Barbara narrando Eu não sabia se sorria ou se chorava enquanto ouvia a voz do meu irmão vibrar do outro lado da chamada. Só o fato dele ter começado a falar da consulta com aquele brilho no olhar já fez meu coração disparar. — Jura, irmão? E como foi? Como tá o clima aí? — perguntei, aflita e ansiosa, querendo sugar cada detalhe. Ele não economizou nas palavras. Começou descrevendo o apartamento do Muralha como se fosse um palácio. Dois andares, espaços enormes, mais cômodos do que ele sequer teve tempo de explorar. Falou que era muito perto do centro de Nova York, que a vista era surreal, que tudo era simplesmente maravilhoso. Eu conseguia ver o reflexo da cidade nos olhos dele, via sua empolgação como se estivesse aqui, ao meu lado, me mostrando cada pedaço daquele lugar. — Tô num

