Trinta minutos depois estou parada em frente a minha antiga casa. Quanto tempo... Está do mesmo jeito que me recordo. Respirei fundo, procurando um pouco de coragem. Desci do carro e ativei o alarme do mesmo. Atravessei a rua, antes de eu chegar à porta, ela foi aberta e Dianna correu até mim. — Minha filha. — ela disse me abraçando. Eu continuei parada, sem retribuir o abraço. Ela me soltou e me olhou confusa. Dianna estava com os olhos cheios de lágrimas. — O que foi, Demi? — ela perguntou me olhando. Ela ia tocar meu rosto e eu recoei. — O que quer? — perguntei seca. — Eu não posso me arrepender? — ela perguntou ofendida. — Por que agora? — perguntei no mesmo tom. — Eu quis te procurar antes, mas meu orgulho não deixou. Você quer entrar? — ela perguntou. — Será uma coisa rápida.

