Capítulo 272

1486 Palavras

Diego narrando Minha cabeça ainda fervia. O volante parecia quente nas minhas mãos, e eu respirava fundo a cada esquina que dobrava. A cena dos braços da Júlia marcados não saía da minha mente. Eu ainda sentia o ódio pulsando no peito, como se estivesse pronto pra explodir em qualquer momento. O rádio do carro tocava um funk qualquer, mas eu m*l ouvia. Só queria chegar logo na Providência e botar os pés no chão onde tudo começou. Aquela subida era mais que só um caminho; era uma volta ao passado, um reencontro comigo mesmo. Quando avistei a primeira barricada, abaixei os vidros do carro. O moleque que tava na contenção levantou o braço, com o fuzil pendurado no ombro, e gritou: — E aí, Diegão! Bem-vindo de volta, parceiro! Tá em casa! Dei um aceno rápido, com um meio sorriso no rosto

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