Carol Narrando Cheguei na Pandora com o corpo todo elétrico. As luzes piscavam, a batida do funk estremecia o piso, e o ar gelado do ar-condicionado não conseguiu esfriar o calor que o simples olhar daquele policial tinha acendido em mim. Minhas amigas já estavam na mesa VIP, uma garrafa de espumante no centro. Júlia acenou, Tânia já dançava no lugar, e Raissa me olhou com aquele olhar de advogada que tudo vê. — Finalmente! — gritou Júlia. — A rainha do Dendê se dignou a aparecer! Abracei elas, mas minha mente estava a quilômetros dali. Na curva da avenida, sob aquelas luzes azuis e vermelhas, com um homem de quase dois metros me encarando como se fosse me devorar com os olhos. — Cadê você, hein, Carol? — Raissa perguntou, passando uma taça pra mim. — Tá com cara de quem viu um fanta

