Manuela narrando Tava ali, no quarto do hospital, tentando me concentrar em qualquer coisa que não fosse a dor chata que insistia em ficar no pé da minha barriga. O Dom tava do meu lado, como sempre, aquela presença que me deixava mais calma e, ao mesmo tempo, me irritava porque ele não parava de perguntar se eu tava bem. — Amor, precisa de alguma coisa? Quer água? Quer que eu chame alguém? — ele perguntou pela milésima vez, passando a mão na minha barriga. — Dom, pelo amor de Deus, calma. Eu tô bem, só incomodada. — respondi, respirando fundo. — Fica aqui e só faz carinho, tá bom? Ele riu de canto, mas continuou passando a mão na minha barriga, falando baixinho pros bebês. — Diego, Júlia, dá um tempo pra mamãe descansar, hein? Já já vocês saem daí, molecada. — ele murmurou, com um s

