Rancho Archen, um rancho especializado na criação de vacas leiteras e lar de Alexander, um jovem de 18 anos que vive no rancho junto de seu tio, George, um homem de cabelos grisalhos e já se encontrava no auge de sua idade, e sua prima, Jess, uma ruiva um ano mais velha que Alexander e tambêm muito competitiva com o garoto, quando não estavam brigando, estavam competindo para saber quem era o melhor atirador.
Era só mais um dia comum no rancho, Alexander e Jess como sempre tinham a taréfa de verificar as cercas e armadilhas que ficavam ao redor do rancho. Era comum que predadores como raptores tentassem entrar no terreno para se alimentar das vacas, e por isso era sempre importante fazer as verificações para saber se ouve alguma tentativa por parte dos predadores.
Mesmo nisso, era normal que ambos gostassem de competir um contra o outro, mas no fim era veredito geral de que Alexander sempre se saia melhor montando armadilhas, enquanto Jess conseguia acertar um alvo a quilometros de distância, a garota tinha um talento nato para ser atiradora, não é atoa que ela costumava receber propostas de casamento de homens que a desafiavam e eram sempre humilhados.
- Você sabe que só saber montar armadilhas não vai ajudar muito se um bando inteiro pelas cercas. - Disse a ruiva zombando de Alexander que estava montando as armadilhas de poço, armadilhas que ao serem ativadas, derrubariam suas vitimas em um poço profundo independente de seu tamanho.
- E você sabe que um simples rifle não adianta de nada contra carnotauros... - Diz Alexander devolvendo a zombaria, e de fato, ele não estava errado. Mesmo que raros, carnotauros eram predadores de médio porte incrivelmente temidos pela região, nunca se poderia abaixar a guarda em relação a esses animais.
E com isso, Alexander acendeu um estopim de briga que só se encerraria quando ambos fossem dormir. George chegou e pegou ambos no apice de sua discução infantil, e com pulso firme, ele deu um basta naquela infantilidade.
- Cada um de vocês tem uma importância nesse rancho. Alexander, se você pretende desmerecer a habilidade de tiro de sua prima, então comece a aprender a acertar pelo menos um rato ou compsognathus. - Diz para o garoto e notando sua filha com um sorrisinho ao ver o primo tomar bronca, mas ele não seria o único. - Jess, você é mais velha que ele então aja de acordo com sua idade. Saber atirar pode ser importante mas não adianta de nada se você estiver sem munição e sem um poço a sua volta para te proteger. - George sabia como se impor com sua filha e sobrinho, os anos de experiência no rancho e como caçador o fizeram um pai e tio rigoroso porém amavel. - Já que vocês gostam tanto de competir, encerrarei as tarefas de segurança de vocês por hoje e os colocarei para competirem em ver quem limpa o velho armazém do rancho mais rápido. - Diz dando o castigo dos dois e vendo as caras de decepção pela taréfa que receberam.
Já no velho armazém, Alexander e Jess abrem a porta do local e apenas se deparam com centenas de teias de aranhas, dúzias de ossos velhos de animais e toneladas de tralhas velhas que provavelmente deviam estar ali antes mesmo deles nascerem.
- Seguinte, pirralho. Eu limpo a esquerda do armazém e você limpa a direita, e assim um não esbarra no lixo do outro. - Diz Jess para Alexander já que ambos ainda estavam brigados.
- Feito, cabeça de morango. - Diz Alexander usando o apelido de sua prima que ele usa apenas quando estão brigados.
E com isso, a limpeza começa. O armazém estava tão sujo que era impossível saber a cor original de alguns objetos pelo tanto de poeira que se encontrava no local, junta isso a quantidade nojenta de insetos mortos e vivos que eles encontravam cada vez que se aprofundavam cada vez mais na limpeza.
Até que algo curioso ocorre, Alexander encontra uma espécie de amuleto, parecia ser feito de ouro mas provavelmente não valia muita coisa, mas algo o dizia que ele deveria ficar com aquilo, não é todo dia que se acha um souvernir legal em uma limpeza em um rancho.
Já no fim do dia, ambos estavam tão exaustos que ao entrarem em casa, comeram feito porcos, o que fez com que George acha-se toda a situação engraçada, e claro, ele não reparou no amuleto em Alexander pois o rapaz o usava por dentro de sua camisa. Ao terminarem de comer, ambos apenas vão para o quarto se trocarem e finalmente dormirem após o dia de hoje.
Alexander e Jess dividiam o mesmo quarto, mas era um quarto grande o suficiente para que cada um tivesse seu próprio canto sem que interrompessem a privacidade um do outro. Jess como forma de zombar de seu primo, assim que ambos entraram na adolescência, ela fez questão de colocar uma enorme lona preta no meio do quarto para que ele não a espia-se.
- Se você ousar botar sua cabeça do meu lado do quarto, eu juro que os raptores não serão os únicos a provaverem minha munição. - Diz ameaçando seu primo que apenas revira seus olhos e vai para a sua cama.
Quando estava prester a dormir, Alexander apenas escuta sons estranhos e muito altos vindo do lado de fora da casa, e não era qualquer som, eram sons de Utahraptores, animais grandes e mais perigosos que os raptores comuns. Ele olha pela janela para ver a gravidade da situação, e não acredita ao ver que homens armados estavam montados nesses Utahraptores, e o lider era um homem que aparentava ser alto usando roupas pretas e montado em um Utahraptor de coloração vermelho sangue, ele nunca tinha visto um animal igual aquele.
Ele corre e acorda sua prima ao mesmo tempo que George abre a porta do quarto deles e os leva até o porão de casa com Jess ainda um pouco sonolenta e tentando processar o que estava acontecendo.
- Eles estão atrás do amuleto - Aquilo deu estalo em Alexander.
- Esse amuleto? - Diz mostrando para seu tio
- Quando foi que você pegou isso, seu i****a? - Diz Jess para seu primo
- Isso não importa, Alexander e Jess, eu preciso que vocês entrem nesse tunel e vão para o vilarejo mais próximo do rancho, tenho uma amiga por lá que ajudara vocês, o nome dela é Delilah. Digam que mandei vocês e ela saberá o que fazer em relação ao amuleto. - Diz entregando mochilas com comida e roupas para os dois e preocupando sua filha.
- Espera, mas e quanto ao senhor? Eu não vou deixar você aqui sozinho com aqueles homens- Diz Jess já em lágrimas sabendo o tipo de besteira que seu pai fária.
- Existem coisas na vida que homens velhos como eu precisam fazer para compensar o passado, minha joaninha. Quero que você e seu primo cuidem um do outro, vocês são família, e família sempre cuida um do outro. - Diz e já nota o som dos animais arranhando as portas com suas enormes garras para entrarem na casa. - Não temos tempo, vão rápido, eu prometo que vamos nos ver em breve, crianças. - Diz empurando ambos para o tunel e explodindo uma dinamite que o efeito da explosão faz diversas pedras cairem na entrada, impedindo que qualquer um tenta-se segui-los.