Anastácia estava no centro do salão e tudo que conseguia enxergar era o seu sorriso. Era impressionante o quanto aquela mulher me fez sentir vivo novamente. Ela me devolveu algo que perdi e não queria encontrar. Quando saí do hospital depois do sequestro, me sentia morto por dentro, carregando nas veias um ódio ainda maior do que já era comum na minha natureza. Fui criado para ser um assassino. Os sentimentos afetivos me deixavam desconfortável desde que fui iniciado. Eu odiava admitir, mas, minha tia foi uma mulher que me deu amor e eu sofri ao perdê-la, porque ela era como minha mãe. Ficando apenas meu tio e primo na casa, virou um lar de homens. Emoções não eram o nosso forte. Éramos unidos e fazíamos praticamente tudo juntos. Meu tio fazia questão que não deixássemos de ser

