SILVER A noite está serena, como uma pintura delicada. O ambiente, silencioso e acolhedor, parece flutuar em uma paz absoluta. A casa, finalmente tranquila após o agito do dia, parece suspensa no tempo. As crianças, exaustas da energia de suas brincadeiras, dormem profundamente. Eu olho para o relógio e sinto a ansiedade tomar conta de mim, o momento está próximo. Helena logo estará nos nossos braços. A luz suave da lua entra pela janela, envolvendo o quarto com uma suavidade que parece etérea, quase como se o próprio tempo estivesse pausado, aguardando esse instante. Mas, então, tudo muda. Uma sensação de calor e tensão percorre minha espinha, e o que antes era apenas uma leve apreensão agora se torna uma certeza dolorosa. Uma dor, súbita e intensa, atravessa minha barriga, como se o

