Capítulo 223

1005 Palavras

Baronesa Narrando Foi um momento tenso, doloroso e que eu não queria ter vivido. O último adeus ao meu sogro, nosso Eterno Gravata. Saímos do cemitério com aquele peso no peito que não dava pra explicar. O vento frio batia no rosto e parecia que cada passo que eu dava era mais arrastado que o outro. O silêncio pesava mais que o barulho das pás jogando terra no caixão minutos antes. O Mathias tava com o semblante fechado, o olhar perdido em algum ponto distante, mas tentando se manter firme o pra cuidar da mãe dele. O pai ali do lado dele, sentindo a dor do meu homem. Assim como ele sentiu um dia, quando o Maldito do Souza matou o meu avô. Ele se aproximou da tia, colocou a mão no ombro dela e pediu com a voz baixa, mas firme: — Tia, leva minha mãe pra casa, por favor, e fica com ela.

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