Diana Blake
Estavamos na estrada já fazia uma hora, não havia muitos errantes na estrada, estava tudo muito tranquilo.
-Isso é estranho. Falei.
-Oque é estranho?. Perguntou Rick.
-A estrada, não tem nenhum errante por aqui, normalmente eles estão por todos os lados. Respondi séria.
-É, realmente é estranho, mas sabe o pior a gasolina tá acabando rápido demais, não sei oque tá acontecendo. Disse.
Não deu nem cinco minutos e escutamos um estrondo na frente do carro, fumaça subia pelo capô, Rick desceu e foi ver oque tinha acontecido, e pelo visto algo com o motor e estar vazando muita gasolina, sem escolhas saímos andando com a nossa bagagem, faltava um certo tempo até chegarmos em Atlanta, andando isso dobrava.
Já estávamos andando a alguns minutos, quando avistamos uma fazenda, nos aproximamos e quando olhamos pela janela já vimos um errante, Rick foi olhar a camionete que tinha bem em frente a casa, ela estava com o tanque vazio, ele estava sem esperanças de acharmos algo pra nós ajuda no caminho, quando escutamos um relinchar, olhei pra trás e vimos um garanhão, lindo, parecia bem cuidado.
-Olha, não temo muitas opções, oque acha?. Perguntou ele.
-Pra mim tá prefeito. Respondi sorrindo pro mesmo.
Ele pegou uma corda e foi até o cavalo, ele era arrisco, mas Rick conseguiu colocar a cela nele, ele subiu e logo me estendeu a mão como ajuda, assim que me ajeitei o cavalo começou a correr.
-Vai com calma grandão, faz tempo que não monto a cavalo, vai ter que me ajudar. Dizia ele pro cavalo.
Depois disso chegamos rápido a Atlanta, no começo da cidade estava tudo mais ou menos, passamos por alguns errantes porém não muitos, queria pensar que talvez na cidade em si não teria tantos, mas acho que estava enganada, assim que chegamos ao centro da cidade começou a aparecer mais errantes, o cavalo já tinha começado a ficar mais rebelde, e derrepente quando viramos uma esquina, demos de cara com uma orda enorme, talvez centenas deles, o cavalo empinou logo jogando eu e Rick no chão, nos levantamos com pressa e começamos a correr e atirar nos que conseguíamos, parecia que muitos se juntaram a rua principal assim que ouviram o cavalo e os tiros, estavamos completamente cercados, procuravamos uma brecha quando ouvimos um som do alto, ficamos meio atordoados mas vimos um helicóptero, não tivemos tempo de admirar, logo acabei me afastando de Rick e entrando em um beco, eu estava perdida quando senti alguém segurar no meu ombro.
-VEM COMIGO GAROTA, AGORA. Gritou um garoto asiático.
Eu sem muitas escolhas corri acompanhando o garoto, que conseguiu entrar em uma loja onde não avia nada, só um rádio e uma visão boa da rua, não foi muito claro mas consegui ver Rick entrando em um tanque que se encontrava bem no meio dos errantes.
-Oque vocês estavam pensando quando atiraram? Vocês atraíram muitos deles. Dizia o rapaz meio nervoso.
-Desculpa, estávamos encurralados. Respondi.
-Não, eu entendo, só estou nervoso porque agora não conseguiremos sair daqui tão facil, mas acho que consigo falar com seu amigo pelo rádio que tem dentro do tanque. Disse ele focado.
-Acha que o beco ainda está vazio?. Perguntei.
-Provavelmente, nos corremos rápido, não nos viram. Respondeu.
Ele começou a mexer no rádio e logo conseguiu uma linha direta com o tanque.
-Ei, o****o, você mesmo, dentro do tanque, tá gostoso aí?. Falou ele com ironia.
Logo Rick respondeu, e o rapaz que se chamava Glenn, deu exatas instruções para que ele saísse logo do tanque e fosse até mesmo beco onde ele me encontrou, não demorou muito pra Rick fazer exatamente isso, Glenn correu pra encontrar ele enquanto eu comecei a subir uma longa escadaria, que Glenn disse que daria no térreo do lugar onde o grupo dele estava, assim que cheguei no topo comecei a observar os dois correndo, e por muita sorte chegaram na escada inteiros, quase, o chapéu de Rick e a bolsa de armas ficaram na rua. Assim que eles chegaram no terraço Rick veio me abraçar.
-Achei que tinha te perdido. Dizia ele em lágrimas.
-Sabe que eu sou mais espera que você, mas devo minha vida ao asiático aí, se não fosse por ele eu estaria morta com certeza. Falei sorrindo pro mesmo.
-Imagina, eu gosto de pensar que se fosse eu alguém faria o mesmo por mim, talvez eu seja mais i****a que vocês dois.
Assim que ele respondeu começou a nos guiar por umas escadas, que acabou em outro beco, o rapaz falou pelo rádio com outras pessoas e logo dois homens muito bem equipados mataram alguns errantes que aviam lá. corremos o máximo logo entrando em uma sala, não deu tempo nem de respirar e tinha uma louca apontando uma arma pro Rick, que por acaso estava travada, antes que ela falasse algo eu a segurei pelos braços e com um unico movimento a derrubei.
-Acho melhor você pensar direito antes de apontar isso pra alguém. Falei.
-Vocês acabaram de nos m***r, atirando daquela forma pela rua, atraíram muitos deles, não vamos poder sair daqui. Dizia a mulher.
-Diana solta ela, por favor. Pediu Rick.
Soltei a mulher que logo se levantou me olhando com raiva.
-Nos achamos que não tinha mais saída, atiramos pra nós proteger. Diz Rick.
-Entendemos, mas mesmo assim vocês atraíram muitos deles, estamos totalmente cercados. Disse uma mulher n***a.
-Olha, vamos dar um jeito, nos sempre conseguimos, não vai ser hoje que vai ser diferente. Diz Glenn.
Antes que qualquer um argumentasse ouvimos muitos tiros no telhado, todos correram pra cima e ouvi alguém dizer o nome "Merle", assim que chegamos vi um homem um pouco velho atirando cegamente em zumbis na rua, bom, não deu nem tempo e já tinha uma confusão, o homem era um b****a racista, tentou ir pra cima do Rick mas não conseguiu, o cara levou um ótimo soco na fuça e acabou algemado, posso dizer que ver ele cuspindo sangue foi totalmente satisfatório.
Horas depois...
Eu estava em um dos cantos do telhado observando a rua, avia realmente muitos zumbis, eu estava tendo algumas ideia mas nenhuma era realmente boa, fiquei ali por mais alguns segundos quando ouvi T-dog chamar todos.
-Olha, tivemos uma ideia mas ela é bem doida. Disse ele.
-Manda bala. Respondi.
-Então, estávamos pensando e acho que poderiamos no camuflar entre eles, Glenn disse que eles sentem nosso cheiro e também tem boa visão, achamos que se conseguimos sangue de um e passarmos em nós talvez fiquemos camuflados. Falou Rick.
-Sim isso da certo, usei esse método uma vez, mas tem que ser mais do que sangue pra realmente ficarem camuflados. Respondi.
-Bom, vamos ver se ainda tem algum no beco e começarmos o trabalho. Disse jacqui.
Eles fizeram tudo certo, a roupa coberta de tripas e sangue, eu não quis ir com eles, os que acabaram nessa missão foram Glenn e Rick.
Assim que eles sairam na rua com aquela roupa totalmente podre começaram a ver que estavam passando despercebidos, tudo estava indo bem, até uma nuvem bem carregada de chuva começar a fazer seu serviço, os pingos grossos de chuva estavam caindo na rua, começamos a ver que o errantes aí percebiam Glenn e Rick ali, os mesmo começaram a correr e conseguiram sair de perigo, logo todos respiraram em paz, agora era só ouvir o sinal deles e logo sairíamos dali.
Eu estava sentada observando o céu quando vi a loira que eu imobilizei mais cedo vindo até mim.
-Olha garota você fez de manhã não foi legal, você devia me pedir desculpas por isso, eu sou bem mais velha que você e acho que me deve isso. Disse ela autoritária.
-Entao, não vai rolar não, você apontou uma arma pra cara do meu irmão, eu não deixaria você o machucar mesmo sabendo que sua arma estava travada. Falei sorrindo ironicamente pra mulher.
Antes que ela respondesse ouvimos um som de alarme de carro ao longe, logo depois ouvimos o rádio nós avisando pra corrermos pro lado de trás do prédio, quando começamos a pegar as coisas vi que T-dog tinha deixado a chave que soltaria as algemas do cara b****a cair em um ralo.
-Por favor vocês não podem me deixar aqui. Implorava o homem.
-Gente, ele tá certo, não podemos deixar ele aqui, é o mesmo que deixarmos ele pra morrer. Falei séria.
-Diana não tem outro jeito, nós temos que ir agora. Gritou a loira.
Eu não queria deixar o homem ali, logo peguei uma faca grande que eu tinha e entreguei pro homem.
-Isso aqui é só em caso de emergência, eu vou trancar a porta e prometo a você que vamos voltar pra te buscar. Falei firme.
Ele não estava com uma cara boa mas acabou que eu não tinha escolha, corri com os outros e tranquei a porta como disse, avia muitos zumbis entrando pela porta da frente do prédio onde estávamos, então tivemos muito pouco tempo pra correr e entrar na carroceria do caminhão que nos esperava nos fundos, graças a Deus conseguimos sair daquele lugar, mas sei que teríamos que voltar por aquele homem, eu avia prometido e eu cumpriria...