Raiva crescia a cada segundo, alimentada pela humilhação e pela dor de ser substituída tão facilmente. Depois de alguns minutos, ela caiu no sofá, exausta e soluçando de tanto chorar. "Não vou deixar isso assim," murmurou para si mesma, enquanto a respiração voltava ao normal. "Ele vai pagar por me tratar desse jeito. E essa garota... Ela vai se arrepender de ter cruzado meu caminho." Carla começou a planejar. Precisava saber mais sobre Mariana, entender seus movimentos, descobrir seus pontos fracos. Pegou o telefone e ligou para uma amiga que trabalhava no bar onde Pedro costumava frequentar. Elas tinham uma amizade antiga e confidencial, e Carla sabia que poderia contar com ela para obter informações. ― Oi, Lu, sou eu, Carla. Preciso da sua ajuda. ― disse Carla, tentando manter a voz

