakura e Sasuke, aposto que eles estão ansiando por isso. Ele tirou o chapéu de Hokage e mexeu no cabelo, meus olhos e os do Sasuke esgrilaram com o comentário do mais velho, o que Kakashi está fazendo?! — Kakashi, você acabou de ultrapassar seus limites! —  A voz de Sasuke saiu pausadamente. Uma ruga surgiu em sua testa e foi possível ver seus olhos tremendo de descontentamento. Todos rimos, menos Sasuke e Naruto, que por sinal ainda não tinha entendido. Ah, adeus meu momento sozinha com o Sasuke... abaixei minha cabeça sem ânimo. — Ah vamos comer ramén! Aposto que o Sasuke está morrendo de vontade de experimentar novamente o melhor ramém de todos! — ele puxou o braço de Sasuke e o meu, nos tirando rapidamente da sala de Kakashi, fomos arrastados. Naruto estava feliz, e eu não poderia negar que eu também estava, afinal, estávamos juntos novamente. Tenho certeza de que momentos como esse faz bem ao Sasuke, embora tente disfarçar, sente falta até das babaquices do Naruto, ele estava tão empolgado com a presença de Sasuke, que não parava de falar. — Cale a boca! Você fala demais, Naruto. — Sorri com a cena, eram como dois irmãos. — Vamos lá Sasuke, deixa de ser chato! Me diga, o que você vê para seu futuro daqui para frente, hum? Nesse momento senti uma pontada de agonia, era tudo que eu queria saber desde que saímos da aldeia da areia, mas não tive oportunidade para perguntá-lo, corei ao observar ele me olhar de canto, rapidamente. — Não vejo mais o futuro, apenas o passado. — Abaixou a cabeça, cerrando os olhos. Abaixei as vistas tristemente, era inútil esperar outra coisa vinda dele, mas naquele instante minhas expectativas foram destruídas. Levantei-me do balcão, chamando a atenção do loiro, enquanto o moreno continuou indiferente, sem me encarar. — Sakura-chan, você não vai terminar o seu ramén? —  ele me olhou descontente, tinha entendido. — Ah Naruto, eu agradeço o convite, mas me sinto cansada, então irei para casa. — Sorri forçado —  Não se incomode, pode comer o restante. — Quer que eu e Sasuke a levamos para casa? —  olhei disfarçadamente para o moreno que não mudou a expressou de indiferença. — Não Naruto, não é necessário, aproveitem a noite.... — Sinalizei me despedindo, desfiz o sorriso assim que virei-me. Andei sem pressa até minha casa, lagrimas fluíam sobre meu rosto. Eu era uma verdadeira tola em pensar que as coisas seriam diferente. Entrei e a primeira coisa que eu vejo, o retrato. Eu amo você, Uchiha... mas não posso obriga-lo a me amar, Vou cercá-lo com meu amor enquanto rezo por sua felicidade. Funguei e enxuguei o rosto com as costas da mão. Tomei um banho longo, estava saciando por isso., Sasuke... como eu posso amá-lo tanto, mesmo quando não sou correspondida? Saí do banho, troquei-me e deitei-me entregando-me a exaustão física e emocional. Em um momento, uma brisa arrepiou minha pele, abri meus olhos pesadamente para encarar a janela que estava aberta, e lá estava Sasuke, me olhando, agachado sobre ela.. — Sas-Sasuke-kun? — Puxei o lençol, cobrindo meu corpo com a camisola branca. Ele não havia percebido até o momento que tentei tampar, Sasuke corou, desviando os olhos. Sua capa balançava com o movimento do vento, seus finos cabelos negros não estavam diferentes. — Gomennasai, não era minha intenção, entrar em seu quarto sem permissão. Mentira! Eu até podia não o ter visto entrando, mas não parece que ele tivesse acabado de chegar.  Eu estava corada, sentia-me tímida, que tola que sou, esperei por este momento desde que saí da aldeia da areia e agora me sinto travada? Belisquei-me na coxa por debaixo do lençol, gritei silenciosamente pulando da cama. Ele se assustou com minha ação e olhou observando-me de camisola em pé, ao lembrar-me de como estava, tentei cobrir o volume de meus s***s expostos pela camisola. — Está na minha hora. – Preparou-se para sair pela janela. Reage Sakura! — Sasuke-kun? — ele parou, permanecendo de costas. —  Olha para mim? — Sakura, eu não devo. — Por favor — eu me aproximei, como ele não fez menção de mudar de ideia, eu o abracei por trás fortemente. — Não vá embora, espere mais uns dias... — meus olhos marejaram. Meu corpo tremeu ao sentir o dele tão próximo. Depois de breves instantes em silencio , sua larga mão parou em cima da minha, meus olhos esgrilaram pela ação inesperada, mas foi tudo o que eu realmente não esperava, pois ele rapidamente usou para soltar-me dele. Ele virou-se, encarei seu olho n***o e sua expressão indiferente, era impossível imaginar o que ele pensava, logo fui surpreendida com um tapinha na testa,  ele afastou-se lentamente e saiu pela janela. Levei minha mão para minha testa, embora não soubesse o que simbolizava aquele gesto, eu podia sentir que era algo que trazia um bom significado, era a segunda vez que ele fizera isso. Me joguei na cama entusiasmada, e me lembrei do beijo que tivemos durante a missão, toquei meus lábios. e sorri. Em meio as lembranças, acabei dormindo. Assustei com a claridade do dia em meu rosto, a janela permanecia aberta, o que me fez ter a plena certeza de que eu realmente recebi sua presença aqui na noite passada, sorri largamente. Levantei-me bem disposta, fui ao banheiro fiz minha higiene matinal, desci as escadas e fiz um café. Mais tarde resolvi dar uma volta por Konoha e visitar a Ino. Entrei na floricultura. — Testa de marquise! — abriu um largo sorriso, veio correndo em minha direção. Eu tinha que admitir o quanto o tempo fez bem a Ino, conforme o tempo passou, a Ino ficou mais bonita. Seus longos cabelos loiros, sua pele alva e seus grandes olhos azuis. — Sua i****a, quantas vezes devo dizer para não me chamar assim! —  esbravejei, logo caímos na gargalhada. — Senti sua falta. — Me abraçou carinhosamente, sorri correspondendo. — HUM, HUM.. — Sai?— olhei curiosa para a imagem do rapaz acanhado. — Ah, é... Sai? Que casualidade! — gaguejou — que coincidência te encontrar aqui — Olhei confusa para os dois, quando percebi a reação dos dois. —  Eu... eu... vim aqui comprar flores, ah... para alguém — sorriu sem graça coçando o cabelo. Sai definitivamente não sabe disfarçar nada — AHH —  soou histérica —  mas que conversa estranha é essa? —  ela fechou os punhos, arregalando os olhos do rapaz em nossa frente. —  Rápido me responda! Suspirei colocando a mão sobre meu rosto, ainda estão nessa enrola? — Calma lindinha! Olhei para Ino que rapidamente desviou os olhos de mim, estava corada por que Sai demonstrou i********e com ela na minha frente. — Ino, agora você está sendo estranha... eu já entendi tudo, não sejam idiotas! Sai não reagiu, enquanto Ino evitou me encarar. — Só passei por aqui para lhe desejar um bom dia lindinha. Depois nos vemos, vou deixá-la passar um tempo com a feiosa. Quando escutei, rapidamente me enfureci. — AHH — fui em sua direção e lhe dei um soco, fazendo seu corpo voar longe, furiosa fui em sua direção que caiu na rua, observei que ele havia caído sobre o corpo de alguém. — Naruto? —  o corpo do loiro estava caído, encostado na parede quebrada com o corpo de Sai sobre si. Observei uma pessoa observando o acontecido. —  Sas-uke-kun?! — Ah... Sai você está bem? —  Ino saiu correndo, buscando pelo rapaz com tom preocupado. — Testa de marquise!! o que pensa que está fazendo? — Na-Naruto... Sasuke? — Sai estava tonto, Ino o ajudou a levantar, Sasuke encarava a situação sem reação. — Sakura... só queria fazer você se sentir à vontade perto de mim. — Sakura-chan por que eu apanho sempre também? — Naruto demonstrou estar tonto. — O que aconteceu?_ Sasuke perguntou. Mirei Sai, rapidamente veio em minha mente ele me chamar de FEIOSA, na frente do Sasuke, será uma grande humilhação. — É que eu dei um apelido para a Sakura, mas acho que ela não gosta muito. — Apelido? Diga-me. Antes dele responder, fui correndo em sua direção e tampei sua boca. — Não preste atenção, Sasuke-kun — sorri nervosa com a situação —  eu não gosto muito de apelidos, a Ino sabe muito bem disso! Encarei a Ino duramente, fomos interrompidos com a chegada de Tenten, Rock Lee e Shikamaru. — Sakura-san... — Rock Lee balançou as sobrancelhas me encarando, estava corado. — AH! — Você é um anjo Sakura-san. Vi o momento que Lee jogou um beijo no ar. — Mmm... — Sasuke suspirou baixo  — Não devia estar com o Kakashi? Olhei na direção a que Sasuke falara, logo entendi que ele se referia a Shikamaru, mas foi Tenten que disse algo. — Ah, vimos atrás de um, e achamos o restante! Sorria gentilmente. — Dia de folga, Uchiha ... como recompensa pela missão. — Vimos aqui por que pensamos em nos refrescar, o que acham de irmos todos, nas fontes termais? Ir com o Sasuke para as fontes termais... Sasuke nu? tremi dos pés a cabeça. — Eu amei a ideia, vamos rapazes? — peguei em um braço de Sasuke e o outro de Naruto, mas aí lembrei-me da Hinata. Pulei. — AhH Sakura-chan, que susto! - Naruto gritou. Sasuke me encarou de forma irritada, o que me deixou claramente sem graça. — Eu também vou, testa de marquise! — Você vai, lindinha? — Nós, vamos querido. — Piscou para ele, logo os olhos de Sai brilharam ao escuta-la enfatizar ele nos planos. — Ah Naruto, como pode ser tão baka? — M-mas o que eu fiz agora Sakura-chan? — A Hinata-chan—  dei um t**a em sua testa — vai chamá-la para ir conosco, te esperamos lá. Os rapazes foram para a parte dos homens e nós, moças, fomos para as nossas. A água estava deliciosa, Hinata estava encolhida, tentando tampar os s***s. — Hinata-chan, não tente ficar escondendo seu corpo com vergonha, estamos entre mulheres aqui, e principalmente, entre amigas. — C-certo —  gaguejou, soltando seus braços, mas logo agachou-se, na tentativa de se esconder na água. — Estranho, não é mesmo? — Ham? Olhamos confusa para Tenten, esperado uma justificativa para seu comentário. — O Sasuke de volta, e todos nós aqui reunidos. Só faltava o ... —  seus olhos lacrimejaram —  N-Neji. Tenten se mostrou fragilizada com a menção. — É-eh, o Neji ficaria feliz pelo rumo que as coisas tomaram. — o comentário de Hinata harmonizou a situação. Fomos interrompidas, escutamos vozes altas, eram os rapazes do outro lado. POV (Point of View) SASUKE — Quem diria... parece que você tem mesmo duas bolas Naruto.  — Naruto pulou, incrédulo, quando notou estar em pé correu entrando na água novamente, demonstrando timidez. Todos riram da situação, embora eu não compartilhasse das gargalhadas, me diverti internamente. — d***a, olha para onde você estava olhando Sai! — gritou, histérico — Você só fica falando em bolas, bolas e bolas, já tá me enchendo! Foi possível escutar risos femininos do outro lado, elas estavam escutando tudo, bakas! — Vocês me envergonham. Rosnei. — Olha só o que você fez, elas estão rindo de mim graças a você e essa não é a primeira vez que isso acontece! — Pelo menos você trouxe alegria para o dia das meninas, pense desse jeito. Os rapazes gargalharam, eu sorri de lado, segurando para não rir da situação. Por um momento, houve um silêncio no lugar, Naruto estava calado, pensativo... estava talvez planejando alguma babaquice, meus pensamentos foram interrompidos pela voz do Sai. — Que cara é essa, Naruto? Está planejando algo! — O quê? Nada haver — levantou-se espreguiçando — O banho foi tão bom... Um barulho de explosão ecoou do lado da fonte das meninas. Levantei-me apressadamente, Sai e Shikamaru fizeram o o mesmo, ao sairmos, nos deparamos com Sakura, Hinata, Ino e Tenten cobertas com roupão, seus cabeços estavam encharcados, o que indicava que não tiveram tempo de se secar. A parede estava toda quebrada e Rock Lee jogado no chão. — O que estava fazendo aqui Lee? — Sakura estava evidentemente constrangida, segurando seu roupão com precisão. Tenten demonstrava raiva diante do sobrancelhudo, caído. Sua feição indicava vergonha, diante de mim e dos rapazes, e medo diante das meninas, o fuzilei. Naruto, Sai e o Shikamaru demonstravam-se surpresos com a atitude do rapaz, os olhos do Uzumaki lançaram em direção a Hyuga  que estava totalmente timida durante a situação. — Você estava espiando?! — Yamanaka Ino, foi furiosa ao encontro do sobrancelhudo, suspendendo-o pela gola da camisa. Antes dela socar a cara do sobrancelhudo, Naruto entrou na frente, baka! — O sobrancelhudo não é assim. — Naruto estava pensativo, embora tudo indicasse a tentativa daquele t****o, inclusive com sua namorada lá dentro, ele ainda estava o defendendo? — Naruto-Kun... –— Hinata não entendeu sua reação. — Confiem em nosso parceiro! — ele gritou, sério. — Naruto! — Rock Lee sorriu, entre lagrimas. — Sintam, o coração grande dele... — Naruto virou-se para encarar o sobrancelhudo, foi o momento que foi exposto um pano pendurado na sua toalha. — Meu sutiã! — Mas... NARUTO, SEU BAKA! — N-Não... — Naruto-kun... Como pode?! — A Hyuga saiu correndo. Naruto a encarou, estranhando a sua reação, mas foi surpreendido pelo barulho dos dedos de Sakura e Ino, estralando. — Shannaro! — Não se atreva a fingir ser inocente, Naruto Uzumaki! Elas se juntaram e deram uma surra em Naruto, Shikamaru tentou interromper, mas eu o impedi. — Talvez ele aprenda. POV (Point of View) SAKURA Ensinamos ao Naruto o que é uma surra de verdade. Encarei a figura de Sasuke, que observava a situação inexpressivamente, percebeu meus olhares e o desviou rudemente. Por que ele está agindo dessa forma comigo? — Lindinha, o Naruto já aprendeu a lição, vamos nos arrumar e ir, sim? Ino assentiu. Shikamaru ajudou o Naruto se levantar do chão, o apoiando em seus ombros, Lee fugiu dali silenciosamente. — Onde está a Hinata-chan? — Aí caramba Naruto, isso vai se complicar para você. — Tenho que me explicar para ela... — tentou sair sozinho, gemeu de dor e foi amparado por Shikamaru. — Esse foi um dos piores dias da minha vida, e olha que não foram poucos. — Sua anta, anda e pensa ao mesmo tempo? Sasuke rosnou para Naruto. — Não quero mesmo ser você Naruto. Shikamaru comentou sobre a situação. Alguns minutos depois... Cheguei na casa de Naruto, Sasuke e Shikamaru ainda estavam, o Uzumaki tinha acabado de dormir. Será que ele esteve mesmo nos espionando? Me direcionei ao Sasuke, para perguntar sobre a probabilidade do Naruto ter feito, mas fui interrompida antes mesmo de abrir a boca. — Você é tão i****a, e irritante. — Sasuke não me encarou, senti uma pontada ao escutá-lo falar dessa forma comigo. Abaixei meus olhos tristemente, por que ele está tão rude ultimamente? — Naruto ainda mais i****a que você, embora soubesse que o sobrancelhudo pode ter cometido tal ato, quis protegê-lo do constrangimento e dos julgamentos. — O Uchiha quer dizer, que não foi Naruto. E ele ainda teve o azar, de estar perto da parede onde houve a explosão, foi o momento que o sutiã grudou em sua toalha. Algum tempo atrás, Naruto até poderia cometer tal ato, Mas eu fui tão i****a que não me lembrei o quando o  Uzumaki mudou, o quanto amadureceu e o mais importante ainda, o sentimento de respeito que ele mantém por Hinata, que até então estava lá dentro. — Sasuke-kun, pode me acompanhar até lá fora? — ele não me olhou. Após alguns minutos sem resposta, acompanhei seus passos lentos e silenciosos saindo, corri um pouco para acompanha-lo.  — Por que... está bravo comigo? — Eu não estou.  — não me encarou. — Apenas ... esqueça. — Mas... — Não há razão para continuar essa conversa. — Virou-se, ficando de costas para mim. — Te esperarei na minha casa, mais tarde. — Sasuke me olhou sobre o ombro. — Vamos jogar um pouco, eu te desafio, Uchiha Sasuke. —  Não faça isso. Virou-se. — Acho que você se esqueceu, sou a aluna favorita de Tsunade-sama — Tsunade notoriamente não era terrível em todo jogo? — Eu também aceito o desafio Sakura-chan! — levei um susto, Naruto apareceu na porta. Que i*****l, é somente eu e o Sasuke! — Isso pode me ajudar com a Hinata-chan! Estava prestes a dizer a Naruto, que ele era um grande inconveniente e que ele não era um convidado, mas lembrei-me de ter falhado com meu amigo, no momento que nao acreditei em seu caráter. Sasuke sorriu, pelo nariz. Levei algum instante para entender o ocorrido, decifrar Sasuke era definitivamente algo que ninguém poderia fazê-lo. — Bom, já que teremos a presença de Naruto e Hinata-chan, convidarei a Ino e o Sai. — Isso soava uma coisa, DIVERSÃO e OPORTUNIDADE. Eu espero que esses desafios sejam pra valer, principalmente em relação a mim e ao Sasuke, o encarei sorridente.
Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR