— Eu sei que eu fui embora por um longo tempo, mas eu estou de volta, e quero o que é meu.
Sua revelação, expulsou toda a sanidade em mim.
Meu coração acelerou, meus olhos se arregalaram após a sua declaração. O tempo pareceu ter parado no instante que ele deu dois passos a minha frente. Encarei seu rosto em uma tentativa de saber o que ele pensava, mas era inútil buscar esta resposta do Uchiha. Vê-lo me procurar dessa forma, era irreal. Estávamos tão próximos, que eu pude sentir seu hálito, ah era bom, muito bom. Seus olhos , um escuro como a noite e o outro brilhando pelo rinnegan, ambos me encararam com profundidade, e pensei que naquele momento, eles estavam mais escuros do que normalmente eram. Tocava suavemente meu rosto, e seu toque causou uma eletricidade no meu corpo, um frio na barriga desconhecido, mas muito bom.
Estava sendo tudo no tempo dele; tudo no tempo certo, e eu gostei disso, não havia pressa, não havia luxuria... eu não tive dúvida que a palavra para expressar aquele momento, paixão retida. O toque de sua boca se encostou delicadamente na minha, retribuí o contato, abrindo meus lábios lentamente, ele fez a mesma coisa. Seus lábios eram macios, tão macios como eu sempre imaginei. Dei um passo à frente, entrelaçando meus braços em seu pescoço.
Nossos movimentos labiais agiam de forma intensa, eu podia sentir que naquele momento só existia nós dois ali. O gosto de sua saliva me causou borboletas no estômago, seu gosto era tão gostoso e eu só queria senti-lo mais. Sua língua acariciou meu lábio inferior e pediu passagem...e eu logicamente lhe dei, com todo prazer. O beijo era molhado, a forma com que nos beijamos era tão gostoso. O jeito com que ele chupava meus lábios... tão certo. Seu rosto movia entre o beijo, toquei-lhe o rosto, para sentir a pele que tanto sonhei em tocar. Eu queria eternizar este momento, me sentia totalmente entregue por ele, à ele. E apesar de estar nos seus braços, eu ainda não acreditava nisso, e temia que esse sonho acabasse, de modo não resolvido, como tinha acontecido no passado.
Nos separamos um pouco, pois necessitávamos de ar. Não ousei abrir meus olhos, eu não queria abrir meus olhos, não queria que aquilo acabasse, não queria correr o risco de descobrir que era um mero sonho. Foi pensando nisso que me envolvi novamente em um outro beijo, encaixando nossos lábios com mais necessidade que antes, embora sem pressa. E o beijo terno, passou a ser um beijo urgente, havia pressão na forma com que chupávamos nossos lábios, e aquilo gerou um clima tão quente, sua mão em meu rosto puxou-me pela nuca, e aquilo me deixou alucinada.
Levei minhas mãos entre seus cabelos, e passei a acariciar aqueles lindos cabelos negros, desci minhas mãos por seu rosto, desenhando cada parte. Sua barba feita me fez lembrar do menino de 12 anos, tão fofinho e menininho, como o tempo passou... Foi revelador, quando senti sua ereção pressionar minha coxa, se fosse com qualquer outro rapaz, mesmo alguém que eu tivesse tanta i********e, eu com certeza correria, e evitaria qualquer contato, acharia uma situação constrangedora, mas não foi. Eu gostei de sentir isso, eu gostei de vê-lo naquele estado, e pensar isso, sentir isso, me fez pensar em como Ino me chamaria de pervertida, se soubesse. E foi nesse clima que surgiu uma sensação na minha v***a, e apesar de não conhecer aquela sensação antes, meu corpo pedia mais contato, mais proximidade com seu corpo.
Rocei meu corpo no seu, Sasuke abriu os lábios entre o beijo, jurei ver um quase gemido. Ele deu uns passos atrás, tropeçando no sofá e perdendo o equilíbrio a ponto de cairmos no sofá, comigo por cima de seu corpo, nesse momento que eu me aconcheguei em seu corpo.
— Sakura... — ele se levantou, tirando-me de cima de si, segurando meu cotovelo. — Não devemos.
Ele estava de costas, não me encarava. Era tão tímido, e chegar naquela altura foi um triunfo. Mas eu me sentia confusa e frustrada ao mesmo tempo. E se, naquele instante, ele vestisse aquela roupa de arrogância e insensibilidade, fazendo um momento tão especial como este, se tornar um, erro. Não, ele não poderia dizer que aquilo foi um erro...
Ele me olhou se soslaio.
— Não devemos o que, Sasuke-kun?
Queria saber se ele não queria isso comigo... eu precisava saber se ele não me desejava.
— Você sabe. — Sasuke virou a cara para o outro lado, evitando meus olhos verdes — Não é decente...
Senti vergonha, claro que Sasuke se importaria com decência e reputação, e eu deveria ficar contente, já que ele estava se importando comigo, mas a verdade era que não, eu não conseguia sentir assim, eu o queria, e eu estava pronta para ele.
— Sakura? — ele me olhou de lado rapidamente, e logo encarou a sua frente, sem me dar a oportunidade de encará-lo. — Você já...
POV SASUKE
Não a encarei, era difícil para mim todo aquele momento. Tê-la entregue a mim, em meus braços, naquela i********e, me deixou em um estado de relativa ansiedade, e elevada libido.
Mas estar naquela situação, me incomodou. Não era respeitável, tendo em conta a educação que tive, as exigências relacionadas as tradições e a cultura do nosso país, que meu clã tanto presava. Mas evitar tais pensamentos com ela tão próxima, com tantos toques... a sensação da saliva trocada, do toque de nossas línguas.
Meu corpo passou a adotar posturas e expressões quando vi nas pupilas dos olhos verdes de Sakura, extasiada. Um sinal nas minhas calças, exibiu o quanto minhas emoções e sensações estavam descontroladamente expostos, expostos a ponto de ela notar. Dei dois passos atrás, mas fui surpreendido com o sofá, tropecei. Meu corpo caiu no sofá, logo senti o impacto do corpo de Sakura em cima do meu. Ela soltou um sorriso brincalhão, na tentativa de se acomodar, acabou ronçando o corpo, em uma tentativa de se acomodar. Inferno! Um desejo me torturou, uma atração a ponto de eu pensar em coisas indecentes, com Sakura ali.
Se eu dissesse que era inocente em relação a isso, eu mesmo saberia que era a mentira mais descarada. Quantas situações em que desejei e imaginei... quantas vezes eu me aliviei, sentindo as maiores ondas de prazer... Lá estava Sakura, em meus pensamentos., com seu sorriso resplandecente e seus olhos vividos. Entretanto, diferentemente de bater p*****a, era t*****r. E mesmo passando por tantas vilas, tantas cidades e países...quantas pessoas; conversas escutei, quantos livros eu decorei... Na prática era diferente, e naquele momento, eu não sabia o que fazer.
Inferno, Sasuke, se controla. Não é correto, é indecente! Não deixe ela saber, não deixe ela ver o quanto ela te afeta.
Será que... Não. Sakura não faria isso. Estive fora por tanto tempo, pensando em quantos momentos desconfortáveis eu senti quando passava por minha cabeça, uma chance de Sakura estar em outros braços, compartilhando sentimentos e até sensações com outro rapaz. Mas ela não era assim, ela me amava... ou sua decepção fora tão grande a ponto de ela realmente dar um passo à frente?
Depois de escutar a forma que ela recebeu declaração e amor, me alertou, de forma a lembrar as inúmeras vezes que me indaguei sobre essa situação. Eu precisava deixar minha arrogância e saber o que tanto quis.
— Já esteve em momento assim, com outra pessoa?
Encarei de lado, para ver a expressão dela, que ficou rubra ao escutar minha pergunta. Sua testa enrijeceu, e no seu semblante surgiu um grande descontentamento.
— Como ousa, perguntar isso para mim? — disse alto, me encarando de uma forma, não antes visto. Fiquei calado. — Esse é você, não? como sou uma tola Sasuke! Apesar dos anos, olha no papel que estou, novamente! Não é como se eu pudesse esperar algo diferente de você.
A expressão dela, agora em nada lembrava a faceta inocente, geralmente vista em seu rosto, mostrava a kunoichi destemida e ávida que já vi em campo de luta. E isso me agradou.
— Diga-me.
Ignorei o que dizia, deixando-a indignada.
— Sasuke! Como pode pensar isso? — falou alto. — Bem que eu deveria mesmo, deveria ter seguido minha vida, não ficar esperando alguém que sempre me distanciou, alguém que me feriu, emocionalmente e fisicamente. Como esperar amor de alguém, que até tentou me m***r?
Doeu escutá-la cuspir aquilo em minha cara, mas eu merecia, ela não disse nada do que não merecia escutar. Abaixei as vistas, me lembrando de todos os momentos que a torturei emocionalmente, e fisicamente. Eu não sou digno de lhe cobrar respostas e muito menos, fidelidade, quando fui eu, nunca aceitar algo.
— Acha que tem o direito de me fazer uma insinuação como esta, Sasuke? Quando era você quem sempre esteve com a subordinada de Orochimaru, enquanto ela se oferecia o tempo todo para você? Acha que acredito nessa que vocês nunca tiveram nada?
POV SAKURA
O olhar de Sasuke era um misto de incredulidade e irritação. Eu jamais pensei ver tamanha expressividade no seu rosto. Pensei em todas as palavras despejadas de forma insensível para o Uchiha. Meu coração doeu, meus olhos arderam, enchendo-se em lagrimas.
Um silencio doloroso, invadiu o ambiente.
— Você sempre disse me conhecer, é curioso o fato de pensar que eu necessitaria, alguma vez, mentir. — deu passos lentos em direção a porta, passando por mim. — Não existe contato, ou relação entre duas pessoas, quando uma delas não esteja disposta.
— Insegurança. — ele já estava perto da porta, me virei com as lagrimas descendo no meu rosto. — Porque você nunca tenta uma comunicação Sasuke-kun? Por que você sempre vai? Fica aqui e deixe-me dizer o que sinto!? — implorei — E diga-me também o que sente. Quantos anos serão necessários?
Ele parou, ainda de frente para a saída.
— Eu já disse, que não sou como o Naruto.
Disse de forma rude, me lembrando das mesmas palavras, quando disse não saber expressar emoções e sentimentos como nosso antigo companheiro de equipe.
— Eu sei que tive muito tempo fora, e não mereço explicações. Sakura, eu jamais lhe possuiria sem desposá-la.
Um milhão de borboletas voaram em meu estômago, ouvi-lo, deixou-me com as pernas bambas e com o coração prestes a sair pela boca. senti um milhão de emoções, meus olhos lacrimejaram, sorri, satisfeita. Aproximou-se, e antes de eu lhe pedir desculpas, senti os dois dedos, dando um peteleco na minha testa.
— Boa noite, Sakura.
E eu pensei ter visto, um sorriso contido em seus lábios. Deitei-me novamente no sofá, tampei meu rosto com as mãos, sorrindo. Em seguida, toquei delicadamente meus lábios, me recordando das sensações sentidas, minutos atrás. Eu o amo, eu o amo!
Abri meus olhos com dificuldade, o peso na minha cabeça causava uma dor incômoda. Observei o ambiente, estava deitada no sófa, reparei no gosto do mau hálito matutino, misturado com bebida, fiz careta. Fiz minha higiene matinal, tomei café e lembrei-me do momento íntimo que tive com o Sasuke depois que todos saíram, corei inicialmente, depois comecei a dar pulos altos, empolgada. É isso ai Sakura, chá!
Vesti minha roupa de missão e por cima, o jaleco. Voltava a trabalhar hoje, os dias de folga, fornecidas devido a última missão, tinham acabado. Me olhei no espelho, resolvi passar uma maquiagem discreta, com o objetivo de dar uma destacada nos meus olhos, na verdade, eu estava ansiosa para encontrá-lo, na rua ou no escritório de Kakashi.
O dia estava sendo longo, tudo estava tranquilo no hospital, estava ansiosa pois até aquele momento, não tive notícias do Sasuke. Após o expediente, resolvi que convidaria ele para um encontro, mas não havia vestígios do Uchiha, o que me fez apelar para Naruto e Shikamaru, que também não sabiam. Decidi apelar para o Kakashi, que não sabia com exatidão, mas imaginava onde ele poderia estar, Kakashi fazia de tudo por mim, pelo Naruto e principalmente pelo Sasuke, no fundo, eu sabia que ele carregou um remorso, porque no passado, nunca passou pela sua mente, que Sasuke estava em um estado mental tão r**m a ponto de ele abandonar sua própria aldeia.
Fui ao local mencionado por meu antigo sensei, e lá estava Sasuke, em pé, parado em frente ao túmulo de Uchiha Itachi, meu coração doeu ao ver aquela cena, não demorou para ele perceber minha presença, saí de trás da arvore.
— Sakura? — adiantei meus passos, em sua direção.
— Sasuke-kun... ham.. que coincidência!
Olhei para o túmulo do Itachi e me arrependi de dizer aquilo, sem pensar.
— Então, vejo que não sou o único a visitar meu irmão.
Se naquele momento tivesse um buraco, eu literalmente enfiaria minha cara de vergonha, fui pega na mentira.
— Ham, na verdade... você, hum... — olhei para o chão, evitando contato visual, estava nervosa, não encontrava as palavras certas. — Você gostaria de sair comigo?
Minhas bochechas estavam quentes, convidar o Sasuke para sair era um grande desafio, é claro que eu tinha que gostar logo do Uchiha, tinha que ser o Sasuke, o rapaz mais difícil do mundo, com sua personalidade taciturna, reservada, enquanto eu, com minha intensidade, demonstro profundidade, vivendo a maior parte das situações da minha vida com uma energia calorosa. Mas não tinha como pensar em um outro alguém em seu lugar, era Sasuke, aquele de cabelos negros como a noite, tão lisos, aquela pele tão macia e pálida, aqueles olhos tão bem desenhados, aquele nariz pequeno e lábios tão bem traçados. AH...
— Sim.
Ele aceitou, é ele realmente disse sim! Sorri amarelo. Saímos andando, a maior parte do tempo estávamos em silencio, mas era o bastante, para mim. Chegamos em frente uma lagoa, o vento movimentava meus fios rosados, peguei o momento que Sasuke me olhou de lado, mas logo desviou. Apesar de tão entregues um ao outro na noite passada, estávamos tímidos.
Avistamos um banco, onde nos sentamos. Era nosso primeiro encontro formal, anos atrás, eu não imaginaria nunca, que isso poderia acontecer. hoje eu tenho a certeza de que esta sensação de primeiro encontro, era fantástica, uma mistura de sentimentos, de desejos, de dúvidas. É o momento em que ficamos frente a frente com uma pessoa especial e buscamos meios de agir positivamente. Eu não sabia o que falar, e ele também nada dizia. Encarei a paisagem a nossa frente, olhei para o Uchiha e lembrei-me quantos sentimentos eu já tive por aquele rapaz. Naquele momento, ele não era o Uchiha, o segundo ninja mais forte e f**a do mundo ninja, eu não era a Kunoichi mais forte e habilidosa, não éramos ninjas... éramos somente dois jovens de 20 anos de idade, no nosso primeiro encontro.
— Eu não a mereço Sakura. — suas palavras saíram alto o bastante para toda a floresta ao nosso redor, poder escutar, ou foi o que eu senti. — Quando olho para você, eu sinto decepção de minha pessoa.
— Não diga isso Sasuke-kun. — ele não me encarou. — Existem muitas coisas que nos marcam, eu sei que, em relação a isso, você está certo. Mas chega um momento, que temos que deixar essas lembranças irem.
Respirei fundo, ele me olhou.
— Por mais que eu queira, que o passado não exista. Ele ainda existe e por mais que eu queira sentir que pertenço a esse lugar...
Seus olhos mostraram um vazio, e ele desviou sua atenção de mim, mantendo-a toda na lagoa e floresta a nossa frente.
— Não podemos ter 19 anos? Isso é tudo que eu quero fazer. Se você pudesse me deixar entrar na sua vida, eu poderia ser boa com você. — Ele me encarou, não conseguia ler sua expressão — Liberte-se de uma culpa decrépita.
Sua mão estava encostada no banco, depositei minha mão em cima da sua. Ele corou, mas não retirou sua mão. Meu coração batia fortemente, e aquele velho frio no estômago, estava presente. Me deitei em seu ombro, ficamos ali, naquela cena, por algum tempo, até o barulho do meu estômago, ser alto suficiente para ele escutar.
— Vamos.
Levantou-se.
— Ma-mas já? — o olhei de baixo.
— Vamos comer algo — fechou os olhos calmamente, e eu sorri involuntariamente.
Andamos pelas ruas de Konoha, comemos no Ramen Ichiraku, já era o fim do nosso encontro, já estava anoitecendo. Eu estava tão curiosa para saber o que ele achou, mas estava com vergonha de perguntar. Coragem Sakura!
— Sasuke-kun? — ele me olhou confuso — Você gostou do nosso encontro?
Levantei meus olhos, corada.
Ele ficou em silencio por um breve instante, estava claramente tímido
— Eu tenho que ir agora.
Virou-se e saiu andando calmamente. Minha cara foi ao chão, envergonhada. Além de ter perguntado o que não devia, não recebi a resposta que eu queria. Fui embora para casa, me sentindo feliz por aquele dia e por aquele breve tempo juntos.
POV (Point of View) SASUKE
Em uma reunião com Kakashi (Rokudaime Hokage) e o conselho, fui incumbido para uma nova missão, a que se referia o clã Ōtsutsuki. Embora estivéssemos em paz, aquele clã representava uma grande ameaça. Eu precisava encontrar um pergaminho antigo que continha informações sobre a verdadeira origem deles.
Para buscar informações extras, fui à biblioteca de Konoha. Enquanto buscava referências, lembrei-me da Sakura, e dos momentos que compartilhamos. Retirei uma folha de dentro da minha capa, sua fotografia.
Sakura...
— Isso é realmente bom? — pensei em voz alta, não conseguia mais evitar esse sentimento.
Sakura era como a luz do sol da primavera, para a minha vida na escuridão.
Encarei sua foto em minha mão, quantas vezes o fiz... Mas sempre que tento entender tudo aquilo que sinto, sempre me confundo mais. E agora terei que me afastar novamente.
— Eu Desisto. — suspirei, guardando a foto e os livros.
POV (Point of View) SAKURA
Voltava para minha casa, quando esbarrei no Naruto.
— Naruto? — sorri ao vê-lo.
— Sakura-chan!
— Onde estava?
— Deixei a Hinata-chan na casa do Hyuga Hiashi, ela foi visita-lo, e você?
Pensei em mentir, mas desisti.
— Estava andando por aí, com o Sasuke-kun.
Corei.
— Hum, vocês dois... — Me olhou, libertino.
— Ahh seu... seu — dei um soco na cara dele, lançando-o para longe. — Seu p********o!
Naruto levantou-se com dificuldade, segurando a cabeça, gemendo de dor. Já estava anoitecendo, uma brisa suave voava sobre meu cabelo. Encarei o loiro em pé, lembrei do Sasuke, embora a rivalidade existisse entre ele e o Naruto, eram amigos, melhores amigos, como irmãos.
— Naruto? — ele me olhou receoso.
— Hum? Aconteceu alguma coisa Sakura-chan? — preocupou-se.
Olhei o sol se pondo, fiquei em um breve silencio, pensando em como amava o Uchiha, quanto tempo sofri por sua ausência e agora tenho o que sempre quis, sua atenção, seus beijos e quem sabe seus pensamentos.
— Bom... — fiz uma breve pausa, pensando em quais palavras usar – Você e Sasuke, conversam bastante heim?
— Posso dizer que eu falo mais — ele sorriu largo. — Você conhece o teme, mas ele tem se esforçado. Na verdade... desde seu regresso, ele está bem diferente.
Olhei curiosa para o rosto do Uzumaki, saber que ele está diferente, não era novidade. Foi depois do Vale do Fim que Sasuke se permitiu deixar entrar suas emoções que antes haviam sido excluídas. Nesse regresso, ele está mais aberto para compartilhar e demonstrar emoções, mas ainda é muito reservado em comparação com todos os outros.
— Você acha que ... — eu sentia medo em perguntar, e muito mais, de escutar a resposta. — Será que ele vai partir novamente?
Olhei Naruto, que dessa vez, desviou seus olhos de mim, encarando algo distante. Por um momento, ele ficou cabisbaixo, mas logo soltou um largo sorriso.
— Ele tem motivos para ficar. — meus olhos arregalaram, buscando uma resposta. — O teme ainda não entende completamente seus sentimentos, mas ele está aqui para isso.
Lagrimas escorreram sobre meus olhos.
— Nunca conseguirei entender por que ele sempre se afasta, Naruto. — ele me abraçou. — E-eu nunca saberei se um dia, o terei comigo.
— Eu conheço o teme, ele achava que a distância era a decisão mais correta para não a machucar mais. Está aqui, porque ele quer entender o que sente, mesmo que isso o deixe mais confuso. — sua mão acariciava minhas costas, carinhosamente. — Sasuke sofreu demais nessa vida, por esse motivo, nunca permitiu que você fosse a luz na sua escuridão. Depois da guerra ele quis redimir de seus pecados, e agora ele voltou, se fez isso, é porque ele tem motivos. Vamos descobrir quais são eles, tenho certeza de que você, eu e o Kakashi seremos os primeiros. — Ele ajeitou a bandana — Tô certo!
Sorri, enquanto as lagrimas desciam dos meus olhos. Lagrimas de felicidade, de esperança! O abracei forte, Naruto era o melhor amigo que alguém poderia ter.
— SAKURA-CHAN!! — tomei um susto com o grito que o loiro deu no pé do meu ouvido.
— Ah seu... — fiz gesto de murro, foi possível ver o medo estampado em seu rosto.
— Calma Sakura-chan, me desculpe, é que me lembrei que amanhã é o aniversário do Kakashi sensei — seus olhos brilharam, sorri com a notícia.
— Como pude esquecer!? — dei uma t**a leve na minha testa. — Aliás, como você lembrou?
— Shikamaru me disse — sorriu, bagunçando o cabelo — Mas ele já avisou ao Shikamaru que não quer nada, e pediu para ele evitar que toda a Vila saiba.
— Não acredito! – fiquei decepcionada, Kakashi sensei era muito importante para mim.
— Mas Shikamaru me disse, que certeza de que no fundo, ele adoraria uma surpresa feita por nós três. Eu, você e o Teme. — ele contou nos dedos — afinal, o time 7 foi e é, a coisa mais importante e marcante na vida do Kakashi Sensei.
— Com certeza, nós jamais deixaríamos essa data passar abatido. Faz assim, amanhã irei encomendar umas flores na floricultura da Ino, você encomenda o bolo, já estarei no hospital, e as bebidas você improvisa. — Estava tentando não me esquecer de nada. — Peça ao Shikamaru para cancelar os compromissos dele, depois das 18:00 horas.
— Mas como vamos evitar que não desconfie de nada e que ele fique lá?
— Sasuke deve fazer isso, o avise.
Depois da conversa que tive com o Naruto, senti uma leveza em meu corpo, Sasuke só precisava entender o que sentia. Tomei um banho relaxante, desci e fiz uma sopa. Tive uma ideia em relação a meu presente para meu eterno sensei. Fui à rua e fiz a encomenda, voltei para casa animada. Assisti tv por um longo tempo, esperei para ver se o Uchiha apareceria, mas não aconteceu. Chegou um momento que não aguentei segurar o sono, fui para meu quarto e dormi. Acordei com o despertador, fiz minha higiene pessoal, tomei café e fui para o hospital.
Hoje é aniversário do Kakashi Sensei, passei pela floricultura e escolhi as flores mais belas.
— Ino, quando eu sair do Hospital, eu passo aqui para buscá-las. — Ela assentiu.
O dia no hospital foi cansativo, parecia que a hora não passava, enquanto eu contava cada segundo para vê-lo, Sasuke. Pensei no quanto comemorar o aniversário do Kakashi me lembrava de quando éramos o time 7, sorri, emocionada.
— Hoje a senhora está feliz, eim doutora... — O comentário da enfermeira me fez voltar a realidade.