O tempo havia passado, mas eu ainda carregava dentro de mim, marcas que não se viam apenas na pele. Sentada na varanda de casa, olhando o horizonte, deixando que as lembranças viessem como ondas — algumas suaves, outras violentas. “Um ano...” pensei comigo mesma, respirando fundo. Aquele período havia sido uma guerra silenciosa, meu pai e o Dom me deixaram torturar aquele nojento, até a morte, mas por agora não irei falar sobre isso, quem sabe outra vez, só que ficamos sabendo que seu irmão junto com seu tio, que nunca conseguimos os nomes deles, tinham assumido a máfia, já que o mesmo não deixou herdeiro, mas que eles querem vingança. Houve noites em que eu acordava suada, gritando, com a sensação de ainda estar presa no cativeiro. Houve noites em que chorava até não ter mais forças. Ma

