Baronesa Narrando O rádio apitava no meu ouvido, a voz dos meus vapores clara e afiada, enquanto eu pilotava a moto no meio do morro, coração batendo na boca. Os vapores tavam vindo, cheio de cara feia e armado até os dentes. Mas aqui não tem espaço pra medo, nem pra recuar. — Reforço confirmado, tropa na área! — falei firme, sem vacilar. — Souza tá atacando o Mathias. Quero geral na posição, e quem se atrever a passar pela gente, vai ter que pagar caro. Matar sem dó. Ouvi o pai e o Heitor, a voz deles carregada de raiva e preocupação. — Pode deixar, filha. Vamos com tudo — o pai falou, voz grossa. — Eu tô junto, Mana. Quem vacilar vai conhecer a minha mão — respondeu Heitor. Eu não podia falhar. Tinha que tirar o Mathias dali vivo, custe o que custar. O rádio silenciou por um segun

