Theo estava sentado na sala, a luz do entardecer desenhando sombras douradas sobre o rosto sereno de Domitila. Ela movia-se pela casa com uma graça quase dançante, organizando livros e flores secas em vasos, como se cada gesto fosse um verso de uma poesia que só ela conhecia. Seus olhos brilhavam com uma certeza que o comovia e, ao mesmo tempo, o deixava perdido. Ele a admirava — aquela mulher que o resgatara das cinzas we q uase da morte, que o envolvera em cuidados tão dedicados durante sua recuperação. Ele se sentia no dever de retribuir os cuidados delay, e levando ela de volta para sua familia. OU apenas a deixando de colta a realidade Domitila parou diante dele, segurando uma fotografia antiga com as bordas desgastadas. Seus dedos acariciaram o papel como se tocassem um tesouro. —

