No outro dia, ainda muito cedo, a fazenda seguia sua rotina… mas longe dali, outra história começava a se cruzar com a de Jamila. Dona Ofélia saiu acompanhada de um feitor até o local onde aconteciam as negociações. Ela já tinha um objetivo claro. Queria uma escrava só para ela. Alguém que a servisse de perto, que estivesse sempre ao seu lado. Ao chegar, o cenário era o de sempre. Mulheres alinhadas. Olhares baixos. Corpos cansados. Marcas de sofrimento que não precisavam de palavras. Ofélia caminhava devagar entre elas, observando cada uma com atenção. Perguntava idade, origem, valor… mas nada parecia agradar completamente. — Essa não… — dizia. — Muito fraca. — Essa também não serve. O tempo passava. Até que, de repente, ela parou. Seus olhos se fixaram em uma mulher. Tin

