• ஜ • BIANCA • ஜ •
Hoje é sexta-feira e para fugir um pouco da monotonia que anda a minha vida, decido sair um pouco, dar uma volta pela cidade.
- E talvez assim, conseguir esquecer.
- Todos os meus problemas.
Acabei por parar numa balada, dançar um pouco.
- Em fim divertir-me.
Ao som de Anita, eu jogo-me na pista, uma das minhas maiores paixões da minha vida é dançar.
- Não me importa o ritmo.
E permito-me assim, esquecer de todos os problemas, até me sentir observada. Tento não ligar a princípio e continuo descendo até o chão na pista.
Mas todas as células do meu corpo, ainda acusam que alguém me observa. E já sem, mas aguentar-me de curiosidade, começo a procurar de onde vem esta sensação.
- Era só o que me faltava.
- De todas as baladas.
- Ele tinha que estar logo aqui.
Sem muita demora, logo deparei-me com aquele olhar cafajeste, do Ricardo me observando.
Mesmo estando acompanhando de uma putiane, Ricardo descaradamente passeia o seu olhar pelo meu corpo.
- Mas é um cafajeste mesmo.
- Está ali, se esfregando com aquela mulher.
- Mas não tira os olhos de mim.
A minha vontade de ir até onde estão e estragar a ceninha dele com aquela lá.
- Não pensem ser ciúme.
- Pois quero distância dele.
- E, se ele se interessar por outra.
- Talvez desista, de levar-me para sua cama.
Mas convenhamos tenho direito a irritar-me, pois ele me perturba tanto tentando me conquistar e agora está lá.
Se esfregando com outra, mas sem tirar os seus olhos de mim.
- Mas querem, saber eu vim para me divertir.
- E é isso que vou fazer, e de quebra vou mostrar para ele, de uma vez por todas.
- Que não estou nem aí para ele.
Me viro saindo de seu olhar e puxo o primeiro carinha, que vejo na minha frente.
- Ei...
- Dança comigo.
- Tá chato, ficar aqui dançando sozinha.
Falo já envolvendo os meus braços no pescoço do carinha, que me olha com os olhos arregalados. Me fazendo pensar, que ele deve estar achando que eu sou doida, ou que estou muito bêbada.
- Claro Gata.
- Aliás prazer, me chamo Felipe.
Observando bem ele até é gatinho, claro nada que se compara ao Deus nórdico ali do outro lado.
- Então Felipe, está acompanhado aqui?
Não preciso olhar para trás, para saber que ainda estou sendo observada. Aliás minha pele queima, constatando tamanha intensidade do olhar.
- Na verdade, estou com alguns amigos do trabalho.
- Mas posso dispensar eles rapidinho.
- E serei todo seu gata.
Fala e antes que eu seja capaz de formular uma resposta. Ele puxa-me me apertando contra ele e inicia um beijo.
Na mesma hora que sinto, o meu corpo travar pelo contato inesperado. É como, se eu estivesse sendo submetida aos desejos daquele monstro, tamanha selvageria do beijo e então.
Me sinto sendo arrancada, com brutalidade dos braços de Felipe. Que agora, está com o nariz sangrando em questão de instantes..
Não preciso nem olhar, para reconhecer quem me segura, o único capaz que fazer uma corrente elétrica correr por todo meu corpo.
- Mas que p***a Ricardo.
- O que você pensa que tá fazendo? Quebrou o meu nariz.
Ainda estou perdida na minha cabeça, com as lembranças do passado voltando para me assombrar. Quando Ricardo, começa a grita comigo, enquanto ainda segura o meu braço.
- Satisfeita sua diaba.
- Você queria me provocar, conseguiu.
Era o que me faltava, quer dizer que ele pode se divertir e eu não né.
- E você Felipe, é melhor nunca mas encostar um dedo nela.
- Ela me pertence.
Para tudo eu não escutei isso, uma ova que eu pertenço a esse troglodita.
- Me solta...
Grito com ele, soltando o meu braço que ele ainda estava segurando.
- Quem você pensa que é em?
- Uma ova, que te pertenço Ricardo.
- Quer saber, volta lá para a sua amiguinha e me deixa em paz.
Repito não estou com ciúmes, nem ousem pensar nisso.
Falo virando a costa para ele, preciso manter distância dele. Saio da para fora da balada e corro para meu carro, onde me permito respirar.
Enquanto tento não me afundar na dor, das lembranças do passado. A maneira como Felipe me beijou, me fez lembrar do Monstro do Miguel.
Onde apenas impôs a sua vontade o seu desejo, sem se importar se eu queria ou não.
- Mesmo sem ser capaz de admitir, em voz alta.
- Eu agradeço, por Ricardo atrapalhar o beijo.
Mesmo ele tendo agido como um tremendo babaca depois...