Se alguém um dia narrasse uma história entre mim e Sasuke ou sobre nossos três dias de núpcias, eu diria que esta pessoa talvez estaria num genjutsu. Olhando bem os recentes acontecimentos, eu poderia estar em um? De certa forma eu só poderia acreditar que tudo isso aconteceu porque eu mesma estou vivendo o momento.
Pensando bem, para Sasuke deve ser mais difícil de acreditar que tudo isso é real, afinal, como poderia o Uchiha imaginar-se numa situação como a nossa atualmente? Um ex-nukennin traumatizado e perturbado vivendo hoje um laço tão profundo como a vivência de um amor. Era uma vez aquele rosto inexpressivo, que agora eu até conseguia arrancar alguns sorrisos curtos e mesmo algumas caretas. O fato era que eu sempre o amei mais do que ele sabia, e ele me amava mais do que demonstrava.
Me mexi no futon buscando a presença do meu marido e, ao senti-lo, me engatinhei em sua direção. Sasuke abriu espaço me puxando pela cintura e ajeitando o edredom para não ficarmos descobertos. O calor dele se misturou com o meu e eu senti uma sensação de pertencimento, como se eu estivesse voltando para casa. Era confortável.
— Bom dia, senhor Uchiha.
Sasuke murmurou um bom dia arrastado. A rouquidão matutina presente na voz dele me causou arrepios nos pelos dos braços.
— Como você dormiu? — perguntei.
— Bem.
— Eu não quero que este seja o nosso último dia. — segredei num choramingo.
— Hmm.
Reprimi um suspiro.
— Fale alguma coisa. — pedi deslizando minhas mãos sobre seu pijama.
Ele demorou-se um pouco para responder, os olhos fechados como se ele quisesse prolongar a preguiça da manhã.
— Se você gosta de sofrer por antecipação.
— Como eu poderia pensar que logo você, um Uchiha, me entenderia? — rolei os olhos. — Vocês sempre são tão práticos.
Ele me deu um sorriso de lado sarcástico e preguiçoso.
— Vejo que você ainda custa acreditar que agora é uma de nós.
Uma emoção surgiu dentro de mim ao ouvi-lo me mencionar – indiretamente – como sua esposa, e mais ainda, como uma Uchiha, uma felicidade não tão desconhecida nesses últimos dias.
— Tenho somente uma yukata bordada com o símbolo Uchiha. — retruquei permitindo-me me esbaldar naquele sentimento. — como posso me acostumar assim?
— Você hoje está mais ardilosa do que normalmente. — Sasuke emitiu uma risada gutural. — Você terá tempo para encomendar muitos outros.
Ele se levantou rápido como um gato e entrou no banheiro, provavelmente numa tentativa de fugir daquela conversa. Fiquei alguns minutos deitada escutando o som da água caindo do chuveiro, me espreguicei sentindo a rigidez matinal abandonando meus músculos. Em seguida, a torneira. Me levantei dobrando o futon e o guardei no guarda-roupa. Fui a minha bolsa e separei uma yukata. Uma peça me chamou muita atenção: uma lingerie branca de renda – maravilhosa – que Ino me presenteara, acabei por me lembrar de que não usei uma lingerie sequer e, segundo Ino, aquela era a peça mais importante para uma noiva oferecer ao noivo. Deixei a roupa na parte de cima da bolsa para que quando chegássemos da rua eu lembrasse de usá-la para meu marido.
Meu marido.
Estremeci. A sentença ainda me arrepiava, não era incomum que eu imaginasse se não estaria vivendo num genjutsu.
Qual será a reação de Sasuke ao me ver vestida em algo tão ousado?
Passos surgiram me lembrando de que Sasuke saía do banho. Me apressei fechando a bolsa e indo em direção ao banheiro. Após o banho, escovei meus dentes, dispus dos meus cabelos soltos e amarrei o obi branco na minha yukata rosa pastel. Gostava de como a cor combinava com meus cabelos.
— Sasuke-kun, — chamei-o. — você prefere almoçar aqui no Ryokan ou na rua?
— Não pensei que sairíamos hoje. — ele admitiu e esperei que continuasse. — Você já não viu tudo o que queria e já não comprou o bastante?
— Sasuke-kun, — censurei. — claro que não vimos tudo que deveríamos. — olhei o livro em sua mão e isso mudou a atenção que eu tinha. Um arrepio desceu pela minha espinha. Ele já voltou a investigar os Otsusuki? — Você já fez isso? — apontei para o livro. — Pensei que nosso combinado fosse para depois dos três dias.
Fiz cara de desapontada, não pretendia esconder o quanto a sua quebra de promessa me magoava. De certa forma isso me trazia a sensação de não ser sua prioridade e, pelo menos na nossa lua de mel, eu não permitiria que ele pensasse em qualquer outra coisa senão em mim.
— Sakura, é apenas um livro. — tentou relativizar. — A partir de amanhã eu terei que fazer isso de qualquer maneira, mas se você tiver mudado de ideia, podemos voltar para aldeia e te deixo lá.
Pulei, exasperada.
— O quê? Não! Eu vou com você. — ratifiquei. — E não volte atrás, tudo bem? Eu não vou te atrapalhar, eu prometo. Eu só não queria que você se envolvesse a missão nos nossos dias de descanso.
Fiz bico e pisquei os olhos teatralmente. Sasuke suspirou, mas não reclamou da minha encenação.
—Tudo bem. — assentiu, derrotado. — O que posso fazer para você esquecer esta falha?
Abri um sorriso, dessa vez me sentindo vitoriosa. Ele guardou o livro. Resolvi que dessa vez almoçaríamos no jardim do Ryokan. O Kotatsu estava coberto com uma colcha espessa de cor verde água, a mesa acabou por estar farta demais, já que eu pedi muitas coisas das quais eu tinha interesse em comer ou provar e, afinal, era nosso último dia naquele paraíso e eu gostaria de aproveitá-lo. Sasuke observou a mesa e fechou os olhos. Ele com certeza notou meu exagero.
Eu já não aguentava comer mais, mas eu ainda não havia comido nenhuma sobremesa. Olhei em volta e o wagashi chamou minha atenção, eu simplesmente amava aquele doce e havia tanto tempo que eu não o comia. Uma sensação de desejo tomou-me os lábios, e a saliva aguou-me. Provei o rosa, em seguida o verde e depois o azul. Agradeci mentalmente por existir o kanten no wagashi, já que no final estava presente o gosto da gelatina. Entretanto, o gosto do Anko me causou um desconforto estomacal e aquele sabor não caiu bem dentro de mim.
Olhei desconfiada para Sasuke, que tomava uma xicara de chá calmamente. Ele me encarou como o bom observador que era, mas nada disse, e eu agradeci por isso. Um bolo subiu por minha garganta, me levantei apressadamente mantendo a mão em minha boca e corri para o banheiro social do Ryokan. Entrei no espaço, mas eu não senti que conseguiria chegar até a repartição privada, fui diretamente na pia e iniciei a golfada. Saí do banheiro com as pernas trêmulas e o único odor presente em minhas narinas era do vômito. Sentei-me novamente no Kotatsu, que mantinha apenas um copo com água na minha frente, enquanto do outro lado Sasuke ainda consumia o chá. Peguei o copo com a água e tomei.
— Algo não me caiu bem. — murmurei.
— Hmm.
— Fale algo, Sasuke-kun.
Meu corpo reagiu com a água.
— Isso é ridículo.
Olhei de forma indagadora para o Uchiha a minha frente. Ele mantinha seus olhos fechados, e estava taciturno.
— Hã?
— Você não deveria comer tantas bobagens. — suspirei aliviada. Pensei que ele diria algo banal. — E comer mais do que provavelmente seu corpo suporta.
— Eu sei, — arfei tentando me justificar. — mas fiquei tão empolgada com coisas que há muito tempo não vejo. Sabe, só agora percebo o quanto eu estive ocupada apenas trabalhando.
Ele devolveu a xicara para a mesa. Abriu os olhos mantendo sua atenção na xicara branca.
— Está bem?
Um tom avermelhado surgiu nas bochechas de Sasuke, que ainda não me encarava. Ele estava preocupado, mas não sabia como reagir. Meu coração deu uma acelerada, me senti aquecida pela forma fofa com que aquela cena me sugeriu.
— Estou sim, Sasuke-kun. — sorri. — Você tem razão, eu ando comendo muitas besteiras e mais do que eu suporto. Além disso, vomitar agride o estômago e o sistema digestivo, mas em algumas circunstâncias pode ser importante para eliminar substâncias consideradas tóxicas para o organismo.
Ele murmurou algo enquanto seu corpo voltou a relaxar-se. Sorri. Sasuke negara a opção de sair do Ryokan após eu ter tido a intoxicação, mas eu acabei convencendo-o de que dessa vez eu não comeria nenhuma besteira e que se ele não fosse, eu iria sozinha. Saímos pelas ruas da cidade, passamos por algumas barracas de iguarias, mas sem levar nada, apenas por distração. Sasuke me acompanhava sem resistência, mas seu semblante entregava o descontentamento. Numa loja de passes descobrimos um passeio ecológico, nos limites da aldeia. A trilha nos apresentaria uma queda d'água deslumbrante.
Assim seguimos o caminho indicado e ficamos algumas horas andando, Sasuke sugeriu subirmos utilizando chakra, mas eu neguei justificando fazermos como um casal de jovens civis comuns fariam. O som da queda d'água era tão forte que mesmo a uma longa distância já era possível escutá-la, mas foi no momento que chegamos que eu pude admirá-la, a queda era tão alta que um grande arco-íris se formava por cima d'água.
— Olha Sasuke-kun, — apontei, animada. — como é linda!
— Tsc. Isso não é diferente do Vale do fim.
Como ele não consegue ver? São belezas únicas. Argh, Sasuke já viu tanta paisagem, tanta coisa bonita que isso provavelmente não é nada. Me agachei e tomei água.
— Deve haver muitas coisas bonitas que você já viu e que poucas pessoas o fizeram, não é mesmo? — ele ficou em silêncio, mas eu sabia que ele mantinha a atenção no que eu falava. — Parece bobagem quando vejo coisas como estas, e para você isso é coisa pequena. Eu sinto inveja de você por conhecer tantos lugares e pessoas. — admiti.
— Você está aqui para isso. — olhei para ele e sorri, a partir de amanhã Sasuke cumpriria a velha promessa em levar-me com ele em sua viagem. — Agora vamos, está na hora.
Rolei os olhos, Sasuke não tinha paciência mesmo.
*
Chegamos no Ryokan no fim da tarde. Havia algo estranho comigo. Uma sensação desconhecida.
— Algum problema?
Olhei para Sasuke, surpresa pela forma com que ele estava me conhecendo bem, mas preferi não comentar.
— Ah, por quê?
— Você está muito calada.
Fiz careta.
— Estou com fome, pode pedir para adiantar nosso jantar? Hoje quero tomar banho com você no onsen, quase não o aproveitamos.
— Sakura.
Seu tom saiu de forma censuradora.
— Não vamos no misto, pode ser no particular mesmo.
Ele me olhou pensativo. Andei em direção ao quarto enquanto ele foi pedir o jantar, arrumei nossas coisas já que ele já tinha avisado que sairíamos antes do sol nascer no dia seguinte. Peguei a lingerie e vesti, aproveitando o fato de que estaríamos no onsen privado, abri a porta do banheiro e observei a porta de correr aberta. Sasuke já estava no onsen.
A fumaça deixara o ambiente turvo o bastante para enxergar os fios negros do Uchiha de longe, sua cabeça inclinada no suporte redondo. A melodia dos grilos causava uma sensação relaxante de paz. Sasuke já notara minha presença, mas continuou de olhos fechados. Entrei no onsen, que cabia apenas duas pessoas, e fui em sua direção. Ele abriu os olhos, me sentei no seu colo, de costas para ele, me esticando a ponto de quase ficar deitada em si.
— Não me lembro de te ver usando isso. — murmurou e sua voz rouca surgiu no meu ouvido, me fazendo arrepiar.
— Porque estou inaugurando. — disse e mordi o lábio inferior.
— Não parece ser o tipo de coisa que você usaria.
Então ele já chegou a me imaginar usando ...O frio na minha barriga surgiu tão rápido quanto sua frase.
— Você não gostou?
Silêncio. Eu gostaria de escutar ele me elogiar em voz alta.
— N-não é isso Sakura. Só é... novo.
Ele me virou segurando-me pela cintura, me ajeitei sentando no seu colo, dessa vez de frente para Sasuke. Seu olho n***o mesclava súplica sobre minha lingerie de renda molhada, agora transparente. A forma que ele me olhava me causou um calor acima do normal, e não era somente devido a temperatura da água. Minha respiração estava tão descompensada, e mesmo numa tentava de disfarçá-la, era inútil.
Sasuke fez caricias em meu rosto, lentamente sua mão esticou e seu polegar tocou meus lábios. Aproximou seu rosto, fechei meus olhos sentindo o toque de nossos lábios se coligindo no doce ardor do ósculo. Sua língua logo pediu espaço, abri meus lábios sentindo o gosto adocicado daquela língua gostosa, suguei-a, soltando-a a seguir. Sua mão desenhou minhas curvas passando por todas as partes do meu corpo, do meu b***o e de minha barriga.
Arrepiei quando ele deu uma sugada em meu pescoço, dei uma mexida no seu colo.
— m***a, Sakura.
Soltou um palavrão. E eu gostei de escuta-lo proferir um palavrão na sua boca naquele momento. Ele agachou seu rosto e com uma mão trouxe meu mamilo para fora, abocanhando-o todo em sua boca. A sensação era tão gostosa que apressei meus movimentos em cima dele, inclinando minha cabeça para trás. Eu não tinha ideia do que fazer ou de como, estava entregue a meus instintos.
Escutei um barulho, abri os olhos constatando que Sasuke acabara de rasgar a parte de cima da lingerie.
— Sasuke-kun, era um presente da Ino porca!
— Eu compro outro, — respondeu, a voz mais profunda que o normal — eu compro quantos outros você quiser!
A mão grande e grossa de Sasuke segurou meu mamilo, eu poderia explodir com tamanha excitação, ele massageou e beliscou com a ponta do dedo. Experimentei a sensação de senti-lo endurecer abaixo de mim.
— Eu quero você, Sakura.
Nesse instante eu não pude mais pensar em nada que me controlasse, eu queria apenas agradá-lo e surpreendê-lo, queria ser ousada. Toquei sua peça de baixo embaixo d'água, que por sinal estava com um volume bastante chamativo. Tentei puxá-la, Sasuke soltou um sorriso vendo minha total falta de jeito tirando minha mão dali, suspendi meu corpo para que ele retirasse, meus olhos acompanhando sua mão.
Olhar para o m****o dele ainda que dentro d'água me causou uma tensão mesmo sabendo de que não era a primeira vez que o via. Ele levantou os olhos e lançou um rápido olhar para meus s***s despidos. Eu gostaria de ter-me coberto neste instante, mas sabia que isso seria uma reação péssima.
Dei um passo à frente e sentei-me novamente em seu colo.
— Tem certeza, Sakura?
Assenti. Suspendi um pouco meu corpo, ele afastou minha calcinha para o lado e eu montei em cima dele, seu pênis entrou. A princípio me causando um pouco de desconforto que não durou muito tempo. Olhei no rosto de Sasuke, ele estava boquiaberto e seus olhos estavam mais abertos do que normalmente são. Fiz alguns movimentos lentos por cima de seu colo, ainda não sabendo direito como fazer aquilo. Sasuke entreabriu os lábios deixando um gemido baixo escapar, enquanto eu também pude aproveitar da sensação prazerosa que aquele gesto me causou. Sua mão apalpou minhas nádegas, seus olhos percorreram meu corpo e depois se voltam para o meu rosto.
— Sakura. — ele gemeu, em seguida colando sua boca na minha.
Dava para notar um resquício do sabor de menta em sua língua morna, ele afastou-se de minha boca, resmunguei. Estar com Sasuke dentro de mim naquela posição e ainda mais com sua mão apalpando meu bumbum era simplesmente o momento que deveria ser eternizado. Seus lábios desceram pelo meu pescoço, seus dentes roçaram minha clavícula, soltei um gemido ainda me movendo lentamente enquanto ele estava dentro de mim. O Uchiha me pegou pela coxa e se levantou do onsen, minhas pernas instintivamente o envolveram na cintura. Era impressionante como meu corpo sabia reagir aos estímulos dele. Enfiei às mãos em seus cabelos puxando-os de leve enquanto Sasuke caminhava na direção do quarto, com a boca ainda grudada na minha.
Ele praticamente nos jogou sobre o futón, sua necessidade estava completamente exposta. Seu dedo indicador tocou o fundo da minha calcinha molhada, fosse pela água, fosse pelo desejo. Ele me encarou de forma nunca vista antes, com malícia, puxou a calcinha de renda branca rasgando-a em sua mão. O toque do dedo de Sasuke nos meus lábios vaginais me deixou numa situação de dependência, ele me tocava e me encarava analisando minhas reações, balancei o rosto não suportando mais aquela tortura.
— Você gosta de ser instigada, Sakura? — eu não respondi, neguei com a cabeça entreabrindo meus lábios. — Me pareceu que você gostasse, quando estava fazendo isso comigo enquanto montava em mim.
Soltei um gemido. Ouvir Sasuke falar obscenidades me deixava num espírito irreconhecível.
— Por favor, Sasuke-kun, faça...
Ele me analisou seriamente por um momento, tocou seu m****o e o encaixou dentro de mim. Suas estocadas já iniciaram num ritmo rápido, sua respiração ofegante entregava seu desejo s****l tanto quanto as expressões em seu rosto, um rosto que quase nunca reagia a nada, nesse momento revelava extrema volúpia do Uchiha.
No envolvimento do momento, mexi meu quadril numa tentativa de sentir mais prazer do que aquele que eu já estava sentindo. A sensação era tão incrível, aquilo era muito bom, e eu só desejava mais, muito mais.
— Sasuke-kun, mais forte! — gemi.
Um sorriso curto se formou nos lábios do Uchiha e ele passou a acelerar os movimentos. Ele entrava e saia rápido e com força, o baque que seus testículos me estimulavam de uma forma... eu estava entorpecida de prazer.
— Goza para mim, Sakura. — pediu em um sussurro antes de esconder o rosto em meu pescoço. — Goze para mim antes que eu faça isso.
Provavelmente essa era a primeira vez que Sasuke não tinha controle sobre seu corpo e suas emoções. Ele começou a manifestar espasmos e seus olhos se fecharam, sua mão se fechou nas minhas nádegas com precisão e gemidos vazaram de seus lábios. Aquela cena me causou um fio de prazer no meu ventre, que foi aumentando conforme eu me lembrara da voz rouca dele no meu ouvido, a sensação era tão maravilhosa que meu corpo se contorceu e um gemido alto saiu pela minha boca.
Uma descarga elétrica subiu entre meus órgãos e em seguida desceu tão rápido quanto uma montanha russa, a minha musculatura se relaxou, minha frequência cardíaca, respiratória e a pressão arterial descontroladas, eu sentia uma sensação de conexão emocional com meu marido naquele exato momento. Um líquido quente saiu de dentro de Sasuke para dentro de mim e em segundos, seu líquido misturado com o meu vazou no futón. Sasuke caiu deitado, seu corpo estava suado e nossas respirações estavam ofegantes.
Me endireitei aproximando nossos corpos, ele me puxou me aconchegando em seu corpo, puxei o lençol cobrindo nossos corpos, seus dedos brincavam com meus fios rosa. Eu estava sonolenta e ele também, mas eu queria conversar, eu queria escutar sua voz rouca novamente.
— Eu quero muito te ajudar a restaurar seu clã, Sasuke-kun. Talvez devêssemos tentar sempre.
Eu já esperava num silêncio insuportável, conversar com Sasuke era o mesmo que não ter pressa para esperar uma resposta. Olhei para ele, estava de olhos fechados, depois de alguns minutos, ele os abriu lentamente e me olhou, sério.
— Sakura. — ele fez uma pausa. — não me casei com você exclusivamente com este intuito.
— Ma...
— Quando eu falava sobre restaurar o clã, — disse lentamente, os olhos fixos nos meus. — eu queria dizer sobre trazer de volta a compostura, a admiração e principalmente o respeito.
— Então... — baixei o olhar, mas logo voltei a encará-lo. Era meu marido. Eu precisava estabelecer uma linha direta de diálogos, sem rodeios. — Você não pensa em ter ...
Ele me interrompeu.
— Você agora é minha esposa. Não pense bobagens. — Sasuke achava que eu pensava demais, e falava demais, e resultado disso eram coisas idiotas. — É claro que eu quero ter filhos com você.
Minha boca fez um "o" e meus olhos lacrimejaram. Dessa vez Sasuke não me encarava mais, estava com seus olhos fechados. Falava cada palavra, numa grande calmaria.
— Sasuke-kun...
— Mas não pense que eu faço amor com você só para ter filhos. — ele fez uma pausa. — Eu faço amor com você, porque eu te amo.
Aqui estou eu novamente
Tentando dizer as palavras
eu não disse antes
Eu gostaria de ter dito tudo para você
E minhas inseguranças desaparecerem naquele instante. Escutar ele dizer que me amava fez lágrimas rolarem por meus olhos. Comecei a fungar, mas ele não abriu os olhos e eu sabia que dizer aquilo era o nível máximo que ele chegaria. Sasuke descobrira minhas inseguranças, e eu o agradecia por ele quebrar sua atitude indiferente, uma vez que o Uchiha era amigo do silêncio.
Escutar Sasuke dizer "eu te amo" não seria algo que eu escutaria com frequência, eu sabia disso. Mas eu estava num estado de emoção e essa poucas palavras ditas por seus lábios significava que eu saberia o que sou para ele, saberia que eu tenho o meu lugar. Diretamente da boca dele.
Talvez Sasuke não soubesse, mas eu tinha consciência de que ele não poderia responder a todas as minhas expectativas sobre nosso futuro juntos. Mas eu podia compreender que ele tinha obrigações, ele tinha questões e deveres das quais ele considerava primordiais para alcançar a felicidade comigo, e meu dever era apoiá-lo. Acho que isso é o amor, afinal. Quando você se importa mais com o sofrimento da pessoa que você ama, do que com o seu próprio. Eu sei que esse dia chegará, e que eu ficarei devastada, mas eu também entendia que esse era o passo necessário para ele alcancar a paz aqui na terra. Para que ele se ache digno da felicidade.
Balancei minha cabeça, afastando os pensamentos.
— Humm... Sasuke-kun eu estava pensando... aquele rapaz que iria jogar o ** colorido em mim. Você acha que não demonstramos que somos um casal em público?
Sasuke não respondeu de imediato, escutei um suspiro vindo do Uchiha. Ele não gostava do fato de eu falar tanto. E mais ainda de sempre entrar em assuntos que chegariam em um ponto de deixá-lo desconfortável.
— Não nos convém estarmos tão expostos.
É claro que ele teria uma resposta curta e perfeita.
— É verdade. Eu também sou muito tímida. — silêncio. Meus olhos pesaram, me aconcheguei no corpo de Sasuke, mantendo minha mão em seu peitoral. — Você já resolveu com o Ryokan o envio das nossas compras e dos presentes para Konoha? Eu deixei tudo marcado com nomes, para que não haja confusão.
— Sim. O correio ninja passará pouco depois que saímos.
— Tudo bem, se você se encarregou da entrega para um correio ninja eu fico mais confiante, ouvi falar que eles são profissionais que arriscam suas vidas para entregar mercadorias para os clientes. — murmurei, já sonolenta. — Boa noite, Sasuke-kun. E eu também te amo.
— Hmm. —foi o resmungo dele em resposta.
Sorri, enlaçada em seu corpo quente.