Bryan estava sendo corroído por dentro. Ele se aproximou da churrasqueira para pegar uma cerveja gelada no cooler, tentando parecer descontraído. Estava descalço, o short molhado colado às pernas, os cabelos bagunçados pela água da piscina mas os ombros... os ombros carregavam um mundo. Seu pai, Nathanael, estava virando a carne com uma expressão impassível, e não demorou a abrir a boca: — Filho... sugiro que você diminua a bebida. Bryan congelou. Sentiu como se uma corrente invisível tivesse puxado seu corpo de volta para aquele hospital, para os olhares de julgamento, para as vozes cochichando que ele era forte demais, bruto demais. Incapaz de controlar o que carregava por dentro. Os olhos de toda a família se voltaram para ele. Nenhum deles disse nada — mas estavam ali. Os julgamen

