Lopes Narrando Ela sentou. De uma vez. Encaixou. Perfeita. Meu paü deslizou pra dentro dela como se fosse o lugar mais certo do mundo. Como se tivesse sido feito pra estar ali. A gente gemeu junto. O som dos nossos corpos se misturando, a respiração ofegante, o suor grudando a pele. Fechei os olhos por um segundo, só pra sentir. Só pra gravar aquele momento na memória. Ela começou a rebolar. Devagar no começo, me torturando de um jeito gostoso. As mãos dela apoiadas no meu peito, os olhos fixos nos meus. Aquele olhar dela, mistura de desafio e entrega, me tirava do sério. Toda vez que ela me olhava assim, eu esquecia meu nome, esquecia meu pai, esquecia a pørra da guerra lá fora. — Saudade dessa bøceta — eu murmurei, apertando a cintura dela. — Então aproveita — ela respondeu, com a

