Theo Estou exausto. Essa indiferença da Ana Lis está me consumindo de uma forma que eu nunca imaginei possível. Cada gesto dela, cada olhar vazio, cada silêncio entre nós é como uma lâmina que corta meu coração. Ela saiu hoje cedo dizendo que iria se encontrar com os amigos, que o Márcio e a Laura estariam com ela, mas algo dentro de mim me dizia que não seria apenas isso. Eu tento dar espaço, tento respeitar a distância que ela insiste em manter, mas cada minuto longe dela parece uma eternidade. O relógio não ajuda: são quase duas da manhã e a ansiedade me consome. Sinto a necessidade de saber onde ela está, de garantir que nada de errado aconteça, mesmo que ela queira me afastar. O telefone toca e é o Enrico. Theo, onde você está? Pergunta ele, com a voz preocupada. Estou em casa, resp

