capitulo 118

1155 Palavras

📓 Adriel Monteiro O corredor da clínica parecia um campo de guerra. Gente correndo, enfermeiras empurrando macas, monitores apitando em sequência. Eu caminhava de um lado pro outro, as mãos no cabelo, o coração batendo num ritmo que nem eu conseguia acompanhar. — Senhor! — uma enfermeira me chamou, aproximando-se. — O senhor é acompanhante da paciente Serafina Duarte? — Sou. — respondi rápido. — Ela… ela vai ficar bem? — O médico responsável está vindo falar com o senhor. — disse, tentando me acalmar. — Por favor, espere na sala ao lado. Entrei no consultório com as pernas bambas, o cheiro de álcool me sufocando mais do que o próprio medo. As luzes pareciam fortes demais, o relógio fazia barulho demais, e o ar-condicionado não bastava pra esfriar o que queimava dentro do peito. A po

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