cap 06 não sou obrigada aturar grosseria

2025 Palavras
Melissa . . . Desligo a tela do celular e levanto pegando a minha roupa e vou até o banheiro, troco de roupa e solto o cabelo penteando com o dedo. Logo após saio do banheiro encontrando a cama vazia e a porta da sacada aberta, largo a camisa dele sobre a cama e sento para calçar os meus saltos, meus pés que lutem. Vejo que Gabriel me mandou mensagem perguntando se ainda estou no morro, respondo que sim marcando de passar na casa dele. - Obrigada por ontem a noite. - Agradeço novamente. - Boa tarde. - Desejo saindo do quarto sem esperar ele me responder. Se ele vir com grosseira comigo eu não vou ficar calada, então prefiro evitar, não compensa perder o meu espírito de paz. Caminho pelo corredor fazendo o caminho da saida que eu me lembro, passo pelos seguranças desejando um boa tarde. Corto alguns becos andando devagar por causa do salto, hoje os meus pés estão um pouco doloridos. Ao chegar em frente da casa de Gabriel grito por ele. - Que voz de taquara rachada é essa? - Biel aparece no portão com a cara toda amassada. - Acordou agora mesmo né? - Acordei naquela hora que te mandei mensagem. Mulher, que baile foi esse? - Nem me fala, só lembro de flashes, minhas pernas estão todas doloridas. - Também né, a gente não parou um minuto se quer de jogar firme. Ô MĀE OLHA QUEM VEIO TE VER. - Grita quando entramos na sala. - Que gritaria é essa Gabriel, fala bai. MELISSAA! - Eliane, mãe de Gabriel fala assim que me vê. Sorrio abraçando ela. - Você sumiu menina! - Sumi nada, tia. A senhora que sumiu, já cansei de mandar mensagem para Gabriel falando que é pra você ir lá me ver, mas a senhora nunca vai. - Tô cheia de trabalho, você que tem que vir pra cá, ainda mais em dia de pagode, dormir aqui. Eliane é um amor de pessoa, sempre me tratou super bem, Galbriel fica até com ciúmes. Quando eu morava aqui no morro eu vivia aqui, fora os pagodes que Eliane me arrastava. - A gente tem que marcar um dia. - - Eliane fala caminhando até a cozinha sendo seguida por nós. - Você chegou na hora certa, tô fazendo batata gratinada. Sinto o cheiro da comida quando entro na cozinha, meu estômago até revira. Eliane tira o tabuleiro de dentro do forno colocando sobre a trempe do fogão. - Não poderei recusar a sua comida. -E nem deve! Passo o almoço jogando conversa fora com os dois. Depois do almoço lavei a louça mesmo com Eliane reclamando falando que eu não precisava lavar, eu lavei e Gabriel secou. Ficamos um bom tempo conversando, até que Gabriel e eu decidimos ir tomar um açaí. Deixei os meus saltos na casa dele e calcei o chinelinho da Nike que ele me emprestou. - Você não vai nem acreditar de quem me levou em casa. - Biel comenta enquanto estamos indo pro açaí. - Para de suspense e conta logo. - Zac. - Paro de andar bruscamente olhando para ele. - Mentiraaa! Zac, Zac? Ou Zac? Zac é um envolvido que teve um lance com Gabriel que ninguémn ficou sabendo, além de mim, é claro. Mas não deu em nada, porque o meu amigo não é qualquer poc que se encontra na esquina. -Tô te falando. - Ri voltando a caminhar. - E aí, vocês conversaram? - Osh, eu não, também tava mais pra lá do que pra cá. - Graças a Deus você não falou nenhuma mnerda. - Comento assim que entramos no açaí. Faço o meu pedido de princesa, um copinho de 700ml com leite em pó, banana, farinha láctea e leite condensado. Sentamos no banco esperando nosso pedido ser feito. -E você com o outro lá? -O que tem eu? - Foi só pra dormir mesmo? - Sorri malicioso com mná intenção. - Para de me olhar assim, Gabriel! - Riu. - Bicha safada! - Sou mesmo. - Gargalho levantando para pegar o meu açaí, pago o meue espero ele. - Vamo sentar ali na pracinha. Atravessamos a rua e sentamos em um banco vazio da pracinha. - Mas foi só para dormir mesmo, aguentava fazer nada, se me perguntassem qual era o meu nome eu não saberia nem responder. - Isso que é cachaça boa. Mulher, comno você ficou assim? Sendo que eu bebi o mesmo tanto que você. - Acho que foi naquela hora lá que você estava conversando com aquele rapaz, lembra? Empolguei um pouco. Ainda bem que eu bebi engov antes, se não eu estaria com uma p**a de uma ressaca. - E como estaria.. O que seria de nós sem engov? - Só o pó. - Riu dando uma colherada generosa no açaí. - Não rolou nem um esfrega de manhấ?Quase me engasgo com o açaí. - Gabriel! - Falo rindo. - Quê que é isso? Vai orar, seu pervertido! E não, não rolou nada. Lembro de como ele falou comigo de manhã e de como ele foi grosso, vontade de quebrar aquela cômoda naquele indivíduo. - Que carinha é essa? - Biel pergunta me analisando. - Nenhuma, tô normal. - Como mais uma colher de açaí. -O que aconteceu? Ele fez alguma coisa com você? Porque se tiver eu. - Não, Biel. Relaxa. Ele balança a cabeça não rendendo. Entramos em um outro assunto, Gabriel começa a contar dos boys dele, o que me rende boas risadas, mais piranho que o meu amigo, só dois dele. - Vou te apresentar o amigo dele, ele faz o seu tipo, bigodinho, cavanhaque, cara de quem não vale nada, só não é bandido. Sei lá, o jeito que Gabriel descreve os caras que ele acha que eu gosto é diferente. - Eu nem gosto de homem assim. - Me defendo rindo, pegando um pouco do leite em pó puro. - Senta lá Cláudia. - Estou correndo de problema pro meu lado, homem é sinônimo de problema. -O f**a é que é umn problema tão gostoso. - Suspira e eu concordo rindo. - Falando em problema, olha quem chegou no bar. Disfarço olhando para o bar vendo um grupo de homens armados e Relíquia no meio deles, desvio o olhar voltando minha atenção para Gabriel. - De problema já basta eu. Você falou tanto desse rapaz, deixa eu ver a foto. - Calma aí. - Responde pegando o celular. - Olha como ele é bonitinho. - Mostra a foto do boy do baile de ontem. - E.. Tipo assim, comparando com os que você pega. - Vai se f***r, Melissa. - Bate no meu braço me fazendo rir. Gabriel só gosta dos calangos. - Mentira amigo, ele é bonitinho. - Para de fazer essa cara. - Hm, que cara? - Pressiono os lábios segurando a risada. - Não te mostro mais nada também. - Uii, a poc tá revoltada. - Provoco rindo. - Rir baixo, Melissa. Meu Deus do céu, que vergonha. - Coloca a mão no rosto tampando e é aí que eu riu ainda mais. - Nunca mais saio com você. - Para que você sai sim, você me ama, Gabriel. Sinto o meu celular vibrar, olho pela notificação do whatsapp o nome "Relíquia". -ô dó. - Vai negar que me ama? Tudo bem, deixa quando você me chamar para algum baile. - Você é muito chantagista. - Abre a boca indignado. Meu celular vibra novamente. Fico mais um tempinho conversando com ele, depois de terminarmos o açaí voltamos paraa sua casa. Quando já está quase escurecendo vejo que já é minha hora de ir. - Depois você volta. - Eliane fala me dando a vasilha com batata assada. - Não é pra sumir, heim? Se não eu mesma Vou ir lá te buscar. - Pode deixar, tia. - Riu dando um abraço nela. - Você também tem que aparecer lá. Obrigada pela batata, depois eu te entrego a vasilha. - Não precisa se preocupar, quando você vir aqui você trás. - Melissa devolver vasilha? Ram. - Biel debocha. - Essa daí é a doida dos potes. - Vou ver se venho aqui no próximo final de semana. Me despeço de Eliane saindo com Gabriel que vai me levar até a barreira. - Olha quem tá ali - Biel avisa me fazendo tirar atenção do celular. Olho para frente vendo Relíquia me olhando enquanto Conversa com um vapor. Assim que eu olho para ele, ele da um tapinha no ombro do rapaz, os dois fazem um toque e o menino sai andando. Ele desencosta do muro e enfia a mão no bolso da bermuda. - Não vou precisar te levar lá embaixo. Ô glória, não vou ter que andar. - Aah, você vai me levar sim! - Amo Você meu amor, mas não me atrevo com o costa quente não. Deus é mais, você já viu a cara dele? Parece que está com raiva o tempo todo. - Tudo bem, Gabriel. Os de verdade eu sei quem são. - Faço um joinha com o dedo. - Você sabe que eu te amo. - Faz um coração todo torto. - Ama, né seu falso? - Dou um beijo na sua bochecha. - Já Vou indo então. - Quando chegar em casa me manda mensagem. -Tá bom, te amo. - Também amo você. - Dá tchauzinho. Respiro fundo pisando na calçada e encaro o indivíduo do outro lado da rua. - Vai negar voz memo? - Cruza os braços. - Fala, Relíquia. - Vou gritar não pô, vem cá. Atravesso a rua me aproximando do indivíduo, mantendo certa distância. -O que Você quer? - Tá me ignorando por quê? - Pergunta todo cheio de marra. Solto todo o ar que está em meu pulmão e o olho. - Você me chamou pra isso? - Esfrego o olho exausta. - Tô cansada e quero ir embora pro meu apartamento, é só isso mesmo? - Te fiz uma pergunta, Melissa. - Não estou te ignorando, caso ao contrário eu não estaria aqui conversando com você. Já tô liberada chefe? - Tô conversando contigo numa boa Melissa, vem com graça pra cima de mim não, eu heim. - Vai conversar em uma boa comigo até quando? E só pra mim saber mesmo, qual é a parte em que você começa a ser grosso. Quando dou por mim já falei, não consigo ficar com nada entalado na garganta. Eu esfrego na cara mesmo. Ele passa a mão no maxilar me encarando. - Então cê tá bolada por isso? - Não, Relíquia eu não estou bolada com nada! Consigo enxergar um rastro de um sorriso no canto dos seus lábios, o que me faz fechar mais a cara. - Tổ conseguindo ver a fumaça saindo da tua cabeça daqui ó. - Debocha apontando. Não falo mais nada, dou as costas para ele e saio andando. Sinto sua mão no meu braço me puxando de volta. - Não me deixa falando sozinho não irmão. - Não tenho o que falar contigo não, Relíquia. - Ele respira fundo ainda segurando no meu braço. - Foi m*l por hoje cedo. - Fala olhando nos meus olhos. Fico sem reação, por essa eu não esperava, mas mnesmo assim não abaixo a minha guarda. - Você não é obrigado a me contar nada, mas eu também não sou obrigada aguentar suas grosserias. Dá próxima vez que você me tratar m*l, você está me ouvindo? Dá próxima vez, ainda mais sem motivo, você não vai ouvir a minha voz nunca mais, e eu não estou brincando. - Falo baixo e calma, mantendo a minha postura. - Na moral foi sem intenção, reconheço que te tratei mal e fui grosseiro contigo, por isso tô aqui na humildade me retratando. - Coça a nuca todo avacalhado. -Tudo bem, já que resolvemos tudo eu já vou indo. - Qual foi, branquela, vai ficar com a cara emburrada mesmo? Só pode ser fome isso aí, bora lá pra casa pra nós comer uma pizza. Eu só vou ir porque eu estou com fome eé ele que vai pagar. . .
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