Mia voltou determinada. O roupão ainda colado ao corpo molhado, os cabelos úmidos grudando na nuca, a pele vermelha pela raiva e pelo calor da jacuzzi. Mas agora era outro tipo de calor que queimava dentro dela. Justiça. Revolta. Dor antiga que finalmente ganhava voz. Ela cruzou o santuário da cachoeira com passos firmes, segurando o tablet como uma arma sagrada. Ao se aproximar do sofá, apontou para a gigantesca TV de plasma. Digitou no controle, conectou o aparelho. O som do sistema acusou a entrada com um bip, e em poucos segundos as imagens começaram a tomar conta da tela. Bryan se virou, o olhar ainda carregado. Curioso. Tenso. Mas relutante. Ele não queria ver. Não queria confirmar o que sempre temeu. E, ao mesmo tempo, não suportaria a certeza do erro. — Pode olhar pra TV,

