Mathias Narrando Minha cabeça não parava, O sangue fervendo. O que tinha acontecido não ia sair da minha cabeça tão cedo. Peguei o celular e disquei pro pai. Não costumo ligar pra ele pra esse tipo de coisa, mas dessa vez era diferente. Contei cada detalhe, sem filtro. Nem deu dez minutos e já tinha barulho de passos pesados no corredor. Quando abri a porta, lá tava ele, de terno, gravata meio torta, cara fechada e um ódio estampado que eu raramente via. — Esse tal de Souza — ele falou com a voz grave, entrando sem pedir licença — se meteu com o filho do homem errado. Não aguentei e dei um sorriso de canto. — Homem errado? — provoquei. — O Senhor fala como se fosse o rei da selva, mas mäl pisa no Rio sem olhar por cima do ombro. Ele me lançou um olhar de advertência, mas não respond

