Renata Narrando Depois que o Heros saiu, fiquei parada ali na porta, olhando ele sumir pelo portão, com aquele aperto no peito que só quem ama entende. Fechei a porta devagar e subi de novo. Cada passo era pesado, parecia que o corpo queria ficar lá embaixo esperando ele voltar. Mas fui pro quarto, né? Deitei na cama, botei a cabeça no travesseiro, mas quem disse que o sono vinha? Dormir era a última coisa que passava na minha cabeça com tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo. Fiquei ali, no escuro do quarto, ouvindo o barulho da rua de longe, o vento batendo na janela, a respiração da Cecília no quarto ao lado. A cabeça a mil, coração batendo forte, como se eu já soubesse que a noite ia ser longa. Cada barulho na rua eu achava que era ele chegando ou então algum problema batendo na nos

