Capítulo 169

1032 Palavras

Baronesa Narrando Quando eu cheguei num ponto mais afastado do motel, num pedaço da rua que eu já sabia que não tinha câmera nenhuma, encostei a moto rapidinho. Tirei os adesivos improvisados que eu tinha colado no capacete, arranquei a fita preta da placa e voltei pro morro como se nada tivesse acontecido. O vento batia no meu rosto e, eu não sentia nada. Nem culpa, nem medo, só um vazio estranho, pesado. Assim que entrei em casa, a sala tava vazia. A festa ainda tava rolando lá fora, a galera bebendo, dançando, comemorando o amor dos meus pais. Subi direto pro meu quarto, tirei a roupa suja e ensanguentada, entrei no banho e deixei a água escorrer por mim, mas não lavou a dor. Me enxuguei no automático, botei uma roupa limpa e me deitei. Não chorei. Não consegui. Era como se algo dent

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