DOUGLAS Mano, o inferno tava solto e eu tinha aberto a porta. Quando joguei o fuzil no chão e gritei pra parar, o Marreco me olhou como se eu tivesse cuspido na mãe dele. Os tiros não pararam, pelo contrário — a p***a da invasão ganhou vida própria, como um monstro que eu tinha soltado e agora não conseguia mais controlar. — Tá maluco, moleque? — o Marreco berrou, segurando meu braço com força. — Agora tu quer dar pra trás? Jogou a isca e quer correr? — Olha o que a gente tá fazendo! — gritei de volta, apontando pros corpos no chão. — O Magrão tá morto! O Juninho! Gente da minha quebrada! Meus irmãos do morro, p***a! — Guerra é guerra! — ele cuspiu, os olhos injetados. — Ou você acha que o Ben ia ter pena da gente? Nesse momento uma bala passou zunindo do nosso lado, quebrando o vidro

