A U G U S T O estávamos jantando silenciosamente - da mesma maneira que as últimas duas semanas - quando a tela do celular de yan acendeu, vibrando sobre a mesa. a palavra "irmão" parecia querer saltar para fora das cinco polegadas. - fala - ele atendeu sem tirar os olhos do prato de comida à sua frente - ah. sim. tá bom. eu aviso sim. aviso. tá bom. fica com deus. tchau, mano. eu estava dando a minha última garfada de arroz com feijão quando ele, mais nervoso do que o necessário, disse: - sim - ele respondeu ao "era o seu irmão?" perguntado pelo pai, que estava de frente para ele - disse que vai dormir na namorada. mas volta amanhã mesmo. hoje é aniversário da mãe dela, aí já tá meio tarde pra ele voltar. eles nem cantaram o parabéns ainda. yan olhou para mim rapidamente. tão sutil q

