O amanhecer chegava tímido, espalhando uma luz cinzenta sobre a mansão. Dentro, a atmosfera estava carregada, como se cada canto ainda guardasse o eco dos acontecimentos da noite anterior. Elowen sentou-se à mesa da cozinha, segurando a xícara de café quente, mas a bebida pouco a aquecia. Seus pensamentos giravam em círculos, presos entre o choque da revelação sobre sua família e a sensação de vulnerabilidade que nunca a abandonava. Kael estava à porta, encostado no batente, os braços cruzados, observando-a em silêncio. Havia uma intensidade em seus olhos que a fazia sentir-se pequena e grande ao mesmo tempo — pequena diante do perigo, grande diante da presença dele, como se tudo pudesse ser suportado contanto que estivesse ao lado dele. — Nós precisamos agir — disse Kael, finalmente que

