Diego narrando O vento batia forte na cara enquanto eu e o Pezão subíamos a viela principal do morro. A poeira misturada com o cheiro de churrasco e maconha era quase nostálgica. Mas minha cabeça não tava ali. Não conseguia parar de pensar na cena de mais cedo. Aquele viciado desgraçado, irmão da Thainá, tinha deixado a mina no fundo do poço. E pra piorar, ela precisou se humilhar ali, na frente de todo mundo, pra conseguir o mínimo de respeito. — Na moral, Pezão, que p***a foi aquela? — Perguntei, sem disfarçar o tom de indignação. — Tu viu o estado da mina? Ela tava transtornada, mano. E tu nem pra ouvir a garota? Ele soltou um suspiro pesado, passou a mão pelo cabelo e olhou pro chão enquanto andava. — Diego, tu não tá entendendo, mano. O bagulho foi rápido. Meu pai me chamou no rá

