Kissu / Beijo

4307 Palavras
– Não é decente especular lua de mel alheia. – Então falemos da nossa? POV (POINT OF VIEW) SAKURA Eu disse, mordendo meus lábios com força para bloquear a timidez. Sasuke vacilou os pés, seu chakra teve um certo descontrole, algo inédito. Mas logo ele se compôs, voltando a usar seu chakra na corrida entre as arvores. Houve um silêncio insuportável entre nós dois. Que m***a Sakura, no que você pensou!? Sasuke odeia situações embaraçosas, eu deveria saber. Pela primeira vez, a voz de Sasuke saiu. — Vou manter isso em mente — disse ele finalmente. E mesmo que nenhuma parte de mim acreditasse nisso... sim, aconteceu. A sua resposta me atingiu como uma ventania no estômago. Dei uma olhadela de canto para ele, mas ele não correspondeu. Sorri, meu coração poderia saltar energeticamente no peito. Não iria acabar com aquele momento, ficaria calada por um tempo. Já havia um bom tempo desde que saímos de Konoha. Corríamos pelas arvores, concentrando nosso chakra em cada tronco pela frente. Sasuke permanecia calado. Mesmo assim, me sentia realizada, principalmente com aquela resposta inesperada, finalmente (agora) eu me sentia bem. Sorri de lado, respondendo a meus pensamentos, observei-o do meu lado, focado na corrida. Apesar de evitar incomodá-lo e consequentemente irritá-lo, estava tentando evitar conversar, mas não seria eu, se conseguisse. – Sasuke-kun? – seu olho n***o me olhou de canto, meu coração tremeu e senti um grande frio na barriga – Crescemos bastante, hum... me diz, do que você gosta? Sorri gentilmente. Muitas vezes me pego pensando sobre seus passatempos favoritos, se sua comida favorita continua sendo onigiri com okaka e tomate, se aprendeu a beber saquê com frequência... Ele gosta da chuva? Ele pensa em mim? Eu queria saber tudo. Ele comportou-se indiferente, focando na estrada novamente, pensei que não iria me responder. – Eu particularmente não gosto de nada. – Me senti uma tola com as poucas palavras em resposta do Uchiha. – Mas detesto muitas coisas. Houve um breve silencio. – Não quer me conhecer melhor? Digo, saber das coisas que eu mais gosto. – Sugeri – Não sei. – Como não sabe? Digo... por que não? – franzi as sobrancelhas e coloquei uma mexa de cabelo atrás da orelha. – Talvez eu nunca chegue lá. De certa forma, em parte era verdade. Era tantas coisas que eu poderia dizer sobre mim, que não teria fim. Ele me conhece, muito mais do que eu pensava. Logo, murchei meu sorriso, senti um abatimento e a tristeza nublou minhas emoções. No fundo eu tinha a impressão de que ele não ficaria mais conosco. Sasuke não tinha mais motivos de vingança, mas não era como outros rapazes, com sonhos e família. Ah Sakura... levantei as vistas lentamente, mirei em sua direção e percebi que ele me olhava, mas rapidamente desviou. Já havíamos entrado no território da aldeia, sendo assim, estávamos em local desprovido de água da chuva ou de rios, e a água que trouxemos já havia acabado. A sensação térmica também já apresentava uma grande elevação. Continuamos o nosso caminho rumo à aldeia da areia, uma gota de suor desceu da minha nuca e desapareceu entre minhas costas, Mirei a silhueta do ex-nukenin, sua postura permanecia intacta, porém minhas habilidades ligadas a medicina observavam sua postura corporal, ele também sentira a bruta mudança da temperatura, sua face estava avermelhada pela ação do sol, era tão fofo vê-lo assim, uma visão que eu nunca tinha visto ou imaginado em seu rosto pálido. Pensei na possibilidade de chamá-lo para descansarmos um pouco, entretanto, mostrar-lhe como estou amadurecida e forte estava acima da qualquer coisa, e essa atitude poderia me apontar como a antiga - inútil e irritante -. Neste momento, observei o lindo pôr do sol... estava chegando ao fim do dia. Mesmo ter visto tantas vezes tanta beleza, me sentia sempre, como na primeira vez. POV (POINT OF VIEW) SASUKE O sol estava se ocultando no horizonte na direção oeste, sendo o início da noite, estava entardecendo. Mirei Sakura rapidamente, notei o típico comportamento corporal indicando a exaustão, resultado da alta temperatura, não era necessário observar tanto para perceber a sede exposta em seus lábios secos, estava desidratada. Por outro lado, me chamou atenção a forma com que sua feição fuzilava e reluzia o pôr do sol, mesmo quando já viu tantas vezes esta mesma figura. Vi o exato momento em que pisou falso e seu chakra vacilou, quando seu corpo tombou, fui mais rápido, senti o choque de seu corpo em meus braços. Seu olhar mirou-me com fascínio. A forma com que Sakura me olha, com esse fascínio, me causa uma sensação que me deixa desconfortável, me faz sentir um constrangimento no fundo do peito. – Sasuke-kun? – Vamos dar uma pausa. Senti suas mãos se alinharem em meu pescoço, o vento proporcionou o cheiro de suas madeixas rosadas próximas ao meu nariz, tinham aquele cheiro que eu... apreciava. Engoli um seco, devo evitar estes pensamentos. Desci das arvores e me apoiei no chão, em seguida me agachei para que Sakura conseguisse descer. – Arigatou, Sasuke-kun. Resmunguei baixo, foi a minha resposta. Sakura desceu, pegou suas coisas e passou a organizar o local que iriamos descansar. Coloquei minhas coisas em um canto, escutei ela sentar encostada em uma árvore. Notei ela analisando meus movimentos, a forma com que me analisava nunca mudou, era cuidadoso e sentimental. Pensar nessas coisas, me incomoda. Não é como se alguém pudesse entender tudo isso. Apenas penso na minha família. Eu estava constantemente me esforçando para ganhar a atenção de meu irmão e do meu pai, mas Fugaku e Itachi eram pessoas incrivelmente reservados, normalmente não faziam muito para expressar afeto. Quando minha família mostrava afetividade, era geralmente em pequenas coisas que talvez, não parecessem exteriormente tão especiais, mas eram vistas assim, muito especiais entre os membros da família. Por exemplo, o t**a na testa de Itachi era um pequeno gesto, mas significou muito para ele e para mim. Então, assim como minha família, eu cresci sendo extremamente reservado em demonstrar sentimentos. Anos atrás eu estava tão focado em meu objetivo de m***r Itachi que decidi que, amigos eram apenas uma distração e sentia que devia cortar esses laços para que pudesse levar a sério o "propósito" da minha vida de m***r meu irmão. Isso é em parte por causa do trauma que foi aberto devido como eu confiava nele de todo o coração, e Itachi traiu essa confiança, o que me levou a ter graves problemas de confiança e não estar facilmente disposto a compartilhar meus sentimentos. Eu passei toda minha vida sentindo que as pessoas poderiam trair-me se eu chegasse muito perto. Por isso eu insisti tanto em quebrar nossos laços de amizade. Hoje, posso ver muita coisa com clareza. A minha jornada por redenção me fez encontrar muitas respostas, e com ela, o amadurecimento. Depois de tanto tempo, sei que meus laços com Sakura, Naruto e Kakashi, são sólidos. Me assustei com um barulho, Sakura estava organizando algo para comermos. Só nesse instante observei com atenção as suas ações que me levaram a seu corpo. Suas curvas comprovavam da mulher que se tornara, e chamavam atenção, como pude não ter percebido antes? seus s***s estavam tão chamativos embora envolvidos com seu uniforme, não escondia o fato de que eram tão firmes, não era o caso de ter muito volume, mas também não teria tão pouco, o bastante para serem notados; por qualquer um. – Argh. – Praguejei. Balancei minha cabeça evitando esses pensamentos. Fechei meus olhos e tentei regularizar minha respiração, meditando mentalmente. Logo veio em minha cabeça a imagem de seus bustos, a forma com que eu tiraria qualquer coisa que evitasse meu toque em sua pele, e lá estava seus m*****s descobertos, sua aureola rosada totalmente rijo. Resmunguei baixo, inconformado. Meu sangue estava se concentrando para baixo e estava gerando leves pulsações. Maldição. Não aqui, não agora! – Sasuke-kun, está tudo bem? – a voz calma de Sakura me congelou. Fique exatamente onde está, Sakura. Eu estava de costas, o que de alguma forma causou menos desconforto. Mas não se ela viesse, assim viria... – Vou buscar lenha. Adiantei entrando no mato, escapando daquela situação. POV (POINT OF VIEW) SAKURA Assustei com algum barulho, na reflexão, preparei minha kunai rapidamente, mas ao abrir totalmente meus olhos, foi a imagem dele que eu vi. Ah, sorri. Levantei-me espreguiçando, atraindo sua atenção. – Bom dia! – disse animada. – Amanheceu. Agilize o que tiver que fazer e então partiremos. Ele evitava contato visual, é como se estivesse irritado ou algo do tipo. Assenti, organizei minhas coisas e me afastei dali, fiz o possível de uma higiene matinal. Voltei e partimos. Sasuke estava mais quieto e azedo do que o normal, pensei no que poderia ter feito para que ele tivesse assim comigo, mas não surgia nada em mente. Porém, muitas coisas sobre Sasuke são sutis ou implícitas, requer muito pensamento para entendê-lo completamente. Mas sinceramente, eu entendo que os Uchihas em geral eram reservados, todas as menções em relação a eles provam isso, e um dia o próprio Kakashi comentou, que eram reservados em mostrar afeto ou exibir sentimentos. E que alguns, como Obito, eram um pouco mais sobre seus sentimentos, mas na maioria das vezes, o clã Uchiha é um grupo mais reservado. De qualquer forma, eu já sou acostumada com a personalidade do Sasuke. Depois de horas, paramos, já era possível observar a entrada da aldeia da areia. – O que estamos esperando? Eu estava extremamente necessitada de um pouco de água. – Shikamaru Nara. – Hum... - pensei em algum assunto para gerar uma comunicação entre nós dois. -Você sabe sobre ele e Temari? – Tsc. – Vai Sasuke-kun, me responda, vamos conversar um pouco. – Não é segredo nenhum que ele está ... – Foi divertido o fato de que Sasuke sentiu dificuldade em falar sobre a relação de Shikamaru e Temari. Gargalhei alto, segurando minha barriga. Ele me olhou desconfortável, o aborrecimento presente em sua face era tão explicita. – Argh! Continuei rindo por alguns instantes. – Gomen'nasai Sasuke-kun, mas foi muito engraçado ver sua total intimidação ao falar da relação de Shikamaru e Temari. – Que tolice! – disse ríspido, me deixando sem graça. Ficamos um tempo esperando, e nada de Shikamaru. Resolvi quebrar o silencio. – Sasuke-kun? Ele permaneceu quieto. – Gostaria que me respondesse uma coisa... – Fiz uma pausa ­– Por que houve tanta questão em cortar laços comigo e com Naruto? Eu entendo todos seus motivos, mas, mesmo quando isso o rompia tanto? Demorou um pouco para sair um som do Uchiha. – Me lembrar de vocês, – time 7 – era a única coisa que me sustentava e meus únicos momentos reais de felicidade. Ele não me encarava, mirava o horizonte. Meus olhos estavam arregalados e meu coração batia forte com aquele momento. Abri meus lábios para respondê-lo. Mas fui impedida pela aparição do ninja da folha. – Hum... Oi. Meus olhos encontraram o rapaz que, mantinha o coprifronte no braço e sempre o mesmo penteado. Quando olho para Nara, o que vem em minha cabeça é somente sua natureza preguiçosa e descontraída, que disfarça o grande gênio nato. – Temari, como ela... está? – perguntei. – Só esperando você. Ah, Sakura? – assenti – Acho que as coisas não vão ser tão simples, sei que não sou a melhor pessoa para pedir isso, mas; se apresse. Seu semblante estava tenso. – E quanto a você, Sasuke-kun? Voltei minha atenção para o moreno, que não me olhou para responder. – Mantenha atenção no seu trabalho. – Poderia me sentir ofendida pela forma bruta que recebi em sua resposta. Sasuke mudou bastante, está mais falante e até mesmo toda aquela arrogância e ignorância que tinha, diminuiu bastante. Mas tinha que ter vestígios do velho Sasuke, ou não seria ele. – Enquanto isso, eu e Shikamaru coletaremos registros e informações. – Sakura, você vai ficar em um quarto na casa do Kazekage Gaara, Temari já providenciou tudo. Para todos os efeitos, Konoha enviou somente a ninja médica, eu estou aqui como o companheiro da irmã do Kazekage. A aldeia está toda em alarme, temos que ser cuidadosos. A minha missão e do Sasuke é colher informações e investigar o acontecido. Então, eu vou me certificar de colocar Sasuke dentro da aldeia e em um lugar seguro sem chamar nenhuma atenção, assim será mais fácil e seguro trocarmos informações uns com os outros. Assenti, encarei Sasuke que continuou indiferente, então andei em direção a entrada da aldeia. Virei para trás, mas os dois já não estavam mais ali. Suspirei e continuei. *** – Sakura! – a voz trêmula de Temari me recebeu. – Que bom que você chegou. Me prometa que fará de tudo para curá-lo, sim? Senti compaixão ao ver o estado da loira, aflita. – Pode ter certeza de que eu farei tudo que for possível. — Sorri sincera. — Preciso que me leve até o quarto para guardar minhas coisas, me limpar e preparar para vê-lo. Ela assentiu. Temari estava desconsolada, me levou até o quarto onde Shikamaru mencionou, notei que nele havia uma grande janela de vidro, estava entardecendo. De longe, através do vidro observei a ventania carregada de areia. Guardei minhas coisas, tomei um banho rápido e vesti meu jaleco. Peguei meu equipamento médico e fui analisar a situação do meu amigo Kazekage Gaara, no corredor em direção ao gabinete era possível ver vários ninjas Anbu da aldeia da Areia certificando a segurança do gabinete. Temari assentiu e entramos; havia uma enfermeira sentada próximo da cama, levantou-se quando entramos, do outro lado estava Kankuro e o braço direito do Gaara, Baki.. ambos com o semblante carregado de aflição. – Sakura, esta é a Yuago, a melhor enfermeira da aldeia da areia. – Doutora, já ouvi falar tanto da senhorita. Estou honrosamente satisfeita em conhecê-la. – Arigatou. – Sorri genuinamente para a moça. Gaara estava deitado em uma maca improvisada, inconsciente, mas seus pés tremiam. Tratei de fazer as primeiras checagens; seu corpo não tinha ferimentos externos profundos, mais sua pele tinha queimaduras e vermelhidão intensa nos lábios. Fiz alguns toques em seu coração, e percebi que havia inchaço. Não pode ser! Inseri meus dedos em sua boca o mais próximo de sua garganta, seu corpo respondeu tossindo, obtive sua saliva, espessa e escura. Agachei-me sobre seu peito, e tentei escutar seus batimentos cardíacos. Veneno. – Toxina baseado em metais pesados. Trabalha atacando os tecidos musculares e a integridade celular. O músculo cardíaco está morrendo, isso levará até o colapso do coração, assim haverá uma parada cardíaca. Não há tempo de fazer um antídoto. Gaara foi envenenado, assim como Kankuro quando foi atacado por Sasori a alguns anos atrás. Mas o veneno em Gaara, é mais fatal. – VOCÊ ESTÁ QUERENDO DIZER QUE NÃO HÁ MAIS NADA O QUE FAZER?! – assustei com o tom alto de Temari, ela e Kankuro se aproximaram incrédulos. Não respondi. Apenas me lembrei de como Naruto confiou em mim. Eu os encarei por alguns minutos, desviei meus olhos e em seguida fechei. Respirei fundo. – Yuago, vou necessitar algumas coisas, temos pouco tempo, então terá que ser rápida. Essa cena vai ser muito forte, mas é a única opção que temos. O corpo de Gaara puxava por respiração, como se estivesse sem nada. Solicitei algumas coisas necessárias para o procedimento e Yuago as buscou imediatamente. Coloquei minha mão na água fria e concentrei bastante chakra medicinal. – Preciso que vocês segurem o corpo dele, a modo que ele não se mova, não o solte em circunstância alguma, durante parte do procedimento. Eles se juntaram e fizeram o que pedi, concentrei mais chakra na água, enquanto com a outra mão peguei minha kunai esterilizada, iniciei fazendo um corte abaixo do peito direito, fiz 3 cortes abrindo as camadas para chegar aonde eu precisava. Voltei a minha atenção no braço com o chakra, consegui fazer uma bola com água e Chakra, levantei a mão com o peso, ele borbulhava. Segurei seu corpo sobre a cama com força e preparei. – Aqui, vamos! Peguei a bola de água concentrando meu chakra e inseri com força sobre seu peito esquerdo, o corpo do ruivo pulou, apesar de estar inconsciente, ele gritou. Temari, Kankuro Yuago e Baki seguravam o corpo com força, mesmo assim era difícil, provavelmente a dor era imensa. O corpo de Gaara quase conseguiu soltar-se dos braços dos outros, gritou. Coloquei mais força na mão e concentrei boa parte do meu chakra, a água começou a diluir para dentro de seu peito, comecei a virar minha mão com cuidado para toda parte de seu coração, onde a água estava entrando. Uma gota de suor escorreu em meu rosto. – Expulsar a toxina de seu organismo e levá-la a superfície... — Pensei em voz alta. A água estava quase completa, concentrei mais chakra medicinal. Era possível ver sem dificuldades a cor do meu chakra, fechei meus olhos e concentrei, sentia uma onda de força saindo de mim. Abri meus olhos e puxei a água para a direção do corte, o peso era evidente, eu conseguia sentir a sensação r**m do veneno. Com a outra mão forcei meu chakra para puxá-lo, pois com uma mão não conseguiria. Através do corte começou a sair um líquido preto, grosso e vidente a olho nu, eu puxava cada molécula daquele denso líquido. Quando começou a sair sangue, eu soube que já tinha saído do coração. Puxei tudo e cuidadosamente soltei sobre uma bacia com água. – Ah, é realmente Veneno! – Ouvi a voz doce de Yuago. – Não acabou. Preciso de mais! – fiz mais dois cortes com 3 camadas cada, e fiz o mesmo processo em outros órgãos do corpo, estava concentrando todo meu chakra medicinal naquele instante. – O veneno, se alastrou para outros órgãos. Não o soltem! – Puxava o veneno do corpo e o soltava na bacia, até o momento que me senti que não tinha mais veneno no organismo dele. Soltei o ar que estava prendendo, fui até a bacia e observei aquele veneno, não pode ser... – Doutora, a cor do senhor Kazekage está voltando! – sorriu. – Eu extraí todo o veneno. De agora em diante, creio que sua vida não está mais em risco imediato. Bika, Temari e Kankuro soltaram a respiração que prendiam. A expressão de esperança voltou em suas feições. Temari deu alguns passos para trás chocando seu corpo com a parede, escorregou para o chão, ficando assim, sentada. Sorriu em direção a Kankuro, que retribuiu. – Muito bom trabalho Sakura. – Bika, e os modos? É doutora! – Temari reclamou. – Mas não cantaremos vitória por completo. Porque agora devo desenvolver um antídoto para que ele possa expulsar os rastros da toxina dentro de seu corpo, essa toxina provoca danos aos órgãos por onde passa. Não é um veneno comum. – Lhe ajudarei no que for preciso, por favor não tenha receio em pedir. – Arigatou, Yuago. – Lancei um sorriso gentil. – Eu necessito de uma lista das plantas medicinais que há na aldeia. Enquanto isso limparei os ferimentos e trocarei as ataduras. Também necessitarei de seringas, agulhas e um pouco desse veneno que foi extraído, por favor. Eles me encaravam atentos. Yuago saiu buscando as coisas que eu precisava, comecei a trocar as ataduras entre suas feridas e os cortes que tinha feito. – Doutora? Já solicitei a listas com todas as plantas medicinais presentes na nossa aldeia. Aproveitei e trouxe água fresca. A propósito Doutora Haruno, a senhorita precisa descansar. Chegou de viagem e usou bastante chakra, não se preocupe, eu fico com ele. – Yuago está certa, a janta está pronta, tome um banho e te esperaremos na cozinha. Saímos do quarto juntos, tomei um banho demorado, eu sentia meu corpo relaxando sobre a água quente, meus pensamentos me assombravam, aquele veneno... eu já vi um veneno como aquele antes, tão mortal quanto este. Não era possível, não pode ser. Saí do banho preocupada, vesti uma roupa limpa e fui jantar, estava faminta. – Você parece preocupada Sakura, devo me preocupar? – meus pensamentos foram interrompidos pela voz de Temari. – É impressão, só estou cansada. E onde está o Shikamaru? – lembrei-me de Shikamaru e do Sasuke, eles precisavam saber. – Saiu a horas, disse que tentaria descobrir algo. Você conhece o Skikamaru. Ela não sabia sobre Sasuke, ou sobre toda a missão... – Arigatou Temari, o jantar estava uma delícia. Se não se importa, irei para meu quarto descansar, já avisei Yuago, caso aconteça algo para me chamar. Me deitei, o cansaço me fez dormir facilmente. Senti uma presença dentro do quarto, antes de abrir meus olhos preparei o ataque. Lancei uma Kunai que estava embaixo do meu travesseiro, mas foi em vão, tentei pular da cama e ficar em pé mas foi novamente em vão, pois a pessoa a minha frente me conteve facilmente, com uma mão meus pulsos estavam suspensos acima de minha cabeça, e o corpo do ninja sobre o meu me imobilizou de forma com que eu não conseguia me mover. Sasuke sempre fora extremamente rápido. – Sasuke-kun? – sussurrei assustada. Estava com dificuldade para respirar, não só pelo fato do susto, mas também pelo contato de Sasuke sobre minha pele. – Seja silenciosa. – Era impossível racionar com a proximidade entre nós dois. Minha respiração estava completamente descompensada. Não existia nenhuma palavra em minha cabeça para dizer naquele momento. – Você está bem? Ele perguntou com a voz rouca. – Estou sim, apenas cansada. – Respondi devagar, sentindo minha fala esvair-se. – E-Eh vo-você? Gaguejei. – Também. – Limitou-se a dizer. Devido a timidez, eu estava evitando encará-lo naquela circunstância, mas nesse momento eu decidi fazer diferente, eu fixei meus olhos nos dele. Ele me olhava com seus olhos enigmáticos, não era possível decifrá-los, mas nossos olhos não se desgrudavam. Por questão de segundos ficamos nos observando lentamente. Um contato não visto antes. Era uma sensação eletrizante. Kamii, eu estou simplesmente deitada com o Sasuke-kun sobre meu corpo. Eu conseguia escutar meu coração, e tenho absoluta certeza de que o Uchiha também conseguia. Nossos narizes quase se tocavam, foi nesse momento que a lucidez de Sasuke ameaçou aparecer, e a expressão de acanhamento começar aparecer na feição do Uchiha. A força com que ele segurava meus pulsos começou a soltar. Faça algo Sakura, ou nunca mais terá essa oportunidade. Então resolvi eu mesma dar o primeiro passo, poderia ser a única vez que eu sentiria aquela emoção, a sensação de que esperei minha vida inteira. Meus olhos encararam os lábios desenhados de Sasuke, sua respiração estava pesada. Tentei me soltar, foi quando ele percebeu e me largou, quando ameaçou distanciar eu suspendi a parte de cima do meu corpo e agarrei a gola da sua capa e o puxei vigorosamente para mim. E então, sutilmente encostei meus lábios cerrados nos lábios dele, sem pressa. Com os olhos fechados, constatei um frio na barriga e ao mesmo tempo uma alegria instantânea tomar meu corpo. Após alguns segundos, Sasuke entreabriu os lábios, correspondendo ao beijo, ele não tinha pressa mas eu tinha, eu tinha necessidade dele, então pressionei minha boca um pouco mais forte contra a dele. Isso é bom, muito bom! Rocei minha língua em seus lábios, pedindo uma a******a lentamente, percebi seu corpo almejar e reagir ao meu toque. Sentia o volume por baixo de sua calça pressionar minhas pernas. Aquilo quase que me assustou, se não fosse pelo fato de que, de certa forma aquela reação no Uchiha em relação a mim, mostrava o quanto ele me desejava, e aquilo me agradou. Ele abriu a boca e cedeu, notei a presença de sua mão e a textura da luva sobre meu rosto, cuidadosamente. Continuamos o beijo, Sasuke roçou sua língua na minha, nossas línguas começaram a se acariciar num ritmo romântico e lento. No calor do momento passamos a nos interagir com o corpo inteiro. Minhas mãos passaram entre sua nuca, abaixo de sua capa entre suas costas e parei nos seus cabelos. Ah, quantas vezes sonhei acariciar esses cabelos negros, tão lisos e macios. Minhas pernas se abriram um pouco a mais, dando um espaço para que pudéssemos nos encaixar melhor. Não era o que eu queria, e tampouco ele; pelo o que demonstrou. Mas tivemos que tomar uma distância para retomar o fôlego. – Você realmente está aqui? – sussurrei. Com meus dedos passei a acariciar seu rosto, queria ter certeza de que aquilo era real, de que era mesmo Sasuke Uchiha naquele momento. Eu só conseguia pensar no quão bom ele era, no quão única eu me sentia em seus braços e no quanto desejei esse momento. Suas pupilas estavam dilatadas e o canto da sua boca transformou-se num pequeno traço de sorriso de lado. – Você é... realmente irritante. Sasuke inclinou levemente a cabeça, roçando seus lábios nos meus, senti o contorno de sua língua nos meus lábios, com meus olhos abertos eu guardei na memória todas as sensações do rosto dele nesse momento. A doçura dos lábios do famoso Uchiha, me dava um deleite de sensações. Agora foi a vez dele se afastar, sua atenção ficou vidrada na porta. Virei minha cabeça procurando por algo que mantinha a atenção dele, mas não tinha absolutamente nada. – Eu te amo, Sasuke-kun... – contornei seu rosto com meu dedo. Seus olhos estavam num líquido escuro, não era os mesmos olhos que eu tinha visto a pouco tempo, não era o mesmo Sasuke que estava comigo a tão pouco tempo. — O que houve? — Ouvi alguma coisa. — É que acabei de dizer que amo você — afirmei, sorrindo enquanto contornava sua boca com o dedo. TOC TOC
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