capítulo 136

975 Palavras

📓 Isabela Duarte Acordei do nada. Não teve sonho, não teve aviso. Só meu corpo arrancando o ar como se tivesse sido puxado pra fora de um buraco fundo demais. O quarto da Sera tava escuro. O único ponto de luz era o poste da rua atravessando a cortina e batendo de leve no rosto do Theo, que continuava no meu colo como se fosse sentinela. Eu tava toda torta na cama dela, com a roupa amassada, o coração batendo no ritmo errado. Demorei uns segundos até lembrar onde eu estava. Demorei mais uns três até lembrar porquê. Senti um gosto amargo na boca. Senti o cheiro de Sera no travesseiro. Senti a falta dela como um peso no meio das costelas. Coloquei o Theo no lugar dele, ajeitando a orelhinha torta como ela fazia, e fiquei ali um instante… olhando o bicho como se ele fosse me dar

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