Ana Lis Saí da sala do Theo com o peito queimando, brigamos de novo e ele ainda teve a audácia de insinuar que eu dormi com alguém, o que ele pensa que eu sou? Uma inconsequente? Uma qualquer? A vontade que me deu foi a de redigir minha carta de demissão ali mesmo, imprimir, assinar e jogar sobre a mesa dele. Talvez fosse a única forma de recuperar um pouco do controle que sinto escapar das minhas mãos. Fui arrancada dos meus pensamentos por uma batida leve na porta. Pode entrar. Era Samanta. Amiga, vamos comer alguma coisa no refeitório? Estou morrendo de fome. Forcei um sorriso. Tá bom. Seguimos pelo corredor em silêncio,o ar-condicionado parecia frio demais, ou talvez fosse só o vazio que eu sentia por dentro, no refeitório, sentamos com nossos pratos quase intactos. E aí, a

