Capítulo 27

997 Palavras

A noite caiu trazendo com ela algo diferente na fazenda. Não era só mais um fim de dia. Era noite de tradição. Na senzala, as luzes da fogueira começaram a se acender, os tambores improvisados ganhavam ritmo, e as vozes se uniam em cantos antigos, carregados de história e resistência. Jamila sentia aquilo no peito. Era mais do que uma festa. Era identidade. Era memória. E, por um instante, ela pensou em alguém que nunca tinha visto aquilo… — Sol. Jamila hesitou. Nunca tinha feito aquilo antes. Mas, mesmo assim, decidiu. Na casa grande, Sol estava em seu quarto quando Jamila apareceu na porta. — Posso falar com você? Sol sorriu. — Sempre. Jamila respirou fundo. — Hoje… vai ter uma festa lá na senzala… uma festa nossa. Sol ficou curiosa. — E…? Jamila abaixou um pouco o o

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