Capitulo 11 - Vamos Morrer

1395 Palavras
Daryl Dixon Acabei acordando em uma biblioteca, não entendia o porquê estava ali até minhas lembranças voltarem, e com elas a conversa que tive com a Diana, aquela garota era uma caixa de segredos que me fazia ser curioso, paro de pensar nisso e vou pro lugar onde ouço vozes altas, grande parte do pessoal estava ali, estavam tomando café, eu me aproximei e comecei a comer também, reparei em como o garoto coreano estava com uma cara de acabado, esse com certeza não vai beber nunca mais, porém também percebi o tal Shane chegando, ele estava com um arranhão péssimo no pescoço, aquele cara acha que engana todos, mas eu não, peguei ele e a mulher do Rick na floresta duas vezes, não sei como aquele pessoal não percebia os olhares, povo desatento. Quanto todos terminaram de comer fomos juntos pra uma grande sala cheia de computadores, o tal médico estava lá, mas tinha algo, ele estava estranho, começou a falar e mostrar pros outros como o vírus era e como funcionava no corpo, eu não estava nem aí pras merdas que aquele cara falava, mas uma coisa me chamou atenção, ele disse algo como se tudo pudesse explodir quando o combustível do prédio acabasse. -E temos quanto tempo?. Perguntou Rick. -Ate aquele relógio zerar. Aprontou pra um timer que contava meia hora. -Você tá ficando maluco, abre essa porta AGORA. Gritei sem paciência. -Eu avisei que assim que entrassem não iriam mais sair, as portas de fora não podem mais ser abertas. Respondeu. Antes de qualquer coisa acertei um soco na cara dele. -VOCE NOS COLOCOU AQUI DENTRO PRA NOS m***r?. Gritei. -La fora vocês iriam morrer de qualquer forma, só estou adiantando o processo. Disse. - E EU VOU ADIANTAR MAIS AINDA PRA VOCÊ. Falei indo pra cima dele. Rick me segurou, começou a dizer que iríamos dar um jeito, eu me afastei, peguei um machado que avia ali e comecei a bater com ele na porta de ferro que nos trancava, eu não podia morrer aqui, eu não perdi o Merle pra morrer dessa forma. Depois de um tempo tentando eu parei, ouvi Rick falando com o cara, logo ouvi que tínhamos poucos minutos pra pegarmos tudo e sair dali, ele disse que abriria uma porta mas as da entrada ele não podia fazer nada. Logo todos foram correndo pegar suas coisas, e eu peguei as minhas, mas logo percebi que não vi Diana o tempo todo até agora, corri pro quarto dela e a vi deitada dormindo ainda, tentei não sei totalmente grosseiro ao acorda lá. -Diana, ei, acorda, nos temos que ir. Falei. Ela de imediato abriu os olhos. -Ir pra onde?. Perguntou. -Temos que sair daqui agora, eu não posso explicar, temos que correr. Disse a puxando da cama. Ouvi ela resmungar mas disse que explicava tudo assim que saíssemos de lá, vi ela pegando oque precisava e logo corremos, quando chegamos na sala de controle poucos ainda estavam lá, percebi que Jacqui decidiu ficar, Andrea e Dale também, eu apenas acenei com a cabeça pra eles e corri, puxando Diana que vinha logo atrás, quando chegamos nas portas da frente vimos que realmente não tinha jeito, até Carol pegar uma granada e entregar a Rick, que logo nos mandou se afastar e jogou, eu coloquei meu corpo sobre o de Diana, logo vimos que a granada funcionou, saímos de lá já entrando nos carros, nos abaixamos mas antes vimos Dale e Andrea saindo de lá também, em poucos segundo ouvimos um estrondo, fogo por todo lado, com pressa todos ligamos os veículos e saímos de lá, aquele barulho com certeza atrairia todos os errantes da cidade pra cá, eu não gostaria de estar aqui quando acontecesse, pisei firme na moto seguindo os carros a frente, não sei onde iríamos agora, mas com a pouca gasolina que temos não chegaríamos longe. Diana Blake. Depois que eu fui acordada pelo caçador e quase explodida finalmente entendi tudo oque havia acontecido, e meu Deus que loucura, estávamos agora sem rumo pelas estradas, vi Daryl com sua moto passando ao lado do trailer, logo ele faz sinal e avistamos um engarrafamento, antes que pensássemos ouvimos um estrondo, era o trailer, algo com a mangueira pelo visto, nós descemos e ficamos observando Dale falar que iria demorar um pouco pra ficar pronto. -Oque vocês acham de vascular esses carros e ver se acham algo de útil. Disse Shane. -Ótima ideia, vamos Carl. Falei pegando na mão do garoto que estava grudado em mim. -Eu posso ir com a Sophia?. Perguntou. -Pode sim, mas não sai de perto em. Respondi séria. Comecei a andar e vasculhar, não tinha achado nada de muito importante, até que ouvi algo incomum, um choro, fino e infantil, comecei a correr na direção do som e quando percebi vinha de um carro, me aproximei e vi que Daryl estava logo atrás, não disse nada, apenas cheguei mais perto, quando abri a porta do carro eu me assustei, era um bebê, tinha no máximo dois meses de vida, muito pequeno, e indefeso, e ao seu lado tinha um bilhete. “Minha pequena, é com muita dor que escrevo isso, espero que você consiga vencer esse mundo, pois eu não consegui, eu te amo com todo meu coração” Assim que li o bilhete passei ele pra Daryl, peguei a criança com cuidado e vi que ali avia algumas latas de fórmula (Leite). -Daryl, pode me ajudar a fazer um pouco disso pra ela? Deve estar chorando de fome. Falei o olhando. -Ta, mas vai ter que me explicar eu não faço ideia de como fazer isso. Disse ele. Eu expliquei passo a passo e logo tínhamos uma mamadeira cheia, eu coloquei na boca da pequena e vi que seu choro já avia cessado. -Era fome mesmo. Falou o caçador. -Ainda tô pasma de terem abandonado uma criança desse tamanho, os errantes podiam ter ouvido ela primeiro, não quero nem pensar nisso. Disse tentando esquecer a cena que se passava em minha mente. -E oque vamos fazer com ela agora?. Perguntou. -Eu não vou abandonar ela, vou fazer de tudo pra deixar ela segura a partir de agora. Respondi firme. -Não esperava menos, vamos cuidar pra que o pacote não chore mais de fome. Diz ele. -Não chama ela assim. Falei. Antes dele responder olhei pra trás e vi uma orda grande vindo em nossa direção, puxei Daryl pelo colete e entramos no carro onde encontramos a pequena, os vidros eram pretos, eles não poderiam nós ver, agora o foco era fazer com que a bebê não chorasse mais, ajeitei ela na cadeirinha e coloquei entre eu e Daryl, assim que a bebê se aconchegou ela fechou os olhos e dormiu. -Graças a Deus. Falei aliviada. Ficamos alguns minutos dentro do carro até a orda passar, quando vi que  estava tudo limpo me ajeitei pra sair, mas Daryl segurou meu braço e saiu primeiro, segundos depois abriu a porta ao meu lado. -Agora você pode descer. Disse ele. -Nunca vi tantos deles juntos. Falei. -É, nem eu, pega o pacote e vamos voltar pro trailer. Disse enquanto armava sua b***a. Peguei a Bebê no carro e logo tudo que havia ali que era dela, o caçador me ajudou com algumas sacolas a mãe realmente tinha deixado muitas coisas pra ela, logo saímos rumo ao trailer, quando chegamos perto vi a surpresa de todos. -Meu Deus isso é um bebê?. Perguntou Andrea. -Pelo que parece. Respondi. -Onde acharam isso?. Disse Shane parecendo irritado. -Ela estava chorando em um carro, tinha um bilhete mas não tinha nada de útil nem mesmos seu nome. Respondi. -Não devia ter pego isso, esse bebê só vai nos atrapalhar, é só mais uma boca pra alimentar. Falou Shane irritado. -É, mas eu peguei ela, e não vou deixá-la sozinha outra vez. Respondi firme. -Eu acho que devíamos deixar ela onde encontrou, assim outro trouxa pega ou um errante faz o trabalho. Disse seco. -Você tá maluco cara? Ela não vai sair daqui, agora é responsabilidade minha e da Diana, então fica na sua e bem longe dela. Falou Daryl firme. Shane não respondeu, mas logo Rick veio até nos, falando que tínhamos um grande problema, Sophia se assustou com os zumbis e correu pra floresta sozinha, tinhamos que achar ela logo, não sabíamos oque poderia acontecer...
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