Capítulo 256

1043 Palavras

Dom narrando A noite já tinha caído há horas, mas eu ainda tava sentado na laje de casa, olhando pro morro lá embaixo. As luzes da comunidade piscavam no horizonte, algumas janelas iluminadas, outras apagadas. O silêncio só era cortado pelo barulho distante de um baile rolando em outro ponto do morro. Fumei o último trago do meu cigarro, deixei a fumaça sair devagar e apoiei os cotovelos no joelho. — c*****o, que vida doida… — murmurei pra mim mesmo. A festa dos gêmeos foi perfeita. Manu tava radiante, parecia uma estrela naquele vestido vermelho colado no corpo. Cada curva dela, cada detalhe, tava gritando “sou f**a”. E, p***a, ela era. Ela passou por tanta coisa pra chegar até aqui, pra se sentir bonita de novo, pra se olhar no espelho e sorrir. E eu? Eu sou um merda quando fico surt

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