Capítulo 27 Lopes

1340 Palavras
Lopes Narrando A noite inteira com ela e ainda assim parecia pouco. Quando a Carol apareceu naquela blitz, de vestido vermelho colado no corpo, salto alto fazendo aquele barulho no asfalto, eu quase perdi o ar. Não era o short de couro das outras vezes, mas p**a que pariu… aquele vestido abraçava ela de um jeito que dava vontade de rasgar ali mesmo. E o pior — ou melhor — é que eu já sabia. Sabia que por baixo daquele tecido fino não tinha nada. Ela subiu na moto e foi até ali. Se eu não tivesse na blitz, ela ia passar direto. Qualquer outro homem ia ver o que eu tava vendo. Qualquer outro filho da p**a ia ter a chance de olhar pra ela. Só de pensar, meu corpo reagiu. Ódio. Ciúme. t***o. Tudo misturado. Agora, aqui no banheiro, a água do chuveiro ainda escorria pelos nossos corpos, o vapor tomando conta do espaço pequeno. Eu tava colado nela, sentindo a pele macia, o cheiro do shampoo misturado com o perfume dela. Puxei a toalha das mãos dela e comecei a secar devagar, os ombros, os braços, descendo. — Essa blitz foi melhor do que a outra — ela disse, a voz rouca, cansada, mas com aquele tom de provocação de sempre. — Bandïda safadä — murmurei, passando a toalha pelas costas dela. — Senhor policial gostoso — ela rebateu, virando de frente, os olhos brilhando. Ela se abaixou pra secar as pernas, e eu fiquei ali, b***a, vendo aquela cena. A b***a dela, redonda, perfeita, virada na minha direção. A toalha deslizando devagar. Ela olhou por cima do ombro, jogou o cabelo molhado pra trás, e eu perdi a pouca razão que me restava. Segurei meu p*u, já duro, e passei de leve na entrada dela, só de provocação. — Tá querendo mais do senhor policial? — ela perguntou, a voz baixa, maliciosa. Dei um tapa na bundä dela. A carne tremeu, ela gemeu baixo. — É você que tá se aparecendo como carne de primeira numa bandeja. Ela se virou de frente, colando o corpo no meu. — Se for pra um homem com fome e gostoso como você, eu me ofereço mesmo. Joguei a toalha longe, puxei ela pelos braços, sentindo o corpo quente e molhado contra o meu. Beijei a boca dela com vontade, com fome, com tudo que eu tava segurando. Ela correspondeu na mesma intensidade, as mãos enroscando no meu pescoço. Saí do banheiro puxando ela, os dois tropeçando, rindo, se beijando. Caímos na cama, eu por cima, ela debaixo, os olhos fixos nos meus. Encaixei o p*u na entrada, pronto pra enterrar de vez, quando o c*****o do telefone tocou. Ela riu baixo. — Eu acho que isso é um aviso. — Nada disso. Não tem aviso nenhum. Empurrei, entrando devagar, sentindo ela gemer baixo. O telefone continuou tocando. Desci as pernas dela na cama, puxei ela pra beirada, e entrei com mais força. Ela gemeu alto, as unhas cravando no meu braço. O telefone não parava. TOCAVA. TOCAVA. TOCAVA. Senti a b****a dela mastigar meu p*u, quente, molhada, apertada. O corpo dela reagia a cada investida, os p****s balançando, os olhos semicerrados. Perfeita. O TELEFONE NÃO PARAVA. — Eu acho que esse som não tá legal — ela disse, ofegante. — Tá quebrando o clima. PUTÄ QUE PARIU. Saí de dentro dela com uma raiva do c*****o, levantei, fui até o criado-mudo onde o telefone não parava de tocar. Deslizei o dedo na tela sem nem olhar. Ligação On — QUE PØRRA TU QUER AGORA, ADRIANA? Uma gargalhada do outro lado da linha. — Tá nervoso por quê, amor? Você disse que eu podia ligar assim que encontrasse um lugar pra ficar. Já tô no hotel, te esperando, e nada de você entrar em contato. — Adriana, já falei pra não me encher o saco. Se alojou? Fica lá. Assim que der, eu vou aí te ver. Quando eu ia desligar, vi a Carol pelo canto do olho. Ela deu um salto da cama, balançou a cabeça, negando, e entrou no banheiro. A porta fechou. O chuveiro ligou. — Tem alguém com você? — a voz da Adriana ficou aguda. — Não é da sua conta. Quando eu terminar de fazer o que eu tô fazendo, eu entro em contato. Ligação Off Desliguei na cara dela. Joguei o telefone na cama e fui atrás. Entrei no banheiro. Ela tava desligando o chuveiro, se enrolando na toalha. A expressão fechada, mas não de raiva. De… sei lá. De algo que eu não conseguia decifrar. Abracei ela por trás, sentindo o corpo tenso. Passei o p*u de leve na entrada dela, provocando. — Eu não terminei. — Eu acho que tem alguém te esperando. Melhor você não deixar a pessoa esperando. A ponta de ciúme na voz dela me pegou de surpresa. Puxei ela pela cintura, virei de frente, sentei ela na pia do banheiro. Segurei o queixo dela, levantando o rosto. — Tá com ciúmes, morena? Ela soltou uma gargalhada. — Por que eu teria ciúmes de você? Só te vi duas vezes. E nas duas vezes não deu pra gente se conhecer direito, porque a única coisa que você conheceu foi o centro da minha b****a. E eu conheci a cabeça grande desse seu p*u gostoso. Estamos quites. Ri, mas não era risada de graça. Era de reconhecer que ela tinha razão. E ao mesmo tempo, não tinha. — Nada disso. Nada disso mesmo. — Aproximei o rosto do dela, a testa quase encostando. — Você sabe o que é esperar as horas passar? O dia inteiro, a noite inteira, pra poder saber se você ia aparecer? Saber se tu era de verdade? Ela sorriu, jogando a cabeça pra trás. Aproveitei, apertei os p****s dela com uma mão, a outra subiu até a boca dela. Enfiei dois dedos, ela chupou, os olhos fixos nos meus. Puxei, devagar, descendo a mão pela barriga, até chegar na bøceta. Enfiei o dedo pra dentro. Ela gemeu, o corpo inteiro reagindo. — Como é que pode… — a voz dela saiu entrecortada. — Ate os seus dedos são gostosos… Ri, a mão ainda no peito dela, o dedo dentro dela, movendo devagar. Ela enroscou os braços no meu pescoço, me puxando pra um beijo. Nossas bocas se encontraram, e eu continuei movendo o dedo, sentindo ela ficar mais molhada, mais quente. Tirei o dedo. Coloquei o p*u na entrada. Empurrei. Ela jogou o corpo pra trás, os braços ainda no meu pescoço, me puxando junto. Levantei as pernas dela, coloquei em cima da pedra da pia, deixando ela bem aberta. Comecei a entrar e sair, devagar no começo, sentindo cada centímetro, cada aperto. A visão era a mais perfeita que um homem podia ter. Eu não sabia se olhava pra cara dela — os olhos estreitos, a boca entreaberta, os gemidos baixinhos — ou se olhava pra entre as pernas, vendo a bøceta gostosa dela engolindo meu paü, sumindo, aparecendo, molhada, quente, perfeita. Acelerei o ritmo. Ela gemia mais alto, as unhas cravando nos meus ombros. O banheiro pequeno ecoava os sons, a água ainda escorrendo do chuveiro, os gemidos, a pele batendo. Eu tava perto. Muito perto. Ela também, pelo jeito que apertava, que me puxava, que pedia. Olhei nos olhos dela. Ela olhou de volta. E naquele segundo, uma voz atravessou minha cabeça. A voz do meu pai. Invasão no Dendê. Quinta-feira. Meu corpo diminuiu o ritmo sem que eu percebesse. Ela sentiu. — Aconteceu alguma coisa? — Nada. Voltei a bombar, mas mais devagar. Mais controlado. Ela apertou os olhos, me analisando. — Quem era a mulher na linha? — Ninguém. Ela riu, uma risada baixa, sem graça. — Eu também não sou ninguém. E tô aqui, engolindo seu paü. A frase me pegou. Pørra. Apertei ela com mais força, meti com mais vontade, tentando afogar a voz do meu pai no prazer dela. Ela gemeu, respondeu, me puxou. Mas a semente tava plantada. E não vai ser fácil arrancar. Continua...
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