O cheiro de algo muito forte invadiu minhas narinas, o que me fez abrir os olhos e notar o embaçado das vistas aos poucos criar formas. Eu acordei ouvindo o choro de um bebê, o meu bebê e, por um grande milagre, não tive sonhos e nem nada tentando me puxar de volta. — Ajudem-na! — ordenou uma voz rouca e cansada. Fui recobrando os meus sentidos sentindo dores para todas as pontas do corpo, até que finalmente sentei e só então recordei, em meu último minuto lúcida eu estava me tornando mãe. Notei que Tesla, a velha anciã parteira, minhas criadas e todos os personagens não citados durante a história, as fêmeas no caso, estavam ali. — Seu filhote tem fome. — falou a velha me fazendo olhá-la. Não respondi, apenas vi Tesla trazer um bebê gordo, chorão e enrolado em panos brancos. Ainda qu

