📓 Isabela Duarte Olhei pra ele, o rosto queimando de raiva e vergonha, mas a voz saiu na lata, do jeito que só quem tá no limite consegue: — Sabe por que eu danço, Adrian? Eu danço pra minha irmã, pra pagar os remédios dela, exames tudo que ela precisa. Pra Sera. Ela é doente, p***a. Tu faz ideia do que é isso? Viver cada noite sem saber se vai ter o amanhã? Ele estreitou os olhos, mas o sarcasmo veio frio, cortante: — Claro. Por isso dança feito vagabunda, né? A palavra doeu, mas eu engoli o veneno e não dei nem meio passo pra trás. — E você? Compra boate pra quê? Pra tentar esquecer que é vazio? Vem me chamar de vagabunda, mas não aguenta nem olhar no espelho. Tentei sair de novo, mas a mão dele travou minha fuga, puxando com aquela pegada que não pede, ordena. Me prendeu d

