Domitila estava sentada no consultório, observando com atenção as pílulas que o médico havia lhe dado. Os dias haviam sido longos, e cada passo parecia pesado. Mas, aos poucos, ela começava a perceber que algo estava errado. Ela sabia que havia algo de estranho nas memórias que tinha de Theo, algo que não se encaixava direito, e as sessões de terapia estavam começando a trazer à tona essas dúvidas. Os primeiros dias tomando os remédios foram difíceis. Ela se sentia cansada, com a mente turva, como se estivesse acordando de um pesadelo constante. Mas, conforme o tempo passou, ela sentiu uma leve melhora. Sua mente parecia mais clara, e as vozes que ela costumava ouvir começaram a se calar. Ela não sabia o que fazer com as novas percepções, mas algo dentro dela começou a questionar tudo o q

