Todas as cartas que não foram lidas

1780 Palavras

               Preparei um café forte e busquei a caixa, tinha tido uma noite boa, apesar de como ela havia começado, mas não dormir teria as suas consequências, eu não tinha mais quinze anos. Acabei sentando-me no sofá da sala para abri-la com cuidado: haviam tantas cartas escritas à mão que eu m*l podia contar, todas eram curtas, uma folha de papel amarelado pelo tempo, escritas com caneta esferográfica preta, com a caligrafia simples e ao mesmo tempo caprichada de Dom, eu comecei com a primeira: “27 de maio de 2007                 Você foi embora. Melinda, como você pode? Eu estou aqui agora, chorando, com meu coração partido. Acho que você nunca vai saber como é que eu me sinto... Eu amo você, e eu não quero te perder. Eu quero que você volte, porque eu não vou saber me virar sem voc

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR