Capítulo 23 - Sob a luz das estrelas.

1950 Palavras
A cidade à noite parecia silenciosa, embora o trânsito ainda se movesse, e cada piscada de luz refletida no vidro do carro lembrava-o da presença dela tão próxima, mas ainda assim inatingível. O desejo latejava, feroz, junto com uma pontada de medo e angústia. — Elena… preciso que confie em mim — disse Ela assentiu, silenciosa, os olhos ainda fechados. Ethan deu partida no carro, cada curva da estrada parecia ecoar a própria ansiedade dele. Ele sentia o peso do passado, das promessas quebradas, e ao mesmo tempo o peso do presente, do que ela significava para ele. Ao chegar à entrada privativa da empresa ele desligou o motor, e ela abriu os olhos, mas não deixou a tensão se dissipar. Este momento era crucial: privacidade, sinceridade e controle precisavam caminhar juntos, e ele ainda lutava contra o impulso de tocá-la, de puxá-la para perto naquele instante. — Venha comigo — disse, estendendo a mão — Aqui dentro é mais seguro. Elena aceitou, silenciosa, e juntos entraram pelo elevador privativo que os levaria diretamente à cobertura da empresa. Quando as portas se abriram, eles encontraram o espaço aberto, sob o céu estrelado. Sofás confortáveis, jardins bem cuidados, mesas baixas, um refúgio perfeito para a criatividade… e agora, para a verdade. Ele conduziu Elena até um dos sofás, mantendo uma distância respeitosa, mas não exagerada. Ela se acomodou, puxando uma manta que estava sobre o sofá para aquecer as mãos, não sabia de tremia de antecipação pela conversa ou de frio, os olhos atentos, esperando. — Elena… — começou, a voz firme, carregada de sinceridade — preciso que você me escute até o fim. Não é fácil, mas não quero que nada fique sem explicação entre nós. Ela assentiu levemente, silenciosa. — Eu me apaixonei pela Eva ainda na faculdade — começou ele, as mãos fechando-se levemente — ela era encantadora, parecia perfeita. Nós até noivamos, mas eu não percebi na época o que realmente estava por trás dela. Ela me abandonou para ficar com um herdeiro milionário, um colega de classe meu. Só depois de alguns anos eu entendi: ela é ambiciosa, vingativa e traiçoeira. Quando ela voltou, dois dias atrás, não foi por mim. Ela busca a segurança financeira que aquele herdeiro falido não soube dar. O peso da confissão pairou no ar. Elena manteve-se imóvel, absorvendo cada palavra, tentando entender a complexidade do passado dele. — Por isso — continuou Ethan, aproximando-se mais — eu não posso deixar que ela interfira em qualquer coisa entre nós, algo que poderia manchar sua reputação ou colocar seu coração em perigo. Tudo que faço é para te proteger. Ele respirou fundo, os olhos escuros fixos nos dela — sinceros, transparentes, intensos. — Acredite — disse, a voz rouca, firme — não existe ninguém mais para mim além de você. Nunca houve e nunca haverá. Eu nunca te trairia, nunca trairia seu coração ou a entrega que você me dá. Estou completamente apaixonado por você, Elena, mais do que jamais estive por qualquer outra mulher. Você é única para mim, e tudo que faço é pensando em nós. O silêncio voltou, pesado, mas não incômodo. Era o tipo de silêncio que nasce de verdades expostas, de confiança conquistada. Elena respirou fundo, sentindo cada palavra derrubar muros invisíveis entre eles, criando espaço para algo novo, intenso e real. — Por que não me contou, eu teria entendido. — ela finalmente falou, a voz baixa, carregada de emoção contida. Ele sorriu, ainda com o coração acelerado, mas mais tranquilo. Sob as estrelas, a tensão deu lugar a algo mais profundo: confiança, desejo e a certeza de que, juntos, poderiam enfrentar qualquer obstáculo. O vento da noite soprava suavemente sobre a cobertura, e Ethan permaneceu ao lado de Elena, sentindo a proximidade dela sem ultrapassar limites. O silêncio não era pesado, mas carregado de expectativa. Cada gesto, cada olhar trocado parecia amplificar a intensidade entre eles. — Eu planejei o fim de semana — disse ele finalmente, com a voz baixa, firme, mas carregada de algo que fez o coração dela acelerar. — Um tempo só para nós. Sem interrupções, sem olhares curiosos, sem imprevistos. Você merece aproveitar cada instante. Elena ergueu uma sobrancelha, curiosa. — Você… planejou? — repetiu, a surpresa misturada com um sorriso contido. — Não quero que sinta obrigação ou pressão, Ethan. Ele riu, de forma curta e tensa, aproximando-se um passo sem tocar nela. — Nenhuma obrigação — respondeu. — Apenas quero garantir que você se divirta de verdade. Sabe, depois de tudo que aconteceu essa semana… não quero que nada fique pelo caminho. Quero que você seja feliz, e quero estar ao seu lado, sem desculpas, sem fantasmas do passado. Ele fez uma pausa, deixando a sinceridade pairar entre eles, antes de acrescentar: — Se estiver de acordo nosso fim de semana começa agora, com você aqui comigo, nada de dormitório de um Luke qualquer - ironizou ele mas o ciúmes no olhar era verdadeiro. Elena sentiu o corpo reagir, um calor subindo pelo peito, e algo dentro dela se rendeu ao cuidado e à determinação dele. — Ethan… — disse, baixo, sentindo o peso das palavras — você não precisa se preocupar, eu só tenho olhos para você. Ele deu um passo para trás, finalmente mantendo distância respeitosa, mas seus olhos não deixaram de prendê-la por inteiro. — Então, é combinado — disse ele, um meio sorriso surgindo, ainda carregado de intensidade — Fim de semana perfeito para nós começando imediatamente. Elena assentiu, a respiração mais calma, mas o coração ainda acelerado. Ethan olhou ao redor da cobertura, para os sofás, os jardins iluminados pela luz das estrelas, e sentiu algo raro: paz. Mas a paz estava misturada com desejo, com aquela necessidade silenciosa de p******o e de proximidade que ele sentia desde que a viu dançando no bar, desde que acompanhou cada passo dela naquela noite. — Elena… — murmurou, a voz rouca — não importa o que aconteça, não há ninguém que possa mudar o que sinto por você. Você é única. E ninguém vai interferir entre nós. Nunca. Ela sorriu, com os olhos brilhando sob a luz suave do céu noturno, e respondeu: — Eu sei. E quero que saiba que eu também não vou deixar ninguém nos separar. O silêncio voltou, agora confortável, como se o mundo lá embaixo não existisse. Apenas eles, a cidade iluminada à distância e o céu estrelado acima. Um refúgio perfeito para o início de algo intenso, verdadeiro e irrevogável. E ali, no alto do prédio, com os olhos dele fixos nos dela, a promessa silenciosa de um fim de semana perfeito e talvez de muito mais começou a se concretizar. O vento frio da noite batia na cobertura, mas Ethan e Elena m*l sentiam. Cada centímetro de pele exposta, cada toque, cada respiração compartilhada aumentava a intensidade do momento. Os corpos se aproximaram de maneira inevitável, o desejo contido durante a semana explodindo finalmente. Ethan a puxou para si, sentindo o calor do corpo dela se misturar ao dele, o coração acelerado batendo em uníssono. Ela se encostou nele, a mão deslizando pelo peito dele, enquanto ele aprofundava o beijo, carícia após carícia, explorando cada curva, cada reação dela. O frio da noite contrastava com a urgência de suas mãos e lábios, e, sem pressa, mas com necessidade, começaram a se despir, removendo camadas de tecido e inibição, entregando-se por completo. A cobertura, os sofás, os jardins sob o céu estrelado tudo desapareceu diante do calor entre eles. Ethan se aproximou devagar, cada passo calculado, sentindo o corpo dela reagir antes mesmo de tocá-la. Elena ergueu os olhos, o brilho nos deles era quase irreprimível. Ele passou a mão pelo braço dela, segurando firme, mas sem pressa. Cada gesto era carregado de intensidade, cada toque provocava arrepio, cada suspiro aproximava-os mais. Os lábios se encontraram em um beijo profundo, urgente, cheio de emoção contida. Ele depositava beijos suaves no pescoço dela, sentindo a pele arrepiar, o corpo dela se curvar em direção ao dele. Ela respondia com intensidade, envolvendo-o, segurando firme, presa à sensação que vinha crescendo desde aquela manhã na sala tranca da universidade. O calor de seus corpos contrastava com a brisa da noite, cada toque aumentando o desejo, cada respiração acelerada tornando o momento quase sufocante. Elena se apoiava nele, sentindo sua presença forte e segura, e Ethan não conseguia conter o impulso de mantê-la perto, de explorar cada reação dela sem precisar apressar nada. Eles se aproximavam, afastavam-se, riam baixinho de tensão, trocavam olhares carregados de promessas, de algo proibido, mas impossível de negar. Cada beijo, cada toque, cada aproximação aumentava a intensidade do que sentiam, e o tempo parecia suspenso para que pudessem finalmente se perder um no outro. O beijo se tornou mais urgente, mais feroz, mas também delicado, quase reverente. Ethan deslizou a mão pelas costas de Elena, puxando-a ainda mais perto, sentindo cada reação dela, cada suspiro, cada tremor. Ela respondeu com intensidade, apoiando-se nele, envolvendo-o com todo o corpo, completamente entregue. Ele não conseguindo mais de conter tomou por inteira, uma, duas, tres vezes ali sobe as estrelas e a fria madrugada. FInalmente quando se acomodaram no sofá, ainda entrelaçados, Ethan pegou uma manta e os envolveu, aproximando-os ainda mais. A brisa fria já não era problema; tudo que importava era o calor que compartilhavam, a entrega mútua e a sensação de que, finalmente, não precisavam mais conter o que sentiam. — Está mais quente agora? — murmurou Ethan, voz baixa, rouca, carregada de carinho. — Sim… — respondeu Elena, descansando a cabeça no peito dele, sentindo o conforto e a segurança que só ele podia oferecer. — Muito mais. A sensação de êxtase misturava prazer e emoção. Era mais do que físico era a confirmação de tudo que sentiam, a entrega total sem medo, sem reservas. Ele segurou o rosto dela com firmeza, aproximando os lábios do pescoço dela, e sussurrou: — Você sabe o efeito que me causa, não sabe? Elena engoliu em seco, o corpo tremendo levemente, e respondeu com um fio de voz: — Acho que tenho uma ideia… mas você está exagerando. Ele riu baixo, o som rouco e provocativo, e a puxou para mais perto, pressionando o corpo contra o dela. — Exagero? — murmurou, baixinho perto do ouvido dela. — Elena, cada minuto longe de você é uma tortura, hoje eu quase enlouqueci Ela o encarou, desafiadora: — E agora, o que você pretende fazer com toda essa loucura, Ethan? — Isso depende de você — ele respondeu, mordendo levemente a orelha dela. — Quer testar minha paciência? Ou prefere ver até onde consigo te enlouquecer? Elena sorriu, um sorriso atrevido, e sussurrou: — Quero ver até onde você consegue me enlouquecer. Ethan arqueou uma sobrancelha, divertido e sedento: — Cuidado menina, não existe tentativa quando se trata de nós. Cada toque seu, cada reação… me domina. Eu posso sentir você se rendendo, mesmo quando tenta lutar. Ela inclinou-se, roçando os lábios nos dele, provocativa: — E você gosta disso, não é? Ser o único que consegue… me fazer perder o controle? — Sim — ele murmurou, os lábios se encontrando em um beijo lento e carregado de intensidade. — Mas não é só isso. Eu quero que você sinta, que queira… que perceba que não existe ninguém mais para mim. Ninguém nunca me consumiu assim, como você. Elena suspirou, entregando-se ao toque, a respiração entrecortada, e provocou: — Então me diga… o que vai fazer agora que finalmente me tem tão perto? Ethan sorriu, rouco de desejo: Ela fechou os olhos, os lábios pressionando os dele, sentindo cada gesto, cada toque, cada sussurro e naquela monento ninguém mais importava além deles.
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