Lopes Narrando Saí do apartamento dela com o coração dividido. Metade aqui, metade lá. Não queria deixar a Carol sozinha. Principalmente depois daquela dor, daquele jeito dela desviar o olhar toda vez que eu perguntava alguma coisa. Mas a voz da Ana no telefone… ela nunca me pediu nada. Sempre foi a mais tranquila da família. A que não se metia. A que não julgava. A que nunca usou o nome do pai pra conseguir nada. Ela tava chorando. De verdade. Não dá pra ignorar. Não dá pra virar as costas. Por mais que eu queira ficar com a Carol, por mais que eu queira esquecer que tenho uma família, a Ana sempre foi diferente. Ela merece pelo menos que eu apareça. Mas enquanto eu dirigia, a imagem da Carol não saía da minha cabeça. O jeito que ela segurou a barriga. A forma como mudou de assunto

